Proteção CFD não profissional na UE — alavancagem, NBP e quadro após a intervenção ESMA

Limites de alavancagem, encerramento por margem e NBP reduzem certos riscos da conta CFD não profissional, mas não evitam todas as perdas. O artigo 13.1 comparou regimes. Aqui explicamos as salvaguardas da intervenção ESMA de 2018: margem necessária, encerramento obrigatório, avisos e incentivos. Os exemplos mostram limites perante gaps e pouca liquidez. As obrigações atuais vêm de medidas nacionais; o exemplo polaco é a Decisão KNF DAS.456.2.2019.[5]

O quadro normal de CFD para clientes não profissionais inclui margem inicial, encerramento, proteção contra saldo negativo, restrições de incentivos e uma advertência de risco. A medida nacional aplicável, o produto e o estatuto do cliente determinam o seu âmbito.
Pontos essenciais em 60 segundos
  • 30:1 nos pares principais especificados, 20:1 noutros pares, ouro e índices enumerados, 10:1 noutras matérias-primas e índices, 5:1 em ações e outros subjacentes, 2:1 em criptoativos são limiares nacionais, não uma sugestão da corretora. A tabela usa a Decisão KNF DAS.456.2.2019 polaca.[5] Fora da via não profissional experiente, não se pode oferecer alavancagem acima dos limiares aplicáveis. [QUADRO JURÍDICO: POLÓNIA]
  • Proteção contra saldo negativo (NBP) limita a responsabilidade CFD agregada aos fundos da conta, mesmo noutro choque tipo CHF. Evita dívida adicional, não preserva o saldo.
  • A restrição aos bónus de depósito elimina o mecanismo de créditos «grátis» que ligam levantamentos a volume e prazo. A secção 4 analisa o exemplo.
  • Os avisos normalizados devem mostrar a percentagem de contas com perdas. Um fornecedor que serviu posições abertas no período anterior de 12 meses usa o seu valor, atualizado pelo menos a cada três meses. O aviso fixo de 74–89% é reservado na decisão KNF[5] a quem não prestou esses serviços durante todo o período. É texto prescrito, não estimativa atual; provém de análises nacionais de 2018.[13]
  • Encerramento por margem exige encerrar pelo menos uma posição quando fundos mais lucro líquido não realizado descem abaixo de 50% da margem inicial agregada. Um gap não elimina a obrigação, mas a execução pode ocorrer além do limiar.
  • A ESMA aumentou o capital para uma dada exposição. Reduziu o risco comercializável com alavancagem extrema, não tornou a negociação lucrativa.

1. O que a ESMA mudou em 2018 e porquê

Antes de 2018 podiam oferecer-se condições hoje proibidas. Alguns Estados permitiam alavancagem de 400:1 ou 500:1 por não haver limite comum UE. A Polónia era exceção com um limiar anterior próprio, descrito abaixo. Os bónus eram comuns. Um cliente podia depositar 200 EUR, assumir 100.000 EUR nominais e pensar que controlava o risco.

Os dados supervisores mostraram perdas substanciais, aceleradas pela alavancagem elevada perante movimentos adversos. O conhecido 74–89% tem dois papéis distintos. Inicialmente era uma observação: O comunicado ESMA de 27 de março de 2018 referiu análises nacionais com perdas em 74–89% das contas CFD não profissionais e médias por cliente entre 1.600 EUR e 29.000 EUR.[13] No aviso tornou-se texto fixo: As secções D e E da decisão ESMA[2] e o aviso padrão KNF posterior[5] contêm o intervalo. Não é a taxa atual de todo o mercado. A versão padrão só está disponível a quem não serviu posições abertas durante todo o período anterior de 12 meses; os outros divulgam o próprio cálculo. Os motivos incluíam complexidade, pouca transparência, alavancagem excessiva, desajuste entre retorno esperado e risco, marketing e distribuição.[13]

74–89%: intervalo histórico de contas perdedoras — Análises de supervisores nacionais citadas pela ESMA em 27 de março de 2018
Verifique a proteção para a entidade, o produto e a classificação do cliente concretos.
Antes da intervenção: o exemplo jurídico polaco. Desde 16 de julho de 2015, o artigo 73(2a) da Lei de negociação exigia pelo menos 1% de margem para ordens de derivados não profissionais, equivalente a 100:1. A alteração era de 5 de dezembro de 2014, publicada em 15 de janeiro de 2015.[14] As ofertas 500:1 estavam, portanto, fora do limiar. [MODELO ILUSTRATIVO: 1 EUR = 4,30 PLN; 1 USD = 4,00 PLN.] Uma conta de 10.000 PLN equivale a cerca de 2.325 EUR. Margem de 1.000 EUR (4.300 PLN) suporta um lote EUR/USD de 100.000 EUR a 100:1; a mesma margem suporta cinco lotes, 500.000 EUR, a 500:1. Um movimento adverso de 20 pips custa 200 USD (800 PLN, 8% da conta) contra 1.000 USD (4.000 PLN, 40%). A margem é igual, a exposição é cinco vezes maior. A regra anterior dirigia-se à empresa executora: contavam entidade e regime, não apenas residência.

A ESMA adotou a Decisão (UE) 2018/796 de 22 de maio de 2018 ao abrigo do artigo 40 MiFIR (Regulamento dos mercados de instrumentos financeiros).[1] As restrições CFD aplicaram-se desde 1 de agosto de 2018; a proibição separada de opções binárias desde 2 de julho de 2018. O âmbito nacional atual está fora deste artigo. As medidas ESMA eram temporárias, renovadas trimestralmente e não após 31 de julho de 2019. Os supervisores nacionais substituíram-nas sem caducidade sob o artigo 42 MiFIR: KNF na Polónia[5], BaFin na Alemanha e AMF em França. A FCA britânica manteve restrições análogas próprias.[4] Para uma CIF cipriota, DI87-09 parágrafos 3(3) e 4(2) aplica a medida CFD do Estado de residência, onde exista. O exemplo KNF não se limita a entidades polacas; esta ligação difere da competência do sistema de indemnização.[5]

O pacote ESMA tinha cinco pilares:

  1. Limites de alavancagem por classe de subjacente
  2. Encerramento quando fundos mais lucro líquido não realizado descem abaixo de 50% da margem inicial total
  3. Proteção contra saldo negativo (NBP)
  4. Restrições a bónus e incentivos
  5. Avisos normalizados com percentagem de contas com perdas
CHF 2015 e o debate sobre proteção não profissional. Em 15 de janeiro de 2015, a SNB eliminou o mínimo de 1,20 CHF por euro e baixou o juro para −0,75%.[7] EUR/CHF caiu abruptamente e a liquidez deteriorou-se, impedindo fechar certas posições a preços anteriores. A Alpari (UK) Limited entrou em administração especial em 19 de janeiro de 2015; a FCA disse que a avaliação inicial indicava fundos intactos.[15] O artigo 13.3 acompanha Alpari, FXCM e a recuperação. Sem NBP, podiam exigir-se défices aos clientes. CHF 2015 não causou diretamente a decisão ESMA, mas ilustrou o risco extremo da alavancagem elevada.
A decisão do SNB de 15 de janeiro de 2015, os riscos de liquidez expostos e as medidas posteriores da ESMA de 2018 e nacionais de 2019 numa cronologia ilustrativa.
Uma ilustração histórica do risco de mercado e liquidez, não um gráfico medido de preços ou execução. O evento do CHF fez parte do contexto das medidas posteriores de proteção de CFD para clientes não profissionais.

