Gestão da posição aberta: equilíbrio, saída móvel e ajuste de exposição
Você pode manter uma posição aberta, mover sua saída, fechar parte ou aumentar o volume. Cada mudança pode afetar frequência de ganhos, ganho médio, perda média e drawdown. O nome da ação não define a direção. Comparamos quatro variantes na mesma sequência completa de doze operações, com unidade de risco original e custos iguais. Mover o stop reduz o total em uma variante e aumenta em outra; o cálculo identifica as operações responsáveis por cada diferença. Essa base comum também permite distinguir menor drawdown de maior expectativa e comparar exposição realizada e remanescente durante todo o ciclo da operação.

- Mover a saída para a entrada não torna a operação isenta de risco. Permanecem o custo integral de entrada e saída, a derrapagem na execução e um gap que pode saltar todos os níveis. Na série da seção 6, cinco dessas saídas consumiram 0,25R só de custos de execução
- A mesma série apurada quatro vezes dá quatro números diferentes. Sem intervenção, +4,0R com drawdown máximo de 7,0R; movendo para a entrada ao atingir +1,0R, +1,0R com 4,0R; com fechamento parcial, +3,0R com 4,0R; movendo ao atingir +2,0R, +5,0R com 6,0R. Valores ilustrativos brutos, mesma amostra e mesmo custo
- A direção decorre de uma comparação completa. No modelo de dois resultados da seção 6, com extremos −1R₀ e +3R₀ e custos iguais, A melhora o total quando perdas evitadas superam alvos interrompidos em mais de três para um. Outros resultados exigem diferenças por operação pareada. Nesta sequência, o limite +1R₀ reduz o total; +2R₀ o aumenta.
- Um parâmetro móvel altera o resultado de uma trajetória específica. Após ativação comum em 1,1050, o stop de 30 pips encerra no recuo, enquanto os outros três permanecem no movimento seguinte. Sem continuação, a ordem pode se inverter. Níveis nominais continuam sem garantir execução, e a distância sozinha não estabelece a mudança da média da série inteira.
- Após adicionar uma parcela, verifique o cenário conjunto. Somar as perdas das parcelas até suas saídas presumidas dá orçamento de cenário válido sob qualquer dependência. Não é desvio padrão nem máximo garantido. Execuções piores exigem outro cálculo. 9.9 avalia dependência e exposição; a seção 7 apresenta o exemplo de execução por parcelas
1. O efeito de uma intervenção na distribuição dos resultados
A entrada já ocorreu. A saída de proteção está na invalidação, e o volume decorre do capital, do percentual de risco e da distância até ela. Daqui em diante, você não controla o preço; controla exatamente três coisas: localização da ordem de proteção, parcela ainda aberta e momento em que a posição deixa de existir. Qualquer mudança vai além dessa operação: desloca a distribuição dos resultados de todas as regras.
A mudança sempre passa pelas mesmas três grandezas, definidas em 9.6: parcela de operações encerradas com perda, ganho médio e perda média. A expectativa em unidades de risco decorre diretamente delas:
E / R0 = p × (Z / R0) − (1 − p) × (S / R0)
R₀ é a unidade de risco inicial; Z o resultado líquido positivo médio; S o valor absoluto da perda líquida média; p a parcela de ganhos entre todas as observações. A fórmula supõe ausência de resultados líquidos zero; caso existam, escreva a parcela de perdas separadamente, como p₋. A verificação amostral sempre válida é E/R₀ = sum(net_outcome_i/R₀)/N. A fórmula p×RR−(1−p), com RR=Z/S, fornece E/S. A gestão pode tornar a perda média diferente de R₀; essas unidades não são intercambiáveis. 9.6 desenvolve as definições de expectativa.
Seis ações e os limites da inferência
A tabela separa a sequência construída da seção 6 de afirmações que exigem dados. Ganhos, perdas e zeros são classificados após custos. Não transferimos a direção dessa amostra a outros instrumentos ou trajetórias. As condições algébricas dadas valem apenas para extremos originais −1R₀ e +3R₀, com custos iguais nas variantes.
| Ação | Parcela de operações perdedoras | Razão ganho/perda | Direção resultante da mudança na expectativa | Condição para a ação fazer sentido |
|---|---|---|---|---|
| Mover a saída para a entrada após certo movimento | Perdas líquidas de A1: 8/12 → 10/12; A2 mantém 8/12. Outra sequência pode ter direção diferente. | A1 sobe de 2,81 para 5,36 enquanto seu total cai. A perda média cai para 0,55R₀. | E/R₀ de A1 cai de 0,2833 para 0,0333; A2 sobe para 0,3667. | Série pareada completa; a condição simples a/b > RR vale só nas hipóteses da seção 6 |
| Fechamento parcial | A parcela de perdas líquidas de B continua 8/12, apesar de substituir três perdas por zeros brutos. | Aqui 2,81 → 2,89; ganho e perda médios encolhem em proporções diferentes. | E/R₀ = 0,2000, contra base de 0,2833; não é propriedade universal de saídas parciais. | Compare total líquido, custos e drawdown com o mesmo critério de seleção |
| Saída móvel acompanhando o preço | Depende das trajetórias dos preços e dos custos | Depende das mudanças nas duas médias, não só de cortar um ganho individual | Depende da série completa e do parâmetro | A regra de ajuste e a proibição de recuar o stop devem ser explícitas |
| Aumentar exposição com outra parcela | Depende da definição do resultado conjunto e das regras das parcelas | Depende de volumes, preços e custos | Calcule o resultado líquido incremental contra não adicionar; expectativa positiva da parcela, sozinha, não determina drawdown nem restrições agregadas | Cada parcela e o cenário conjunto devem caber no orçamento; a configuração dos stops precisa ser executável |
| Encerrar após prazo definido | Depende dos resultados substituídos pelo fechamento antecipado | Depende das duas médias após custos | Depende da diferença entre fechar no prazo e manter, calculada nos mesmos casos | Prazo, início da medição e condição de preço registrados; o cálculo completo inclui custos de manter a posição |
| Afastar a saída de proteção do preço | Não determina parcela universal de perdas líquidas | Não determina a direção da razão entre médias | Aumenta a perda de preço pretendida no novo nível; E ainda exige cálculo completo na mesma unidade R₀ | Neste artigo, a regra de gestão proíbe afastar o stop. Fazê-lo viola a regra, e o efeito monetário deve ser recalculado. |
RR alto e média pequena podem coexistir
A1 após custos: p=2/12, Z=2,95R₀, S=0,55R₀, RR=5,363636. A fórmula E/S dá (2/12)×5,363636−10/12=0,060606. Multiplicar por S/R₀=0,55 dá E/R₀=0,033333, igual ao total de 0,4R₀ dividido por 12. Tratar 0,060606 como E/R₀ superestimaria a média. Na base, Z=2,95 e S=1,05R₀ dão E/R₀=0,283333. Ordenar só por RR não escolhe o melhor resultado desta sequência.