2. Alavancagem — 30:1 nos principais especificados, menor noutros

A ESMA não fixou um único limite para todos os produtos. Os limiares dependem da classe, volatilidade e liquidez do subjacente. Maior volatilidade exige geralmente mais margem porque um movimento consome capital mais depressa.

O nome do produto não determina a sua regulamentação. Verifique primeiro se cumpre a definição CFD: liquida variações entre abertura e fecho sem transferir propriedade. Alguns «perpetual futures» ou «perpetual contracts» partilham estrutura: sem vencimento, alavancagem e financiamento periódico. A declaração ESMA de 24 de fevereiro de 2026 identifica a definição 2018/796 como referência para avaliar o âmbito nacional CFD.[11] Classifique o instrumento, depois identifique a medida nacional aplicável. Depende das características reais e do ato vigente, não da etiqueta da plataforma.
Classe de ativoAlavancagem máximaMargem inicial exigidaExemplos
Um par composto por duas de: USD, EUR, JPY, GBP, CAD, CHF30:13,33%EUR/USD, GBP/USD, USD/JPY, USD/CHF
Outros pares, ouro e índices enumerados20:15%EUR/PLN, AUD/USD, XAU/USD, DAX, CAC 40, Nikkei 225
Outras matérias-primas e índices10:110%Petróleo, gás natural, índices não enumerados
Ações (CFD) e outros subjacentes5:120%Apple, Tesla, CD Projekt, CFD de dívida soberana
Criptoativos2:150%BTC/USD, ETH/USD

Um lote padrão EUR/USD (100.000 EUR nominais) a 30:1 exige cerca de 3.333 EUR de margem. A 500:1 exige 200 EUR, mas superava o limiar polaco de 1% da secção 1. A diferença altera materialmente a posição suportável. A tabela segue o ponto 3 da Decisão KNF DAS.456.2.2019[5] e os limiares da decisão ESMA expirada. O 3,33% normativo descreve-se como 30:1; os exemplos usam exatamente 1/30 com montantes arredondados.

Dois detalhes: o cabaz de 5% não inclui todos os índices, mas FTSE 100, CAC 40, DAX 30, DJIA, S&P 500, NASDAQ, NASDAQ 100, Nikkei 225, ASX 200 e EURO STOXX 50. Os restantes estão a 10% (10:1). O ouro está a 5% com esses índices, não nas outras matérias-primas. A via polaca experiente é separada: a secção 7 explica o efeito na margem e o artigo 13.5 abrange as condições e o procedimento.

O cabaz 30:1 é restrito: ambas as moedas devem provir de USD, EUR, JPY, GBP, CAD e CHF.[5] AUD não consta, logo AUD/USD tem 20:1. USD/PLN e EUR/TRY também têm 20:1, não 30:1; EUR/CAD cumpre o teste. Ter EUR não basta. Pares emergentes com PLN, TRY, ZAR ou HUF podem ter liquidez intermitente e grandes variações do spread. Com pouca reserva, até 20:1 permite elevada exposição e aproxima o encerramento obrigatório.

CFD para clientes não profissionais: limites e margem mínima — Via normal polaca / estrutura central de intervenção da UE
Verifique a proteção para a entidade, o produto e a classificação do cliente concretos.

Encerramento por margem: 50%

O encerramento é obrigatório quando fundos mais lucro líquido não realizado descem abaixo de 50% da margem inicial agregada de todos os CFD abertos.[5] Se a única posição exige 3.333 EUR e o capital desce abaixo de cerca de 1.667 EUR (metade), o fornecedor deve começar a encerrar uma ou mais posições. É uma obrigação, não uma opção da corretora.

Para um scalper com uma posição e stop apertado, o stop costuma atingir-se muito antes do limiar de 50%, mas a execução nesse ponto não é garantida num gap. Para um swing trader com 3–4 posições correlacionadas por vários dias, o limiar da conta importa mais. Um flash crash às 03:00 pode forçar liquidação antes da recuperação.

O encerramento calcula-se por conta. Deve encerrar-se pelo menos uma posição quando fundos mais resultados não realizados descem abaixo de metade da margem inicial total dos CFD abertos.[5] Não há limiar separado por operação. Pode prever-se um acionamento contratual anterior e sequência de fecho. Verifique: a ordem afeta o risco e resultado restantes.
Scalper e swing trader a 30:1. [MODELO ILUSTRATIVO] O artigo de alavancagem e margem explica conversões de preços e pips. Aqui importa a distância ao encerramento. Uma conta de 10.000 EUR com um lote EUR/USD usa 3.333 EUR de margem. Deve fechar-se abaixo de 1.667 EUR de capital, após cerca de 8.333 EUR perdidos. Um stop apertado fica mais perto, mas um gap pode executá-lo pior. Um swing trader com a mesma conta tem um lote EUR/USD e outro EUR/CHF, ambos de 100.000 EUR a 30:1. Margem total cerca de 6.667 EUR, livre 3.333 EUR e limiar 3.333 EUR de capital após perder 6.667 EUR. Se ambas têm igual sensibilidade adversa convertida em EUR por unidade de movimento comum, a sensibilidade conjunta duplica: (6.667 / 2) / 8.333 ≈ 0,40, uma reserva cerca de 2,5 vezes menor. É condicional, não assume pips USD e CHF de igual valor EUR. Importa a exposição total sobre o capital.

Encerramento com pouca liquidez noturna. A decisão exige encerrar nas condições mais favoráveis ao cliente.[5] Mas às 03:00 num par ilíquido o preço pode diferir muito do médio. O fecho limita a continuação de perdas, não garante preço nem depósito. As execuções sucessivas podem piorar com a liquidez, mas não é regra fixa nem prova isolada de execução imprópria.

Cotações invulgares no rollover. A liquidez pode diminuir às 17:00 de Nova Iorque: normalmente 23:00 na Polónia, ou 22:00 nos desencontros de mudanças horárias. O spread pode afastar o fecho do preço médio, reduzir capital e baixar o nível de margem de 50% sem grande movimento médio. Verifique Bid/Ask, hora do servidor e histórico. Uma vela estranha não prova manipulação nem a sua ausência.