Duas abordagens de gestão da posição
Primeira: manter ordem de proteção e alvo originais. Custos de execução e manutenção ainda podem afastar o resultado do plano. Outra política na mesma trajetória mostra o efeito dos ajustes; manter ordens não garante coincidência entre resultados realizados e simulados.
Segundo modo: regras de mudança escritas antes da entrada e executadas sem depender do resultado atual. Uma condição é essencial: a regra deve ser decidível. “Se o lucro aberto alcançar +2,0R, movo a saída para a entrada acrescida do custo do ciclo” é regra. “Se eu confiar na direção, darei mais espaço ao mercado” descreve um estado impossível de verificar depois ou reproduzir em teste.
A diferença entre modos é mensurável, como tudo neste módulo: apure a mesma série duas vezes. O cálculo está na seção 6.
2. Mover a saída para o nível da entrada
Após movimento especificado, pode-se mover o stop em direção à entrada de referência. Distinga esse preço da execução efetiva no Ask ao abrir uma compra. Sair no Bid de referência não elimina custos: o spread aparece uma vez nas diferenças dos preços das transações, com comissão e swap separados. Aqui o custo integral do cenário é 0,05R₀; zero geométrico na trajetória de referência dá −0,05R₀ líquido.
Mecânica e cálculo
Hipóteses ilustrativas: patrimônio atual antes da primeira entrada de 10.000 USD; perda nominal de preço R₀=100 USD=1% dessa base. Compra de 0,20 lote de EUR/USD, contrato de 100.000 EUR/lote, valor do pip de 10 USD/(pip × lote), logo 2 USD/pip na posição; mínimo e passo de 0,01 lote. A moeda cotada é USD; fator de conversão K=1. Entrada Bid de referência 1,0850, SL 1,0800, D=50 pips, valor nominal de 100 USD. Alvo de referência 1,0950 dá +200 USD=+2R₀ brutos; custos separados.
O Bid de referência sobe a 1,0880 (+0,6R₀), e o SL vai para 1,0850. Na volta, o modelo supõe derrapagem de 1 pip, com execução 1,08490 contra entrada Ask efetiva 1,08504. A perda de preço é 1,4 pip×2 USD=2,80 USD; comissão de 1,40 USD e swap de 0,80 USD dão −5 USD=−0,05R₀. Depois, a referência sobe a 1,0960; sem mudar o SL, teria atingido o alvo. Todos os preços e custos são construídos.
Sem mover, a mesma operação teria fechado no alvo: +100 pips=+200 USD brutos, ou +195 USD líquidos após custo do ciclo. A variante com movimento deu −5 USD líquidos; a diferença nessa operação é 200 USD, igual bruta ou líquida, porque o custo do ciclo incide igualmente nas duas e se cancela na subtração. Isso não é argumento contra mover. Mostra onde está o custo numa ação chamada de gratuita. Só o cálculo da série completa revela se o custo supera o benefício.
−2 × 2 USD = −4 USD e o líquido −4 − 3 = −7 USD, em vez de −5 USD. Os três dólares são o custo do ciclo sem derrapagem, já refletida aqui no preço de execução. Somá-la novamente a Kt contaria o mesmo custo duas vezes. Os componentes estão abaixo. Com gap de fim de semana ou divulgação de dados, pode não haver preço cotado intermediário entre o nível da ordem e a próxima execução. A perda é calculada separadamente por volume × valor do pip × distância real até o preço de execução; a distância até a entrada não a limita. 9.10 explica a mecânica com dois cenários de gap. Mover o stop para a entrada altera o cenário de perda nominal, a condição e o momento de ativação. Assim, pode mudar a distribuição dos preços de execução. O movimento sozinho não garante preço nem resultado líquido zero.
Quanto custa, de fato, um resultado “zero”
“Sair no zero” descreve a geometria da ordem; o resultado da conta é outra grandeza. Composição do custo integral do ciclo para a posição acima — 0,20 lote de EUR/USD, valor do pip de 2 USD por pip, posição mantida por dois dias:
| Componente | Grandeza | Valor | Parcela de 1R | Origem do número |
|---|---|---|---|---|
| Spread do ciclo completo | 0,4 pip | 0,80 USD | 0,008R | Cotação do instrumento na sua janela de negociação — a média diária subestima esse valor |
| Comissão (3,50 USD por lote por lado) | 0,20 lote × 2 lados | 1,40 USD | 0,014R | Tabela de custos da conta |
| Derrapagem na execução de saída | 1,0 pip | 2,00 USD | 0,020R | Cenário presumido de 1 pip; a expectativa exige custo médio, não mediano |
| Pontos de swap de dois dias | 2 × (−0,40 USD) | 0,80 USD | 0,008R | Tabela de swap do instrumento e do lado da operação |
Custo total do ciclo K_t: | 5,00 USD | 0,050R | Valores ilustrativos; substitua cada um pelo seu | |
O modelo de custos dá K_t=5 USD=0,05R₀. Para saída pretendida líquida zero com os mesmos componentes, o SL no Bid deve ser 1,08525: 2,5 pips×2 USD=5 USD acima da entrada Bid de referência. Com derrapagem presumida de 1 pip, a execução é 1,08515; contra o Ask efetivo de 1,08504, 1,1 pip×2 USD=2,20 USD cobre exatamente comissão e swap. É zero de cenário. Sem derrapagem, SL em 1,0850 dá −3 USD; com derrapagem de 1 pip, −5 USD. Mudar spread, derrapagem ou número de apropriações muda o resultado.