Intervenção do banco central e encerramento. [CENÁRIO ILUSTRATIVO] Uma intervenção súbita pode alargar spreads JPY e fazer saltar cotações. Cruzado o limiar, fecha-se às condições executáveis disponíveis, não ao preço anterior. Com pouca liquidez asiática pode haver grande perda apesar de recuperação posterior. É um cenário, não uma medição de intervenção ou corretora específica.
Mesmo nominal, cinco margens iniciaisModelo 100.000 EUR — escala linear real, não previsão de perdas A Polónia tinha limite próprio 100:1 desde 16 de julho de 2015. 30:1 e 20:1 são máximos padrão, não uso obrigatório.Mesmo nominal, cinco margens iniciaisModelo 100.000 EUR — escala linear real, não previsão de perdasA Polónia tinha limite próprio 100:1 desde 16 de julho de 2015. 30:1 e 20:1 são máximos padrão, não uso obrigatório.01.0002.0003.0004.0005.000500:1Histórico, fora de PL200 EUR200:1Histórico, fora de PL500 EUR100:1PL desde 16 de julho de 20151.000 EUR30:1Pares FX principais3.333,33 EUR20:1Outros pares FX e ouro5.000 EURNominal ÷ alavancagem = margem. 30:1 exige 16,67× o de 500:1.
Margem de um lote EUR/USD com alavancagens ilustrativas. 30:1 exige 16,7 vezes 500:1 e 3,3 vezes 100:1. A Polónia aplicou 1% desde 16 de julho de 2015; 500:1 ficava fora. Exigir 20:1 em EUR/USD não torna o par secundário regulatório.

3. NBP — limitar responsabilidade adicional

A NBP é uma salvaguarda decisiva. A decisão limita a responsabilidade agregada de todos os CFD da conta aos fundos dessa conta.[5] Se uma conta de 5.000 EUR perde 8.000 EUR ao fechar, o saldo contabilístico seria −3.000 EUR. A NBP impede cobrar os 3.000 EUR adicionais; o cliente perde 5.000 EUR e o fornecedor suporta o défice.

Isto atribui parte do risco de gaps e iliquidez ao fornecedor, como contraparte ou internalizador. Antes da NBP o cliente podia ficar endividado. O exemplo CHF 2015 seguinte ilustra os défices após o choque de 15 de janeiro de 2015.

Onde pode surgir o custo NBP. Internalizar cria risco de crédito assimétrico: o cliente tem limite, mas um gap pode exceder os fundos. Cobrir com fornecedor de liquidez transfere exposição, não automaticamente a obrigação NBP. Risco de execução e gaps pode explicar spreads antes dos dados. O preço depende do modelo e gestão do risco, não de acréscimo fixo normativo. Internalizar é um modelo, não prova de má conduta.

WTI abaixo de zero em 20 de abril de 2020: software e proteção legal. O contrato NYMEX WTI de maio caiu de 17,73 USD por barril e liquidou a −37,63 USD, primeira liquidação negativa em 37 anos. A CFTC publicou o relatório intercalar em 23 de novembro de 2020.[16] Um modelo que assume preços não negativos pode calcular mal lucro, perda ou margem se a premissa falhar; o artigo sobre plataformas explica cálculos de posições. A NBP determina a responsabilidade além do saldo, não garante software sem erros. O fornecedor deve considerar extremos no risco e nos preços.
NBP: limite de responsabilidade, não proteção de capital — Exemplo ilustrativo após o encerramento de todas as posições
A NBP não garante a recuperação de um saldo positivo após a insolvência da empresa. Âmbito: a conta de CFD não profissional relevante.

Como funciona a NBP

A NBP opera ao nível da conta, não por posição. Com três CFD abertos consideram-se juntos resultados realizados e não realizados. Uma perda não gera reembolso separado enquanto houver fundos. Se a exposição total fechada produz saldo negativo, não se pode cobrar o défice protegido por gap, slippage ou iliquidez.

A NBP cria custos reais. Em mercados contínuos, o fecho abaixo de 50% da margem costuma preceder o saldo negativo. Os extremos diferem: flash crashes, gaps de fim de semana e intervenções podem exceder os fundos, suportados pelo fornecedor sob NBP.

Como a NBP muda um défice tipo CHF. [CÁLCULO ILUSTRATIVO, não execução reconstruída] Uma conta de 10.000 EUR está longa três lotes EUR/CHF a 100:1 antes da intervenção. Abertura/fecho arredondados: 1,2000 e 0,8500 CHF por euro. Perda: 3 × 100.000 × 0,3500 = 105.000 CHF, não 105.000 EUR. A 0,8500 CHF por euro são cerca de 123.500 EUR, saldo de −113.500 EUR. Sem NBP pode exigir-se o défice. Com NBP perdem-se 10.000 EUR do saldo, sem dívida CFD adicional. Eliminam-se cerca de 113.500 EUR de responsabilidade adicional.
NBP e categoria profissional. A reclassificação profissional válida retira medidas não profissionais. Cessa a NBP obrigatória, mas pode manter-se contratualmente. Leia antes de mudar: mais alavancagem pode trazer responsabilidade pessoal. O nome da conta não é a classificação legal. «Pro» ou «Professional» pode ser um escalão de preços não profissional. Decidem o pedido escrito, avaliação documentada e classificação resultante. O artigo 13.5 explica o processo.

4. Avisos normalizados e restrição aos incentivos

O aviso normalizado contém normalmente a percentagem atual de contas CFD não profissionais com perdas do fornecedor.[5] Exemplo: «78% das contas não profissionais perdem dinheiro ao negociar CFD com este fornecedor». [PERCENTAGEM ILUSTRATIVA — cada fornecedor dá a sua.] «A maioria perde» não substitui a informação exigida.

A percentagem recalcula-se pelo menos a cada três meses sobre os 12 anteriores. Uma conta perde se o líquido CFD for negativo. Excluem-se contas sem posições abertas, resultados não CFD, depósitos e levantamentos. Incluem-se clientes experientes. Não pode escolher-se o melhor trimestre nem esconder o aviso, por exemplo em letra de 8 pontos. O 74–89% fixo é a exceção para quem não serviu posições abertas durante todo o período.[5]

Advertência de risco: a percentagem e a sua população — Metodologia da decisão KNF; 78% é um número ilustrativo
Verifique a proteção para a entidade, o produto e a classificação do cliente concretos.

A percentagem não identifica a «melhor» corretora: reflete clientes, canais, marketing e modelo, além de resultados. Uma conta de 10.000 EUR que desce a 9.800 EUR conta como uma perda total. Diz pouco da dimensão e não isola alavancagem, pouco capital ou excesso de operações.

Bónus de depósito

Eram comuns: «Deposite 1.000 EUR e receba 1.000 EUR grátis». As condições bloqueavam o bónus e por vezes fundos próprios até completar volume num prazo. O custo estima-se antes: um pip por lote padrão EUR/USD é cerca de 10 USD, logo 200 lotes completos custam cerca de 2.000 USD por pip de spread, mais comissão. A 1–2 pips são 2.000–4.000 USD, moeda diferente do bónus de 5.000 EUR abaixo; o spread só não prova consumi-lo todo. A armadilha inclui levantamentos bloqueados e pressão temporal. O artigo de spread, comissões e swaps explica custos pelas condições reais, muitas vezes escondidas em documentos longos.

A armadilha do bónus antes da restrição. [MODELO ILUSTRATIVO] Um fornecedor cipriota oferece 100% até 5.000 EUR. Depositam-se 5.000 EUR e recebem-se 5.000 EUR: mostram-se 10.000 EUR. Exige 200 lotes completos em 90 dias. Após negociação agressiva e 87 lotes ficam 3.200 EUR; recusa levantar por volume incompleto. Após 200 lotes ficam 800 EUR. Face aos 5.000 EUR próprios, a perda é 4.200 EUR. Ilustra bloqueio e excesso por prazo; não atribui todo o consumo do bónus ao spread.