−5 × 2 USD − 3,00 USD = −13,00 USD = −0,13R. Segundo: um gap pode ignorar todos esses níveis. A perda é então calculada por volume × valor do pip × distância real até o preço de execução, sem limite imposto pela distância até a entrada. Na série de doze operações da seção 6, cinco saídas na entrada custam 5 × 0,05R = 0,25R com execução típica. É o custo da parte supostamente “grátis” dessa ação, antes de considerar qualquer outro efeito.Em qual unidade expressar o limite
O limite de ativação para mover a saída e o parâmetro da saída móvel podem ser escritos como múltiplos da volatilidade ou do risco inicial. A diferença não é só notação: as formas se comportam de modo distinto.
limite em R = N × ATR ÷ D
onde N × ATR é o parâmetro em unidades de volatilidade, e D é a distância da saída de proteção ao preço de entrada, nas mesmas unidades. Para o cálculo deste artigo — D = 50 pips, ATR(14) = 65 pips, ou D = 0,77 × ATR(14) —, a conversão é:
| Em unidades de volatilidade | Distância em pips | Limite em R | Uso neste artigo |
|---|---|---|---|
| 0,5 × ATR(14) | 32,5 | 0,65R | Limite 0,65R₀; ATR não especifica distribuição dos recuos nem frequência de toque |
| 1,0 × ATR(14) | 65 | 1,30R | — |
| 1,5 × ATR(14) | 97,5 | 1,95R ≈ 2,0R | Ponto inicial para medir o movimento à entrada |
| 2,0 × ATR(14) | 130 | 2,60R | Ponto inicial da saída móvel (seção 4) |
| 3,0 × ATR(22) | 195 | 3,90R | Parâmetro Chandelier (seção 4); a conversão supõe ATR(22) ≈ ATR(14) = 65 pips — os dois valores diferem em dados reais |
O artigo expressa ambos os parâmetros em R e fornece múltiplos da volatilidade só como conversão de um exemplo específico. Há três razões práticas.
- R não muda durante a posição; ATR muda. “Movo após 1,5 × ATR(14)” é ambíguo sem indicar o momento da leitura; um ATR de dois períodos atrás dá limite diferente do atual. O limite em R é fixado na entrada junto da distância da saída de proteção e não se move.
- Compare limites com base monetária comum. Risco por operação, limites diários e drawdown de 9.3 têm bases de período especificadas; a seção 6 usa R₀ fixo. Converta para a mesma moeda e valor no momento adequado; só a letra R não basta. Converta os múltiplos de volatilidade em cada comparação: “1,5×ATR” dá limites em R diferentes para posições com distâncias de saída distintas.
- R só se transfere entre instrumentos com definição comum; múltiplo de volatilidade exige conversão. O mesmo R₀ só representa o mesmo valor com igual definição de unidade, moeda e base de medição. Um R como 1% de 10.000 USD é 100 USD; 1% de 12.000 USD é 120 USD. Um múltiplo de ATR também exige distância e volume; sozinho não define um valor.
A volatilidade não some do cálculo: entra antes, quando a distância da saída de proteção D é definida, assunto de 9.4. Se quiser adaptar o parâmetro da saída móvel à volatilidade durante a vida da posição, use múltiplo de ATR lido no fechamento de um período, indicando o momento da leitura. Mas informe o limite inicial em R para compará-lo ao restante do plano.
Quando a ação tem chance de compensar
A tabela é condicional. Cada linha é hipótese a verificar no seu registro: calcule a parcela das operações que voltaram à entrada e depois teriam alcançado o alvo.
| Condição de ativação | Argumento favorável | Contra o que não protege |
|---|---|---|
| Lucro aberto ≥ 2,0R (aqui 1,5 × ATR(14), conversão acima) | Limite maior permite ajuste mais tardio. Calcule retornos e resultados após ativar nas mesmas trajetórias; 2R₀ sozinho não dá a probabilidade. A seção 6 traz a condição numérica. | Contra custo do ciclo e gap; com cinco saídas em doze operações, como na seção 6, só essas saídas consomem 0,25R |
| Lucro aberto ≥ 0,65R (aqui 0,5 × ATR(14)) | Praticamente nada: recuos desse tamanho estão na faixa habitual de movimento | Contra cortar operações que depois atingiriam o alvo; principal origem da diferença negativa na seção 6 |
| Novo fundo local confirmado acima da entrada (compra) | A saída abaixo desse fundo geralmente fica acima da entrada, realizando parte do lucro ao mesmo tempo | Um pavio pode cruzar o fundo antes de o preço voltar; a seção 5 explica a identificação de extremos |
| Antes da pausa do fim de semana | Reduz a perda pretendida enquanto o mercado não cota | Contra gap de abertura; gap de fim de semana é recorrente e não se limita ao SL nominal. Só encerrar antes da pausa o elimina |
| Antes de divulgação de dado relevante | Se a posição tem lucro suficiente, limita a perda pretendida numa janela de custos ampliados | Contra derrapagem e alargamento do spread dentro da própria janela; com lucro aberto de cerca de uma dúzia de pips, fechar tudo costuma sair mais barato |
Escrever a regra
Uma regra é executável quando condições são decidíveis pelos preços especificados sem novo julgamento discricionário. Três condições objetivamente testáveis:
- lucro aberto atingiu 2,0R — com saída a 50 pips e ATR(14)=65 pips, corresponde a 1,5 × ATR(14) (ilustrativo, parâmetro para medição própria);
- ou formou-se fundo local confirmado acima da entrada; então, a saída vai abaixo dele, não para a entrada;
- ou faltam menos de 24 horas para a pausa do fim de semana ou dado relevante e você decide limitar a perda pretendida.
Pela regra deste artigo, o stop fica no lugar fora dessas três condições. Movimento favorável temporário não escolhe nova invalidação. Aproximar o stop pode reduzir a perda nominal, mas muda a saída; o resultado conjunto exige reavaliação. Com volume igual, afastá-lo eleva a perda nominal de preço se executar no novo nível; não determina a perda futura realizada. Esta regra proíbe afastamento. Outro plano teria de definir previamente condição, novo orçamento e verificação de volume.
3. Saída móvel — quatro variantes com parâmetro
Uma saída móvel (trailing stop) é uma ordem de proteção movida atrás do preço na direção do lucro e nunca no sentido oposto. As quatro variantes diferem apenas em de onde se mede a distância e quando a ordem se move. Ambos são parâmetros da regra e devem ser definidos antes da entrada; senão, “conduzir a posição” vira decidir distância sob influência do resultado atual.
3.1. Distância fixa
A ordem fica a uma distância definida da maior cotação alcançada pela posição (na compra). Parâmetro: distância em pips. Atualização: em cada nova máxima. Não reage à volatilidade: 30 pips é muito numa amplitude diária de 12 pips e pouco numa de 70 pips; a mesma frase vira duas regras em dois instrumentos.
3.2. Distância pela volatilidade
Saída = Pmáx − N × ATR(k)
Pmax é o maior preço especificado desde a entrada; N×ATR(k) é a distância candidata. Aqui N=2 e k=14 são ilustrativos, não ótimos nem recomendados. ATR maior pode baixar o candidato. Para compra, atualize o SL efetivo por SL_t=max(SL_(t−1),Pmax_t−N×ATR_t); para venda, use o mínimo. Defina o momento de observar ATR, aqui após o fechamento do candle. Atualização dentro do candle é outra regra possível, desde que dados e horários sejam precisos. A documentação da plataforma distingue o funcionamento do último stop armazenado2; a seção 5 trata do cálculo do ATR.