A restrição abrange pagamentos, benefícios monetários e não monetários proibidos ligados à comercialização, distribuição ou venda CFD não profissionais. Certas ferramentas informativas e de investigação ficam excluídas.[5] Inclui bónus, cashback de volume, prémios de atividade e fidelização por volume. Educação, webinars e investigação podem oferecer-se no âmbito permitido, mas não dinheiro ou equivalente apenas por tomar posições CFD.

Bónus ligado ao volume: exemplo anterior à proibição — Modelo ilustrativo: distinguir volume, custos e restrições de levantamento
Aplicam-se as restrições de incentivos para CFD de clientes não profissionais; o cenário não demonstra que apenas o spread tenha consumido o bónus.

5. Efeito da margem nos custos e estilos

A intervenção aumentou o capital para uma exposição dada. Com pouca reserva era necessário reduzir tamanho, financiar mais ou considerar contas externas. Varia por estilo; são hipóteses ilustrativas, não comportamento universal.

Scalping

Um scalper EUR/USD com 1–3 lotes precisa de cerca de 3.333 EUR de margem por lote a 30:1. Três lotes exigem 10.000 EUR. Em 15.000 EUR, cerca de 67% fica comprometido e 5.000 EUR livre. A 500:1, fora do antigo 1% polaco, três lotes exigem 600 EUR e deixam 14.400 EUR. A perda por pip não muda; mudam margem e reserva.

A 30:1 precisa de maior conta para a mesma exposição ou posição menor. Pode facilitar gerir exposição, não cria vantagem. Procurar mais alavancagem fora é outra escolha de risco legal e contraparte.

Swing trading

Com 2–3 posições por 3–7 dias deve manter margem. Supondo três posições de um lote e 100.000 EUR cada a 30:1, a margem é 10.000 EUR e o limiar 5.000 EUR de capital. Uma conta de 15.000 EUR tem 5.000 EUR livres, mas 10.000 EUR de capacidade de perda até ao limiar. São grandezas diferentes. Os 15.000 EUR são hipótese de três posições, não mínimo legal. A 500:1 a margem seria 600 EUR. Perder 2.800 EUR conjuntamente à noite consome quase um quinto enquanto se dorme. O limiar está distante, a perda é real.

Um fator comum em posições correlacionadas. Longos de um lote EUR/USD e GBP/USD têm exposição ao dólar; não são diversificação independente automática. Sobem margem e sensibilidade. A perda conjunta depende de preços, nominais e conversão, não de um multiplicador universal «dobro». A alavancagem real é exposição total sobre capital, distinta da permitida por instrumento.

Negociação de notícias

Negociar NFP, FOMC ou BCE exige margem para slippage súbito. O 30:1 não muda a perda de um nominal fixo, mas a reserva. [CONVERSÃO ILUSTRATIVA: 1 USD = 0,93 EUR.] Perder 1.000 USD são 930 EUR: 5.000 EUR descem para cerca de 4.070 EUR, acima do fecho de um lote de 1.667 EUR. Em 3.400 EUR consome toda a margem livre e aproxima o limiar. O tamanho deve escolher-se com distância do stop e risco de execução; alargar o stop sem reduzir tamanho aumenta a perda possível. Em NFP ou CPI o spread pode subir e a liquidez diminuir. O limite nada diz sobre a qualidade.

NFP, spread e limiar de fecho. [MODELO ILUSTRATIVO] Uma conta de 10.000 EUR toma dois lotes EUR/USD: cerca de 6.667 EUR de margem e 3.333 EUR livres. Na divulgação a liquidez piora e o spread causa 630 EUR de efeito adverso de valorização, cerca de um quinto da margem livre. Só isto não cruza o limiar: está em 3.333 EUR de capital ou 6.667 EUR de perda. Um stop separado pode executar mal antes da recuperação. Direção, execução e limiar regulatório são três questões distintas; não se afirma cotação ou execução NFP observada.
Divulgação de dados: spreads mais amplos e menor disponibilidade — Cotações ilustrativas de um prestador OTC, não um livro central de ordens
Verifique a proteção para a entidade, o produto e a classificação do cliente concretos.
Mesmo capital, diferente exposição agregada — EUR 10.000 de capital próprio; EUR 100.000 de nocional por lote
Verifique a proteção para a entidade, o produto e a classificação do cliente concretos.
EstiloOferta anterior (500:1, fora do limiar polaco)A 30:1Ajuste no modelo
ScalpingMargem 200 EUR / loteMargem 3.333 EUR / lotePosições menores ou conta maior
Day trading2–5 posições em conta de 5.000 EUR1 posição de 1 lote ou 2 de 0,5 em 5.000 EURMaior seletividade nas entradas
Swing trading3–5 posições com reserva2–3 posições com reservaMenos exposições simultâneas
Negociação de notíciasEntradas grandes nas divulgaçõesEntradas menores nas divulgaçõesCombine stop, tamanho menor e perda aceitável
Negociação de posição/carryGrande exposição a receitas ou custos swapExposição mais limitadaAvalie o swap líquido e reduza o nominal
O que significa «depósito mínimo» a 30:1. Abrir com 100 EUR pode ser tecnicamente possível. No modelo EUR/USD, 0,03 lote são 3.000 EUR nominais e cerca de 100 EUR de margem, sem livre. O primeiro tick adverso baixa o capital da margem inicial, mas o fecho obrigatório de 50% está abaixo de cerca de 50 EUR de capital; pode haver acionamento contratual anterior. O spread pode já impedir a abertura assumida. Os exemplos de 5.000 EUR para um lote diário e 5.000–15.000 EUR swing são hipóteses, não mínimos legais nem universais. Uma conta de 100–500 EUR exige tamanho proporcional e atenção ao volume mínimo; pouco capital só não determina o resultado.

6. Quanta proteção oferecem as restrições?

Avaliar exige separar regra e resultados empíricos. As mudanças da conta derivam da decisão e ilustram-se abaixo. Reduzir perdas do mercado inteiro exige dados comparáveis, não só o texto. Mais alavancagem offshore muda risco legal, execução e contraparte. A regulamentação aborda parte, não todas as perdas.

O que decorre da regra: limitar CFD ao saldo elimina dívida adicional protegida após um gap extremo. É consequência legal, não estatística. Usar 3,33% em vez de 0,2% permite menos nominal com igual capital; o mesmo movimento afeta menos conta.

O que a regra não demonstra: a percentagem própria, recalculada pelo menos trimestralmente,[5] não cria uma estatística agregada atual. O 74–89% fixo não serve para antes/depois. A ESMA referiu muitas reclamações CFD no segundo trimestre de 2019, avisando do atraso do indicador e da ausência de grandes mercados como a Polónia.[6] A KNF compara dados de seis fornecedores de agosto de 2018–janeiro de 2019 com os mesmos meses anteriores: baixou a proporção com perdas, ainda entre 54–67%. O total mensal permaneceu negativo em quatro dos seis meses. A KNF notou a possível influência das condições de mercado.[5]

Alguns abriram contas fora da UE por mais alavancagem. As jurisdições diferem mais do que a designação offshore; o artigo 13.1 examina licenças e leis. Por exemplo, a FSA de São Vicente e Granadinas reiterou em fevereiro de 2026 que não licencia nem supervisiona forex e exige autorizações onde residem os clientes.[17] Na Polónia devem considerar-se requisitos KNF; não há «licença europeia» universal offshore. Não torna iguais os países fora da UE.