3.3. Distância desde o último extremo
A ordem vai abaixo de fundos locais sucessivamente mais altos (compra) ou acima de topos locais sucessivamente mais baixos (venda), com margem de segurança definida. Parâmetros: definição de extremo, margem e intervalo. Atualização: só após confirmar o extremo. A distância não é fixa: decorre da localização do último extremo e, conforme a trajetória, fica mais próxima ou distante que a variante por volatilidade. Na seção 4, são 145 pips (2,9R), contra 130 pips (2,6R) por volatilidade e 195 pips (3,9R) no Chandelier, que mais devolve naquele caso. Só a relação direcional é constante: quanto mais distante a ordem, maior o lucro aberto devolvido na reversão e menor a frequência de fechamento no meio do movimento.
3.4. Saída Chandelier
A fórmula ancora a distância no extremo do período, ignorando o último fechamento[1]:
- Compra: saída = maior máxima de
kperíodos −N× ATR(k) - Venda: saída = menor mínima de
kperíodos +N× ATR(k)
Os parâmetros padrão nas descrições do indicador são k = 22 e N = 3,0[4], [5]. Com esse múltiplo, a distância da máxima é grande: a variante raramente encerra durante o movimento e devolve mais na reversão; a tabela da seção 4 mostra quanto.

Role o diagrama horizontalmente ou abra em tamanho original.
| Variante | Referência da distância | Parâmetros a registrar | Regra de atualização | Principal limitação |
|---|---|---|---|---|
| Distância fixa | Maior preço desde a entrada | Distância em pips | Em cada nova máxima | Mesma redação representa regra diferente em instrumentos com amplitudes distintas |
| Distância por volatilidade | Maior preço desde a entrada | N, k, intervalo do ATR | No fechamento do período | ATR de período calmo subestima a distância antes da alta de volatilidade |
| Por extremos locais | Último extremo confirmado | Definição de extremo, margem e intervalo | Após confirmar o extremo | Identificar extremos pode ser ambíguo em intervalos curtos |
| Saída Chandelier | Maior máxima de k períodos | N, k (em geral 3,0 e 22) | No fechamento do período | Distância grande implica devolver muito lucro na reversão |
O que cada variante pressupõe sobre o mercado
Cada uma tem regra de atualização própria e pode produzir resultado distinto na mesma trajetória. Falhar a continuação esperada não significa falha da mecânica da ordem. A tabela identifica hipóteses e sua verificação nos seus dados. A previsibilidade do movimento pertence à seção 8.
| Variante | Hipótese implícita sobre o mercado | O que a invalida | Como verificar nos seus dados |
|---|---|---|---|
| Distância fixa | A amplitude do instrumento é aproximadamente constante durante a posição e entre períodos sucessivos | Mudança de regime de volatilidade, janela de dados, interrupção de cotações | Nas mesmas trajetórias, registre a parcela de saídas por recuo dentro da medida de amplitude escolhida. Separadamente, compare cada resultado líquido completo com sua base e tire a média das diferenças pareadas em R; a frequência sozinha não é custo em R. A seção 5 trata de medir amplitude e estabilidade. |
| Distância pela volatilidade | A distribuição dos recuos escala proporcionalmente à volatilidade atual, localmente constante entre leituras | Alta repentina de volatilidade entre leituras; por ser média, ATR reage com atraso da ordem de k períodos | Em cada operação encerrada, divida o maior recuo pelo ATR na entrada. A estabilidade da razão apoia essa verificação de escala; a instabilidade indica que o múltiplo N representa movimentos relativos diferentes entre operações. |
| Além dos extremos locais | Um ponto de virada anterior permanece no histórico; cruzá-lo é observação nova cuja interpretação depende da hipótese registrada | Rompimentos sem continuação; ausência de extremos distintos em faixa estreita; definição ambígua em intervalos curtos | Registre a parcela de saídas por rompimento de extremos que chegaria ao alvo com a regra-base. Separadamente, calcule a média das diferenças líquidas pareadas em R; a frequência sozinha não quantifica o efeito monetário. A seção 5 avalia a informação da estrutura de preços. |
| Saída Chandelier | O extremo do período é referência mais estável que o último fechamento, e 3 × ATR cobre o recuo típico | Movimento sem extremo distinto no período; recuos maiores que o múltiplo adotado | Registre a parcela de operações concluídas com recuo além do múltiplo escolhido e o tamanho de cada excesso. Calcule separadamente as diferenças líquidas pareadas em R. A seção 5 fornece ATR; a frequência em si não é custo em R. |
Três pontos são comuns às quatro variantes e convém explicitá-los para não complicar a escolha.
Nenhuma pressupõe a direção. A saída móvel reage ao preço já ocorrido, sem prever. Por isso, seu parâmetro não pertence à regra de entrada nem se justifica pela “força do movimento”; só pela distribuição dos recuos calculada em operações encerradas.
Todas supõem execução próxima do nível da ordem. É o elo mais fraco das quatro, impossível de reparar escolhendo parâmetro. Após acionada, a ordem de proteção executa ao primeiro preço disponível; num gap não há preço intermediário entre o nível da ordem e a abertura seguinte. Quanto mais estreito o parâmetro, maior a parcela dos custos no resultado individual: com distância de 30 pips, derrapagem de 3 pips é um décimo; com 195 pips, um sexagésimo quinto. Distâncias e derrapagem são ilustrativas; a razão é identidade aritmética.
Na mesma trajetória e nos mesmos horários de atualização, distância fixa menor pode encerrar antes. Isso não implica reduzir ganhos médios ou aumentar perdas em toda amostra: sair antes também pode evitar deterioração posterior. Médias, frequência de perdas e drawdown exigem calcular todos os casos, incluindo custos.
Quando ATR sobe, o stop aceito permanece no lugar
Compra: SL anterior=1,0920, máxima=1,1050, N=2. Com ATR=65 pips, o candidato é 1,0920. Com ATR=90, cai a 1,0870, mas o máximo com o nível anterior mantém o SL efetivo em 1,0920. Se a máxima subir a 1,1120 com ATR=90, o candidato 1,0940 eleva o SL a 1,0940. Na venda, use mínimo para impedir recuo. Aplique também às máximas da janela Chandelier: uma máxima antiga sair da janela não deve afrouxar o stop efetivo.
4. Quatro variantes no mesmo movimento — o cálculo
O cálculo mostra a mecânica das quatro variantes numa trajetória, não sua eficácia. Um movimento não prova nada; a resposta vem da série da seção 6. Base de comparação: mesmo instrumento, posição, trajetória de preços e custo.
Hipóteses. Conta em USD; patrimônio antes da entrada de 10.000 USD; R₀ fixo=100 USD. Compra de EUR/USD de 0,20 lote, 2 USD/pip, entrada de referência 1,0850, SL original 1,0800. ATR(14)=65 pips; só neste modelo, suponha também ATR(22)=65. O preço sobe a 1,0980, forma fundo confirmado 1,0910, atinge 1,1050, recua a 1,0980 e segue até 1,1120. Ative as quatro regras apenas no primeiro toque de 1,1050, ou +4R₀; antes disso, mantenha SL em 1,0800. A margem abaixo do fundo é 5 pips, e ajustes posteriores não recuam o stop. A ativação comum evita que o recuo anterior encerre o stop de 30 pips antes de a comparação começar.
| Variante | Nível de saída após a máxima 1,1050 | Distância da máxima | Sobrevive ao recuo a 1,0980? | Lucro devolvido em reversão imediata | Resultado na trajetória: encerrado ou avaliação de posição aberta |
|---|---|---|---|---|---|
| 30 pips fixos | 1,1020 | 30 pips = 0,6R | Não | 0,6R = 60 USD | Encerrado +170 pips = +3,4R = +340 USD |
| 2 × ATR(14) = 130 pips | 1,0920 | 130 pips = 2,6R | Sim | 2,6R = 260 USD | Posição ainda aberta em 1,1120: +270 pips, avaliação +540 USD = +5,4R — não é resultado encerrado |
| Abaixo do fundo 1,0910, com margem de 5 pips | 1,0905 | 145 pips = 2,9R | Sim | 2,9R = 290 USD | Como acima — avaliação +540 USD, posição aberta |
| Saída Chandelier, 3 × ATR(22) = 195 pips | 1,0855 | 195 pips = 3,9R | Sim | 3,9R = 390 USD | Como acima — avaliação +540 USD, posição aberta |
Verificação: a variante fixa encerra em 1,1020, ou (1,1020 − 1,0850) × 10.000 = 170 pips e 170 × 2 USD = 340 USD = 3,4R. As outras três chegam a 1,1120, ou 270 pips × 2 USD = 540 USD = 5,4R — mas isso é a avaliação de uma posição ainda aberta nesse nível, não resultado liquidado; o resultado encerrado só será conhecido quando uma ordem disparar. A coluna “lucro devolvido” mostra a outra face: quanto mais distante a ordem, mais lucro aberto volta ao mercado se o movimento terminar ali. A distância fixa devolve menos e é a única que não participa da continuação; escolher parâmetro é escolher um ponto nessa troca.
70 pips × 2 USD = +140 USD = +1,4R e a ancorada no fundo, em 1,0905, com 55 × 2 USD = +110 USD = +1,1R. O Chandelier fica abaixo, em 1,0855, e não dispara em 1,0900: a posição continua aberta, avaliada em 50 × 2 USD = +100 USD = +1,0R e +0,1R só aparece ao cair a 1,0855. Mesma tabela, mesmo parâmetro, ordem invertida. Uma trajetória não favorece nenhuma variante por si só; a direção só é indicada pela distribuição dos recuos da série completa.3 × 2 USD = 6 USD; com 10 pips, em 20 USD. Ambos os valores são ilustrativos: mostram ordem de grandeza, não medição nem parâmetro de fornecedor. Avaliar resultado médio exige custo monetário médio da amostra relevante, considerando volume e conversão cambial; a mediana não o substitui. Use cenário separado para perda sob estresse. Os 3 e 10 pips ilustrativos não limitam a execução: stop não garante preço; limites do instrumento e da conta exigem verificação própria. Teste histórico por preços médios sem spread ou derrapagem mede uma regra impossível de executar na conta.Registrar a diferença entre risco planejado e realizado
A diferença entre nível da ordem e preço de execução é uma grandeza mensurável e a única que traduz o custo de execução em expectativa. Sem essa coluna, não se distingue se uma variante com parâmetro estreito perde pela distribuição dos movimentos ou pelos custos. Registro mínimo:
| Horário | Instrumento | Spread antes do acionamento | Spread no acionamento | Nível da ordem | Preço de execução | Derrapagem (pips) | Contexto |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 14:30:00 | EUR/USD | 0,4 | 5,2 | 1,0820 | 1,08153 | −4,7 | janela de divulgação, +0,5 s |
| 23:01:30 | GBP/JPY | 1,2 | 9,8 | 192,40 | 192,266 | −13,4 | apropriação de pontos de swap |
| 10:15:00 | EUR/USD | 0,3 | 0,5 | 1,0820 | 1,08198 | −0,2 | — |
As linhas usam preços ilustrativos, não extratos nem medições de serviço. A mediana descreve execução típica; a expectativa exige custo monetário médio na mesma unidade. Derrapagens de 0,2, 0,2, 0,2 e 8,2 pips têm mediana de 0,2 e média de 2,2. Trocar média por mediana subestima a soma das quatro execuções em 8 pips. Nenhuma medida limita a perda individual. As seções 11–13 avaliam serviços de execução; aqui o custo é dado de entrada.
Completar a comparação das variantes ainda abertas
Em 1,1120, três variantes continuam abertas: 540 USD são não realizados, enquanto 340 USD do stop de 30 pips são realizados. Para comparar ciclos completos, encerre explicitamente as outras no Bid de referência 1,1120. Com custo integral igual de 5 USD, o stop fixo dá 335 USD líquidos e cada outra regra, 535 USD. Outro ponto final, prazo ou custo pode inverter a ordem. A trajetória ilustra execução de regras, não eficácia.
5. Saídas parciais da posição
Uma saída parcial fecha uma fração definida do volume e gere o restante por regra registrada. Por exemplo: metade em +1R₀ e restante com stop móvel. Muda as trajetórias que atingem o limite, mas não determina taxa de ganhos, médias dos grupos ou expectativa da amostra inteira. Trate as partes como um ciclo em relação ao R₀ inicial.
Cálculo numa trajetória de preços
Hipóteses. Patrimônio antes da entrada de 10.000 USD, R₀ fixo=100 USD. Compra EUR/USD de 0,20 lote, 2 USD/pip, entrada 1,0850, SL original 1,0800. Feche metade em +1R₀ e mova a saída do restante a 70 pips da máxima, sem recuar. Neste exemplo separado, o preço chega a 1,1050 sem recuo anterior que acione esse stop e depois reverte por 1,0980. A regra sem divisão usa a mesma ativação e trajetória, tornando comparáveis os resultados finais.