Uma conta fora de UE/Reino Unido não obtém ICF pela afiliada CySEC nem FSCS pela britânica. O ICF cobre clientes dos membros cipriotas[9] e o FSCS tem condições próprias de firma autorizada e território.[10] O artigo 13.3 explica limites, elegibilidade e procedimentos. A jurisdição determina também o recurso; uma afiliada UE não dá acesso automático a provedor europeu.

Eficácia da intervenção: verificar primeiro a métrica — Não transformar um relatório de reclamações numa estatística de perdas
Este relatório não estabelece aqui a eficácia da intervenção. Sem dados inventados nem gráfico de resultados antes e depois.
Encaminhamento offshore após a intervenção 2018. Um grupo pode ter entidade UE e filial fora com maior alavancagem. Decide o contrato, não o logótipo. Na Polónia, mudar para uma irmã não contorna por si a decisão KNF. O ponto 1 cobre comercialização, distribuição e venda sem salvaguardas; o 14 proíbe evasão consciente e intencional, mesmo por fornecedor substituto.[5] Pode mudar muito a capacidade prática de exigir obrigações à entidade estrangeira. Verifique âmbito territorial e recurso.
Proteção não profissional: a lei aplicável é essencialNão atribua uma regra a todas as jurisdições offshore Esquema educativo. A proteção depende de entidade, produto, categoria e regras aplicáveis.Proteção não profissional: a lei aplicável é essencialNão atribua uma regra a todas as jurisdições offshoreEsquema educativo. A proteção depende da entidade, produto, categoria do cliente e regras aplicáveis.CaracterísticaModelo KNF/UEOutra jurisdiçãoMargem cambial30:1 / 20:1Depende das regras locaisNBPLimite obrigatório de responsabilidadeLei e contrato; Seicheles: também existe uma regraSegregaçãoObrigatória; pormenores nacionaisPor exemplo, obrigatória nas Seicheles e nas BVIIndemnizaçãoSistema da entidade e condições de elegibilidadeSem cobertura automática do ICF/FSCSReclamaçãoEmpresa → via de resolução alternativa aplicávelVerificar os procedimentos locaisÂmbitoProduto, cliente não profissional, residência e dataEntidade, licença e regras locais
As entidades da UE e de fora da UE não representam dois regimes uniformes. A coluna da UE refere-se às autoridades dos Estados-Membros e aos respetivos sistemas nacionais de indemnização aplicáveis. A FCA britânica e o FSCS são distintos do quadro da UE. As jurisdições fora da UE diferem na legislação e nos meios de recurso; verifique cada característica para a entidade indicada no contrato.

As cinco salvaguardas e os seus limites práticos

As cinco salvaguardas atuam separadamente, em fases distintas e com limites diferentes. A tabela reúne-as para que a «proteção do cliente não profissional» possa ser avaliada num cenário concreto.

SalvaguardaMecanismoRisco limitadoO que não garante
Limite de alavancagem (margem inicial)Margem inicial mínima em percentagem do valor nocional do CFD: de 3,33% para o conjunto de pares das seis moedas a 50% para criptoativosA dimensão da posição suportada por um dado capital e a rapidez com que uma variação de preço consome o capital próprioA perda não se limita à margem bloqueada: é calculada sobre toda a exposição nocional
Encerramento a 50% da margemSe os fundos mais o lucro líquido não realizado descerem abaixo de metade da margem inicial agregada, o prestador tem de encerrar pelo menos uma posiçãoManter uma exposição perdedora até esgotar a contaNão é um stop a um preço escolhido. Um gap pode atrasar a execução até ao preço disponível seguinte, para lá do limiar
Proteção contra saldo negativo (NBP)Limita a responsabilidade agregada do cliente não profissional por todos os CFD aos fundos da conta de negociaçãoUma dívida adicional ao prestador após um gap ou um flash crashNão preserva os fundos da conta: todo o saldo pode perder-se mesmo com a NBP a funcionar corretamente
Restrição de incentivosRestringe pagamentos, benefícios monetários e determinados benefícios não monetários na venda de CFD a clientes não profissionais; as ferramentas de informação e investigação definidas ficam fora da restriçãoEsquemas de captação com bónus e condições de volume que bloqueiam levantamentosNão elimina spreads, comissões ou swaps, que continuam a determinar os custos de negociação
Advertência de risco normalizadaO prestador divulga a percentagem das suas contas de CFD de clientes não profissionais que perderam dinheiro nos doze meses anteriores e atualiza-a pelo menos de três em três mesesPublicidade que omite a distribuição dos resultados dos clientesUma percentagem inferior não implica necessariamente melhor execução ou maiores probabilidades individuais: a população de clientes também conta

As cinco linhas utilizam a Decisão KNF DAS.456.2.2019 como exemplo jurídico nacional.[5]

Um cálculo, três limites. [MODELO ILUSTRATIVO: USD 1 = EUR 0,93.] Uma conta de EUR 5.000 abre um lote de EUR/USD a 30:1: EUR 3.333 de margem, EUR 1.667 de margem livre e um limiar de encerramento próximo de EUR 1.667 de capital próprio. Um gap adverso de fim de semana de 700 pips gera USD 7.000 de perda, aproximadamente EUR 6.510. O saldo após o encerramento seria de cerca de EUR −1.510; a NBP elimina o défice adicional. O cliente perde EUR 5.000, cerca de 1,5 vezes a margem bloqueada. O limite de alavancagem não limitou a perda à margem; a NBP não preservou qualquer depósito; o encerramento não pôde ocorrer no seu limiar dentro do gap.

A intervenção combate danos identificáveis: dívida adicional após movimentos extremos, algumas práticas agressivas de captação e margens excecionalmente baixas para grandes exposições. Não proíbe a criação de mercado nem resolve todos os problemas de execução durante as notícias. Limita riscos específicos dos clientes não profissionais, sem garantir sucesso na negociação.

7. O que um prestador pode e não pode fazer no quadro dos clientes não profissionais

Conhecer os limites das regras ajuda a identificar tanto a proteção esperada como a diferença entre práticas permitidas ao prestador e condutas que exigem investigação.

Caráter apropriado — avaliação de conhecimentos e experiência na abertura da conta

Os limites de alavancagem e a NBP constituem uma camada. Outra começa na abertura da conta. No exemplo polaco, o artigo 83h da Lei da negociação de instrumentos financeiros exige que uma empresa que preste os serviços do artigo 69(2), pontos 1, 2, 6, 7 ou 9 — incluindo receção, transmissão e execução de ordens — obtenha informações sobre os conhecimentos e a experiência de investimento do cliente e avalie se o serviço ou instrumento é apropriado.[8] O questionário de abertura da conta é, por isso, uma avaliação legal, não um simples formulário comercial. O quadro correspondente da UE é aplicado através da legislação nacional.