- O preço alcança 1,0900, ou +50 pips=+1R. Você fecha 0,10 lote. O pip desse volume vale 1 USD; o lucro realizado é
50 × 1 USD = +50 USD = +0,5R. - No 0,10 lote restante, a regra mantém a saída 70 pips abaixo da máxima. O preço chega a 1,1050; a saída vai para 1,0980.
- O movimento reverte; a segunda parcela encerra perto de 1,0980:
130 × 1 USD = +130 USD = +1,3R. - Total bruto +180 USD = +1,8R. Após custo de 0,05R (5 USD), o líquido é +175 USD = +1,75R.
Sem dividir, os 0,20 lote inteiros encerrariam no mesmo 1,0980: 130 × 2 USD = +260 USD = +2,6R brutos e +255 USD líquidos. A diferença de 80 USD nessa trajetória vem de um ponto: metade do volume parou de trabalhar 80 pips antes do fim do movimento — (1,0980 − 1,0900) × 10.000 = 80 pips e, com 1 USD por pip para 0,10 lote, são exatamente 80 USD.
Suponha custo integral igual de 5 USD, proporcional ao volume fechado, sem tarifa mínima nem diferença de financiamento. Este exemplo é separado do cálculo de dois dias da seção 2: na prática, a primeira metade pode acumular menos swaps, e várias ordens podem acionar mínimos adicionais de comissão. Nesse caso, calcule os custos de cada variante separadamente.
Role o diagrama horizontalmente ou abra em tamanho original.
Por que fazer isso se, com cauda direita longa, reduz o total da série?
O fechamento parcial troca parte da cauda direita por menor variabilidade do resultado. É uma troca com preço mensurável. Faz sentido quando a restrição obrigatória não é o total da série: limite escrito de drawdown, limite diário ou ponto em que você interrompe a negociação. Nesse caso, uma variante de expectativa menor e drawdown mais raso às vezes é a única executável até o fim, porque a outra para no próprio limite antes que a expectativa positiva se manifeste.
Três parâmetros se movem juntos
Os valores vêm da sequência completa da seção 6. Parcela de ganhos, ganho médio e perda média descrevem uma distribuição, mas não precisam mudar juntos ou em sentidos opostos. Elevar uma perda a zero líquido sem mudar positivos aumenta a parcela de ganhos entre resultados não zero, não o ganho médio; a parcela de todas as observações tem outro denominador. Por isso, as tabelas indicam classificação e N total. Saídas parciais reduzem o resultado positivo médio nesta amostra; outras regras podem alterá-lo de outra forma.
O desvio padrão com denominador N=12 descreve essa sequência específica, não população nem incerteza de previsão. Sob hipóteses adequadas de amostragem, N−1 produz estimador não viesado da variância; sua raiz quadrada não é automaticamente estimador não viesado do desvio padrão. Na base, quatro resultados de +3R₀ e oito de −1R₀ têm média de 1/3R₀.
s = √( [4 × (3,000 − 0,333)² + 8 × (−1,000 − 0,333)²] ÷ 12 ) = √(42,667 ÷ 12) = √3,556 = 1,886R
Saída parcial: quatro resultados de +2,0R, três zeros e cinco de −1,0R, média +0,250R:
s = √( [4 × 1,750² + 3 × 0,250² + 5 × 1,250²] ÷ 12 ) = √(20,250 ÷ 12) = √1,688 = 1,299R
| Variante da série da seção 6 | Expectativa bruta por operação | Desvio padrão do resultado | Expectativa por unidade de dispersão | Drawdown bruto máximo |
|---|---|---|---|---|
| Sem intervenção | +0,333R | 1,886R | 0,177 | 7,0R |
| Mover à entrada, limite +1,0R | +0,083R | 1,382R | 0,060 | 4,0R |
| Mover à entrada, limite +2,0R | +0,417R | 1,847R | 0,226 | 6,0R |
| Fechar metade em +1,0R | +0,250R | 1,299R | 0,192 | 4,0R |
Média dividida pelo desvio descreve só esses doze resultados presumidos. Não classifica regras nem estabelece diferença significativa entre 0,177 e 0,192. Não atribuímos erro de 21% por aproximação normal a essa sequência construída de dois pontos: não se estabeleceu distribuição adequada nem amostragem independente. Média menor e razão maior podem coexistir se a dispersão cair mais; é fato da amostra, não evidência de vantagem.
Reduzir drawdown não exige necessariamente sacrificar expectativa. A2, a seguir, aumenta a média da amostra e reduz drawdown contra a base; B reduz ambos. Escolha critério e verifique em cálculo completo comum. O nome da ação não determina o resultado.
O cálculo que resolve essa troca está na próxima seção. Antes disso, dizer que saída parcial “protege lucro” descreve intenção enquanto o efeito não for medido.
6. Uma série apurada quatro vezes
Este cálculo resolve a discussão do artigo. Apuramos uma série de doze operações quatro vezes: sem intervenção, com saída movida à entrada, com fechamento parcial e, mais abaixo nesta seção, com o mesmo movimento num limite de ativação maior. A base de comparação é comum às quatro apurações: mesma amostra, instrumento, período, custo de execução e mesmo volume inicial; B o reduz durante a posição, justamente o efeito comparado, compatível com a base. Sem base comum, restam quatro números separados incomparáveis. A quarta apuração inverte a conclusão das três primeiras; omiti-la muda o sentido de toda a seção.
Hipóteses da sequência. Patrimônio inicial de 10.000 USD, R₀ fixo=100 USD. Isso é 1% apenas antes da primeira operação; resultados posteriores não redimensionam R₀ nem volume. Saída original −1R₀, alvo +3R₀. Cada ciclo completo tem custo fixo K_t=0,05R₀=5 USD. Saídas parciais supõem custos lineares, sem comissão mínima ou financiamento diferente. A1 move SL à entrada de referência após +1R₀. B fecha metade após +1R₀, restante até alvo ou stop original. A2 move SL à entrada só após +2R₀. A sequência é construída, não observada; cada resultado bruto recebe o mesmo custo presumido.
O maior movimento favorável antes do primeiro retorno à entrada determina a ativação do limite, mas não descreve toda a trajetória. Para a base +3R₀, é preciso saber se há novo retorno após atingir +2R₀. Operações 1 e 10 atingem alvo sem retorno; 3, 5 e 7 voltam após a máxima dada e chegam a −1R₀; 9 e 11 voltam primeiro e depois chegam a +3R₀ sem nova volta. As outras cinco chegam a −1R₀ sem +1R₀. Esses detalhes explícitos permitem calcular as quatro variantes.
| Nº | Maior movimento favorável antes de voltar à entrada (R) | O que ocorreu após alcançar +1R | Sem intervenção (bruto) | Regra A: entrada (bruto) | Regra B: metade em +1R (bruto) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 3,0 | sem retorno à entrada, alvo atingido | +3,0R | +3,0R | +2,0R |
| 2 | 0,4 | não atingiu +1R | −1,0R | −1,0R | −1,0R |
| 3 | 1,6 | retorno à entrada, depois saída de proteção | −1,0R | 0 | 0 |
| 4 | 0,2 | não atingiu +1R | −1,0R | −1,0R | −1,0R |
| 5 | 1,2 | retorno à entrada, depois saída de proteção | −1,0R | 0 | 0 |
| 6 | 0,6 | não atingiu +1R | −1,0R | −1,0R | −1,0R |
| 7 | 2,1 | retorno à entrada, depois saída de proteção | −1,0R | 0 | 0 |
| 8 | 0,3 | não atingiu +1R | −1,0R | −1,0R | −1,0R |
| 9 | 1,3 | retorno à entrada, depois alvo | +3,0R | 0 | +2,0R |
| 10 | 3,0 | sem retorno à entrada, alvo atingido | +3,0R | +3,0R | +2,0R |
| 11 | 1,1 | retorno à entrada, depois alvo | +3,0R | 0 | +2,0R |
| 12 | 0,5 | não atingiu +1R | −1,0R | −1,0R | −1,0R |
| Total bruto: | +4,0R | +1,0R | +3,0R | ||
Todos os resultados da tabela são brutos. Um zero nas colunas das regras A e B representa resultado bruto zero; líquido, ele é −0,05R, pois o custo do ciclo é pago exatamente como em qualquer outra saída (detalhamento na seção 2).
De onde vêm os resultados de cada operação
Regra A. As operações 3, 5, 7, 9 e 11 chegaram a +1R; depois, o preço voltou ao nível de entrada, onde a ordem já estava posicionada. Todas as cinco terminam com resultado bruto zero. Três delas (3, 5 e 7) teriam fechado com perda de −1R sem essa regra, portanto ela acrescenta +3R. As outras duas (9 e 11) teriam atingido o alvo de +3R, portanto a regra retira −6R. Saldo: +3 − 6 = −3R, e o total da série cai exatamente esse valor, de +4,0R para +1,0R.
Regra B. Toda operação que chegou a +1R encerra metade do volume nesse lucro. As operações que terminam no alvo rendem 0,5 × 1R + 0,5 × 3R = +2,0R em vez de +3,0R. As operações que recuaram depois de +1R e chegaram à saída de proteção rendem 0,5 × 1R + 0,5 × (−1R) = 0 em vez de −1,0R. As operações que nunca tocaram +1R ficam inalteradas.
Parâmetros da distribuição e resultado
| Grandeza | Sem intervenção | Regra A: nível de entrada | Regra B: metade em +1R |
|---|---|---|---|
| Total bruto da série | +4,0R = +400 USD | +1,0R = +100 USD | +3,0R = +300 USD |
| Custo de execução (12 × 0,05R) | −0,6R = −60 USD | −0,6R = −60 USD | −0,6R = −60 USD |
| Total líquido da série | +3,4R = +340 USD | +0,4R = +40 USD | +2,4R = +240 USD |
| Expectativa por operação, líquida | +0,283R = +28,3 USD | +0,033R = +3,3 USD | +0,200R = +20,0 USD |
| Operações vencedoras, líquidas | 4 de 12 = 33,3% | 2 de 12 = 16,7% | 4 de 12 = 33,3% |
| Operações perdedoras, líquidas | 8 de 12 = 66,7% | 10 de 12 = 83,3% | 8 de 12 = 66,7% |
| das quais saídas com resultado bruto zero (líquido −0,05R) | 0 | 5 | 3 |
| Ganho médio, líquido | 2,95R | 2,95R | 1,95R |
| Perda média, líquida | 1,05R | 0,55R | 0,675R |
| Razão ganho/perda, líquida | 2,81 | 5,36 | 2,89 |
| Razão ganho/perda, bruta (para comparação) | 3,00 | 3,00 | 2,00 |
| Drawdown máximo bruto | 7,0R = 700 USD | 4,0R = 400 USD | 4,0R = 400 USD |
| Drawdown máximo líquido | 7,35R = 735 USD | 4,40R = 440 USD | 4,35R = 435 USD |
A classificação é líquida, conforme a definição da seção 1. Um resultado bruto zero, após descontar K_t = 0,05R, é uma perda de 0,05R e entra nas operações perdedoras; por isso a regra A tem dez, em vez de cinco. Há um efeito colateral relevante: cinco perdas pequenas reduzem a perda média para 0,55R e elevam a razão líquida para 5,36, a maior da tabela, embora o total da série seja o menor. Portanto, a razão ganho/perda não ordena as variantes; o total da série e a expectativa fazem isso. A linha bruta fica apenas para comparação e usa outra classificação: saídas com resultado bruto zero são excluídas, pois, antes dos custos, não são ganho nem perda. Se fossem contadas como perdas, como nas linhas líquidas, a regra A daria 3,00 ÷ 0,50 = 6,00 em vez de 3,00. A condição a/b > RR usa RR = 3 conforme os parâmetros da ordem — alvo de +3R contra saída de proteção em −1R —, pois o custo incide igualmente nas duas variantes e se anula na diferença. As duas linhas de drawdown descrevem a sequência de operações encerradas: foram medidas nessa ordem específica de doze resultados. Medir o patrimônio durante essas mesmas operações pode revelar drawdown maior. Uma sequência futura pode ter queda menor ou maior; os valores da tabela não são limite inferior nem superior dela (9.8). Todos os números da tabela são derivados da série acima e são ilustrativos.
O drawdown máximo é calculado, sobre o total acumulado, do pico da trajetória até o ponto mais baixo antes do próximo pico. Sem intervenção, a trajetória atinge +3,0R após a primeira operação e cai para −4,0R após a oitava: drawdown de 7,0R. Na regra A, o mesmo trecho tem pico de +3,0R e fundo de −1,0R, ou 4,0R. Na regra B, o pico é +2,0R e o fundo −2,0R, também 4,0R. Na versão líquida, cada drawdown aumenta pelo custo das operações da fase de queda, cujo número não é igual em todas as variantes. Sem intervenção e na regra B, a fase de queda cobre da segunda à oitava operação, ou sete ciclos: 7 × 0,05R = 0,35R, daí 7,35R e 4,35R. Na regra A, o fundo só ocorre após a nona operação, pois o nono resultado bruto zero é mais uma pequena perda líquida: a fase de queda abrange oito ciclos, 8 × 0,05R = 0,40R, portanto o drawdown líquido é 4,40R = 440 USD. Definições e uma segunda forma de medir drawdown — 9.8.