Existem dois deveres de advertência. Se a empresa considerar o instrumento não apropriado, deve informar prontamente o cliente. Se faltarem informações ou forem insuficientes, deve advertir que não pode avaliar o caráter apropriado. Nenhuma advertência proíbe, por si só, realizar uma operação. O caráter apropriado refere-se à compreensão do produto, não à sua rentabilidade; não é aconselhamento de investimento nem uma avaliação completa da situação financeira do cliente.

A isenção de mera execução está disponível para determinados instrumentos não complexos em contratos iniciados pelo cliente; não abrange CFD. A lei polaca enumera cinco categorias: determinadas ações de mercados regulamentados e certificados de investimento sem derivado embutido; obrigações sem estrutura complexa; instrumentos do mercado monetário; determinadas unidades de fundos; e instrumentos que cumprem o artigo 57 do Regulamento Delegado (UE) 2017/565.[8] A lista deve ser lida em conjunto com esse ato da UE. Um CFD não está incluído nessas categorias. Isso decorre da classificação do produto, tratada na Secção 2. Uma advertência sobre o caráter apropriado não garante que o produto seja adequado, não elimina o risco de mercado nem cria, por si só, um direito a reembolso por uma operação perdedora decidida pelo cliente.

O prestador pode:

  • Oferecer alavancagem inferior ao máximo regulamentar. A decisão estabelece margem mínima, não um depósito máximo: podem ser exigidos 25:1, 20:1 ou 10:1, sobretudo em instrumentos menos líquidos.
  • Encerrar posições acima do limiar de 50%. A regra estabelece quando o encerramento se torna obrigatório. Uma empresa pode definir nas condições um limiar anterior de 80% ou 100%; leia o contrato.
  • Aplicar margem por escalões. [ESCALÕES ILUSTRATIVOS] Suponha que os lotes 1–2 de EUR/USD usam 30:1, os lotes 3–4 usam 20:1 e o lote 5 usa 10:1. Para cinco lotes, EUR 500.000 de nocional exigem 2 × EUR 3.333,33 + 2 × EUR 5.000 + EUR 10.000 = EUR 26.666,67 de margem. O rácio entre nocional e margem exigida é 18,75:1; a alavancagem efetiva da conta também depende do capital próprio. Verifique todos os escalões na especificação do contrato.
  • Oferecer maior alavancagem após uma reclassificação profissional válida. Os critérios e o procedimento formais são explicados no artigo 13.5. A designação da conta «Pro» ou «Professional» não estabelece o estatuto jurídico.
  • Aplicar a via polaca de margem para clientes não profissionais experientes. A decisão da KNF diz que o prestador «pode» fazê-lo. É uma opção do prestador, não um direito incondicional do cliente.
  • Oferecer ferramentas educativas e de investigação, análises e webinars permitidos. Não são automaticamente bónus proibidos.
  • Operar uma mesa de negociação de criação de mercado. A ESMA não proibiu o modelo MM; continuam a aplicar-se as obrigações de conduta e de gestão de conflitos.

O prestador não pode:

  • Oferecer a clientes não profissionais alavancagem acima dos limiares nacionais aplicáveis apenas a pedido do cliente. A via polaca para clientes não profissionais experientes é uma exceção específica à margem inicial, com condições próprias.
  • Oferecer bónus monetários proibidos ou contornar a restrição através de outra entidade que atue como prestador substituto de CFD.
  • Ocultar as advertências de risco obrigatórias: devem ser visíveis, atuais e conter a percentagem adequada de contas perdedoras.
  • Cobrar a um cliente não profissional protegido um défice adicional de CFD para além dos fundos da conta relevante.
  • Usar técnicas de venda proibidas pela jurisdição aplicável, incluindo chamadas comerciais não solicitadas sujeitas a restrições e incentivos à negociação de CFD. As regras nacionais diferem.
Verificar contrato, registo e salvaguardas reais — Perguntas a fazer, não um certificado automático de segurança
Verifique a proteção para a entidade, o produto e a classificação do cliente concretos.
Reclassificação como via para contornar as salvaguardas dos clientes não profissionais. Um padrão problemático é incentivar os clientes a passar à categoria profissional, baixando o nível da avaliação, aceitando provas duvidosas ou sugerindo respostas ao questionário. Trata-se de um mecanismo, não de uma afirmação sobre uma sanção não identificada. A pressão para mudar de estatuto justifica uma análise independente: a reclassificação elimina obrigações perante clientes não profissionais e pode permitir maior volume de negociação. Uma margem maior suporta normalmente menor exposição, pelo que o interesse comercial da empresa e a proteção do cliente devem ser considerados separadamente.
Cinco verificações para a sua conta não profissional: (1) Está visível a advertência atual sobre contas perdedoras? (2) A alavancagem de EUR/USD cumpre o limiar normal não profissional aplicável, normalmente 30:1 no quadro aqui descrito? (3) As condições indicam a proteção NBP aplicável? (4) Estão ausentes bónus de depósito proibidos? (5) A entidade do contrato corresponde ao registo do supervisor relevante da UE, em vez de uma afiliada offshore? Uma verificação falhada justifica investigar, não prova um regime ou infração específicos: a entidade, a classificação do cliente ou o cumprimento podem diferir do pressuposto. Esclareça através do contrato e da inscrição oficial.

Base jurídica polaca: A Decisão KNF DAS.456.2.2019, de 1 de agosto de 2019, restringe a comercialização, distribuição e venda de CFD a clientes não profissionais e foi publicada como entrada 27 do Jornal Oficial da KNF.[5] É uma decisão administrativa, não um comunicado de imprensa. Não tem data de caducidade nem cláusula de renovação, ao contrário das medidas trimestrais da ESMA. A sua base jurídica é o artigo 42 do Regulamento (UE) n.º 600/2014, juntamente com o artigo 23h da Lei de 29 de julho de 2005 de supervisão do mercado de capitais.[12] O seu âmbito territorial e de clientes inclui os serviços especificados na Polónia, sejam oferecidos por uma empresa nacional ou por uma entidade com passaporte europeu.

A via específica polaca para clientes não profissionais experientes. A um cliente não profissional elegível pode ser oferecida margem inicial de 1% (100:1) nos pares da lista de seis moedas, nos índices enumerados, noutros pares cambiais e no ouro. Os limiares das outras classes de ativos não mudam. O essencial é que o cliente continua a ser não profissional: esta via altera a margem inicial, não a NBP, o encerramento, as restrições de incentivos ou as advertências. Difere da reclassificação profissional a pedido, que retira o cliente da medida de intervenção não profissional. O prestador pode usar a margem inferior, mas não é obrigado a fazê-lo. O artigo 13.5 explica a elegibilidade, as condições de residência e o procedimento de candidatura.

A ESMA estabeleceu o quadro, enquanto as autoridades nacionais fazem cumprir as suas próprias medidas: BaFin na Alemanha, AMF em França e KNF na Polónia, incluindo variantes nacionais como a via polaca para clientes não profissionais experientes. A FCA britânica manteve restrições nacionais análogas,[4] mas o seu âmbito de produtos e alguns conjuntos de margem diferem.[18] Chipre é um Estado-Membro da UE; o seu supervisor também substituiu a decisão caducada da ESMA por medidas nacionais.[11] Pergunte à autoridade responsável pelo seu prestador qual o ato relevante. As decisões da ESMA caducaram no final de 31 de julho de 2019 e não foram renovadas; isso não eliminou as restrições aplicáveis, porque foram substituídas por medidas nacionais sem data de caducidade. «As decisões da ESMA caducaram, logo a alavancagem não profissional é irrestrita» confunde o ato temporário da UE com o quadro nacional em vigor.

FAQ — perguntas frequentes

As restrições de CFD para clientes não profissionais aplicam-se a uma corretora licenciada pela CySEC?
Sim. Chipre é um Estado-Membro da UE e a CySEC adotou medidas nacionais que substituem o ato temporário da ESMA.[11] As salvaguardas principais incluem margem inicial, NBP, encerramento e restrição de incentivos. Um núcleo comum não significa pormenores nacionais idênticos: a via polaca para clientes não profissionais experientes é uma diferença. A sociedade CySEC e a sociedade offshore de um grupo são contrapartes distintas. Verifique que entidade assina o contrato.
Um cliente não profissional pode obter maior alavancagem na UE?
Não acima dos limiares normais não profissionais aplicáveis apenas por pedir. Duas vias diferem fundamentalmente. O estatuto polaco de cliente não profissional experiente pode permitir margem inicial de 1% em determinadas classes de ativos[5] preservando o estatuto não profissional, a NBP, o encerramento, as advertências e as restrições de incentivos. A reclassificação profissional a pedido ao abrigo do anexo II da MiFID II[3] retira o cliente do quadro de intervenção não profissional; o artigo 13.5 explica os critérios e o procedimento. As proteções obrigatórias dos clientes não profissionais deixam então de se aplicar, embora possa subsistir proteção contratual. A elegibilidade para indemnização é uma questão jurisdicional distinta, abordada no artigo 13.3, e não é idêntica na Polónia, em Chipre e no Reino Unido.
O que acontece se negociar os NFP com alavancagem de 30:1?
[MODELO ILUSTRATIVO: USD 1 = EUR 0,93.] Uma posição de um lote de EUR/USD a 30:1 exige EUR 3.333 de margem. Uma perda de USD 1.000 converte-se em EUR 930, deixando cerca de EUR 4.070 numa conta de EUR 5.000, acima do limiar de encerramento de EUR 1.667. Com duas posições de EUR 100.000 de nocional cada, cerca de EUR 6.667 de margem e EUR 8.000 de saldo inicial, duas perdas iguais de EUR 930 deixam EUR 6.140 de capital próprio face a um limiar de EUR 3.333. O limiar ainda não foi ultrapassado; isso não garante resistir a outro movimento. Três ou quatro posições exigem o seu próprio cálculo de margem agregada, sensibilidade e correlação, não uma conclusão baseada apenas no número de posições.
As restrições de CFD são temporárias ou permanentes?
As medidas da ESMA de 2018 eram temporárias, renovadas trimestralmente e não renovadas após 31 de julho de 2019. As autoridades nacionais adotaram depois medidas sem data de caducidade. O exemplo polaco é a Decisão KNF DAS.456.2.2019, de 1 de agosto de 2019[5] ao abrigo do artigo 42 do MiFIR, juntamente com o artigo 23h da Lei de supervisão do mercado de capitais.[12] Pergunte qual a medida nacional atual aplicável à entidade do contrato, em vez de tratar a decisão caducada da ESMA como o ato em vigor.
A ESMA protege-me contra execução indevida pela corretora?
A proteção é sistémica e em grande parte retrospetiva, não uma monitorização em direto de cada execução. A ESMA não supervisiona a sua conta individual; a autoridade competente supervisiona a empresa, que trata primeiro a sua reclamação. A intervenção sobre produtos exige advertências e restringe incentivos, enquanto as obrigações de execução são outra parte do quadro. Registos ou uma inspeção do sistema podem revelar padrões a analisar; a KNF abordou inspeções de slippage na fundamentação da decisão de 2019.[5] Uma reclamação ao prestador, uma ação civil através de resolução alternativa ou tribunal e uma comunicação ao supervisor são vias distintas. O supervisor usa normalmente as comunicações para fazer cumprir as regras, em vez de decidir o pedido individual de reembolso. O artigo 13.7 explica a via. Compare instrumentos equivalentes, lados das cotações, tipos de ordem e horários: diferenças de slippage SL/TP, por si só, não provam manipulação.
O Reino Unido mantém as proteções após o Brexit?
As salvaguardas principais mantêm-se, mas segundo regras britânicas em vez de medidas da ESMA. A FCA PS19/18 introduziu restrições nacionais permanentes de CFD em julho de 2019,[4] agora em COBS 22.5.[18] Os limites de margem, a NBP, o encerramento, as restrições de incentivos e as advertências são semelhantes. Duas diferenças importam. A venda de derivados de criptoativos a clientes não profissionais está proibida desde 6 de janeiro de 2021 (PS20/10, COBS 22.6), pelo que o Reino Unido não tem uma autorização não profissional equivalente de 2:1. O conjunto britânico de 3,33% inclui a dívida soberana relevante além dos pares especificados de moedas principais; a KNF não identifica essa dívida separadamente, pelo que esta integra o seu conjunto residual de subjacentes de 20% (ponto 3(e)).[5] O passaporte da UE já não se aplica automaticamente a uma empresa britânica. Se a sua conta foi transferida para outra entidade do grupo, volte a verificar a proteção e a via de reclamação.
Posso ter contas da UE e offshore na mesma marca?
Pode ser possível, sujeito à aceitação da conta e às regras transfronteiriças, mas as contas são contratos com duas empresas diferentes. O artigo 13.3 explica a indemnização e a insolvência. Uma conta numa empresa fora dos quadros da UE/Reino Unido não obtém cobertura do ICF ou FSCS através de uma afiliada. A NBP depende da lei e do contrato relevantes: as Seicheles, por exemplo, introduziram limites legais de responsabilidade não profissional para os produtos descritos no artigo 13.1. Uma via europeia de resolução alternativa não é automática. Os meios disponíveis podem incluir o processo de reclamação da empresa, uma comunicação ao supervisor local e um processo civil, com a jurisdição determinada pelo contrato e pela lei aplicável. Duas contas também significam dois conjuntos de exposição; entidades jurídicas distintas não diversificam, por si só, o risco de mercado.

Fontes

  1. Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA), Decisão (UE) 2018/796, de 22 de maio de 2018, que restringe temporariamente os contratos diferenciais na União Europeia, JO L 136, 1.6.2018, p. 50 — base jurídica: artigo 40 do Regulamento (UE) n.º 600/2014 (MiFIR). Medida temporária; caducou em 31 de julho de 2019 após as decisões de prorrogação (UE) 2018/1636, (UE) 2019/155 e (UE) 2019/679.
  2. ESMA, Notice of Product Intervention Decisions, ESMA35-43-1135, 22 de maio de 2018 — definições de encerramento nas condições mais favoráveis ao cliente abaixo de metade da margem inicial agregada, proteção contra saldo negativo e texto fixo da advertência de risco de 74–89% (secções D e E).
  3. Diretiva 2014/65/UE (MiFID II), anexo II, secção II.1 — critérios e procedimento de classificação profissional a pedido, explicados no artigo 13.5. Regulamento (UE) n.º 600/2014 (MiFIR), artigos 40 e 42 — poderes de intervenção da ESMA e das autoridades nacionais, respetivamente.
  4. Financial Conduct Authority (FCA), Policy Statement PS19/18: «Restricting contract for difference products sold to retail clients», julho de 2019 — restrições nacionais permanentes de CFD no Reino Unido.
  5. Decisão KNF DAS.456.2.2019, de 1 de agosto de 2019, Jornal Oficial, entrada 27, eficaz desde 2 de agosto de 2019 — sem cláusula de caducidade ou renovação; ponto 1 (NBP, encerramento e incentivos); ponto 3 (margem inicial, incluindo 20% para ativos residuais em 3(e)); pontos 4 e 6 (margem dos clientes não profissionais experientes e proteções mantidas), pontos 5 e 13 (elegibilidade e residência, artigo 13.5), pontos 7–8 (advertências), ponto 14 (antievasão). CySEC DI87-09, KDP 323/2019 consolidada com 270/2025, consolidação oficial de 11 de setembro de 2025, parágrafos 3(3), 4(2), texto oficial: a medida nacional do Estado-Membro de residência aplica-se quando existe, substituindo a parte II da CySEC.
  6. ESMA, Report on Trends, Risks and Vulnerabilities No. 1, 2020, ESMA50-165-1040, 19 de fevereiro de 2020 — aumento de reclamações de CFD no Q2 de 2019; uma medida desfasada, com uma amostra que exclui a Polónia e os Países Baixos, entre outros mercados importantes. Não é uma avaliação que estabeleça o efeito causal da intervenção.
  7. Banco Nacional Suíço (SNB), «Swiss National Bank discontinues minimum exchange rate and lowers interest rate to −0.75%», comunicado de imprensa, 15 de janeiro de 2015 — evento histórico de cisne negro que desligou o EUR/CHF e catalisou a política internacional de proteção contra saldo negativo para clientes não profissionais.
  8. Lei polaca de 29 de julho de 2005 da negociação de instrumentos financeiros, artigo 83h(1) (caráter apropriado para os serviços do artigo 69(2), pontos 1, 2, 6, 7 ou 9), 83h(2)–(3) (advertências) e 83h(5)–(6) (isenção não complexa por iniciativa do cliente e lista de cinco categorias que remete para o artigo 57 do Regulamento Delegado (UE) 2017/565). Texto consolidado Dz.U. 2024, entrada 722.
  9. CySEC, informação do Investor Compensation Fund, Lei 144(I)/2007, artigo 59, e diretivas ICF DI144-2007-15 e DI87-07 — âmbito das empresas membros e dos clientes. A fórmula de indemnização, a elegibilidade e o procedimento são explicados no artigo 13.3.
  10. FSCS, Investments — what we cover; FCA Handbook COMP 4.2.2R (exclusões de elegibilidade) e COMP 5.5.2R (atividade a partir de um estabelecimento britânico). Estas referências dizem respeito ao âmbito; o artigo 13.3 explica os limites e a importância da data de incumprimento.
  11. ESMA, Public Statement on identifying derivatives within the scope of national product intervention measures on CFDs, ESMA35-243228190-8024, 24 de fevereiro de 2026 — a definição de CFD como referência para as características reais do produto, incluindo determinados produtos perpétuos, e a substituição das decisões temporárias da ESMA por medidas nacionais. Não identifica Estados-Membros ou supervisores individuais.
  12. Lei polaca de 29 de julho de 2005 de supervisão do mercado de capitais, artigo 23h (capítulo 3c), juntamente com o artigo 42 do MiFIR — intervenção nacional sobre produtos e publicação no Jornal Oficial da KNF. Texto consolidado parlamentar de 3 de junho de 2026.
  13. Anúncio ESMA, ESMA agrees to prohibit binary options and restrict CFDs to protect retail investors, ESMA71-98-128, 27 de março de 2018 — análises de jurisdições nacionais com 74–89% de contas não profissionais perdedoras e perdas médias por cliente de EUR 1.600–29.000, além de preocupações de proteção dos investidores. O Conselho de Supervisores acordou as medidas em 23 de março de 2018.
  14. Lei polaca da negociação de instrumentos financeiros, artigo 73(2a), sujeito a 73(2b)–(2d): margem de pelo menos 1% para determinadas ordens não profissionais de derivados. Acrescentado pela Lei de 5 de dezembro de 2014, Dz.U. 2015, entrada 73, publicada em 15 de janeiro de 2015; o artigo 1, ponto 14, entrou em vigor em 16 de julho de 2015. Este limiar coexiste com as margens superiores exigidas pela medida de intervenção da KNF.
  15. FCA, News for customers of Alpari (UK) Limited, atualizado em 23 de março de 2018 — administração especial em 19 de janeiro de 2015; administradores KPMG Richard Heis, Samantha Bewick e Mark Firmin; avaliação inicial de fundos dos clientes intactos, não uma taxa final de recuperação. Distingue distribuições do conjunto de fundos dos clientes da indemnização FSCS por défices elegíveis.
  16. CFTC Release 8315-20, 23 de novembro de 2020, Interim Report on NYMEX WTI Trading on and around 20 April 2020 — os futuros de maio passaram de USD 17,73 para uma liquidação de USD −37,63, a primeira liquidação negativa nos 37 anos de história do contrato.
  17. FSA de São Vicente e Granadinas, aviso HorizonCFDs, 2 de fevereiro de 2026, fsasvg.com (o anterior svgfsa.com redireciona) — sem licenciamento ou supervisão de forex ou corretagem em SVG e exigência de autorização adequada nas jurisdições onde se encontram os clientes.
  18. FCA Handbook, COBS 22.5.11R (margem inicial de 3,33% para pares especificados de moedas principais e dívida soberana relevante; 5% para índices enumerados, outras moedas e ouro; 10% para outros índices e matérias-primas; 20% para ações e ativos residuais), COBS 22.5.5R (derivados de criptoativos excluídos desse capítulo), COBS 22.6 e PS20/10 (proibição de derivados de criptoativos para clientes não profissionais em vigor desde 6 de janeiro de 2021).

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Jarosław Wasiński

Editor-chefe, ForexMechanics.com • Analista macro e FX

Analista independente e profissional com mais de 20 anos de experiência nos mercados financeiros. Atua no Forex desde 2007, com foco em análise fundamentalista, estrutura do mercado OTC e gestão disciplinada do risco de capital.

  • Criador e editor-chefe do MyBank.pl, oferecendo educação financeira confiável desde 2004.
  • Autor de centenas de comentários de mercado aprofundados, análises estruturais e materiais educacionais para traders e investidores.
  • Defensor da transparência do mercado, promovendo uma educação baseada em dados concretos e relatórios institucionais (BIS, ESMA, CFTC).

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