Kₜ = 0,10R₀ em vez de 0,05R₀, os totais líquidos são +2,8, −0,2, +1,8 e +3,8R₀. Todas as variantes perdem exatamente 0,6R₀ em relação ao cálculo anterior. A 1 fica abaixo de zero porque tinha a menor margem, e não porque pagou custo maior. Comissões mínimas adicionais ou encargos de financiamento diferentes exigiriam valores diferentes de Kₜ.A mesma série com limiar de +2,0R
Agora eleve o limiar de A de +1R₀ para +2R₀ na mesma sequência. Nenhum dos dois é uma recomendação ou padrão adequado. A diferença mostra por que o próprio parâmetro precisa entrar na comparação.
Nesse limiar, só três operações satisfazem o gatilho: aquelas cujo lucro em aberto atingiu 2,0R antes da volta ao nível de entrada, números 1 (3,0R), 7 (2,1R) e 10 (3,0R). As operações 3 e 5 nunca chegam ao limiar. As operações 9 e 11 só o cruzam depois da volta, a caminho do alvo, quando mover a ordem já não muda nada. Portanto, as quatro terminam exatamente como sem intervenção. Das três abrangidas pela regra, só a número 7 voltou ao nível de entrada e só ela muda de resultado, de −1,0R para 0.
| Grandeza | Sem intervenção | Mover em +1R | Mover em +2R |
|---|---|---|---|
| Operações abrangidas pela regra | — | 5 (números 3, 5, 7, 9, 11) | 1 (número 7) |
| Total bruto | +4,0R = +400 USD | +1,0R = +100 USD | +5,0R = +500 USD |
| Total líquido (12 × 0,05R) | +3,4R = +340 USD | +0,4R = +40 USD | +4,4R = +440 USD |
| Expectativa líquida por operação | +0,283R | +0,033R | +0,367R |
| Operações vencedoras, líquidas | 4 de 12 = 33,3% | 2 de 12 = 16,7% | 4 de 12 = 33,3% |
| Operações perdedoras, líquidas | 8 de 12 = 66,7% | 10 de 12 = 83,3% | 8 de 12 = 66,7% |
| das quais saídas com resultado bruto zero (líquido −0,05R) | 0 | 5 | 1 |
| Razão ganho/perda, líquida | 2,81 | 5,36 | 3,19 |
| Razão ganho/perda, bruta (para comparação) | 3,00 | 3,00 | 3,00 |
| Drawdown máximo bruto | 7,0R = 700 USD | 4,0R = 400 USD | 6,0R = 600 USD |
| Drawdown máximo líquido | 7,35R = 735 USD | 4,40R = 440 USD | 6,35R = 635 USD |
As duas linhas de drawdown medem esta ordem de operações encerradas. Medir o patrimônio dentro dessas mesmas posições pode revelar MDD maior; isso não estabelece limite de drawdown para outra sequência futura (9.8). A classificação e as duas razões são calculadas exatamente como na tabela anterior: líquidas após o custo K_t = 0,05R, contando resultado bruto zero como perda. Todos os valores são ilustrativos.
Total acumulado com limiar de +2,0R: 3,0 → 2,0 → 1,0 → 0,0 → −1,0 → −2,0 → −2,0 → −3,0 → 0,0 → 3,0 → 6,0 → 5,0. Pico de +3,0R após a primeira operação, fundo de −3,0R após a oitava: drawdown de 6,0R. A versão líquida aumenta esse valor pelo custo das sete operações na fase de queda, 7 × 0,05R = 0,35R.
Mesmo mecanismo, mesma série, mesma base de comparação: o resultado passa de pior que sem intervenção para melhor. Um número as separa: o limiar de ativação. Portanto, a frase “mover a saída para o nível de entrada destrói seu resultado” é falsa como afirmação geral, assim como a frase oposta. O que é verdadeiro é a dependência do limiar, que pode ser expressa por uma fórmula.
Diferenças pareadas em vez de médias separadas
Diferenças de A1 em relação à referência, operações 1–12 em R₀: 0; 0; +1; 0; +1; 0; +1; 0; −3; 0; −3; 0. Total −3, média −0,25R₀, igual a 0,033333−0,283333. B: −1; 0; +1; 0; +1; 0; +1; 0; −1; −1; −1; 0; total −1, média −0,083333. A2 só altera a operação 7 em +1; total +1, média +0,083333. Se os custos diferirem, desconte a diferença de custo de cada par. Um aumento agregado de custo de A2 superior a 1R₀ nos doze ciclos eliminaria toda a vantagem desta amostra.
Condição numérica — quando uma intervenção melhora o resultado
As duas regras se decompõem em dois efeitos que atuam em sentidos opostos: anular algumas perdas e interromper algumas trajetórias até o alvo. O saldo depende apenas de quantas há de cada tipo. Notação comum: RR — razão ganho/perda em unidades de risco (aqui alvo de +3R contra perda de 1R, ou RR = 3), q — limiar de ativação da regra, em R, f — fração da posição encerrada.
Mover a saída para o nível de entrada
Consideramos apenas as operações que atingiram o limiar q e depois tiveram o preço de volta ao nível de entrada. A regra não muda nada nas demais. Nesse subconjunto:
a— número de operações que teriam terminado com perda de −1R sem a regra; ela transforma cada uma em saída no nível de entrada, acrescentando+1R;b— número de operações que teriam atingido o alvo sem a regra; ela interrompe cada uma, retirandoRR.
ΔA = a × 1R − b × RR
A regra melhora o total da série se e somente se a ÷ b > RR (se b = 0 e a > 0, sempre; se a = b = 0, nada muda e Δ = 0)
O custo do ciclo não entra na condição porque cada operação o paga igualmente nas duas variantes; ele afeta o nível do resultado, não o sinal da diferença. Conferência nas duas séries deste artigo:
| Série e limiar | a | b | RR | Condição a/b > RR | Δ pela fórmula | Δ pela tabela |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Seção 6, limiar de +1,0R | 3 (números 3, 5, 7) | 2 (números 9, 11) | 3,0 | 1,50 > 3,0 — não | 3 − 6 = −3,0R | +4,0R → +1,0R |
| Seção 6, limiar de +2,0R | 1 (número 7) | 0 | 3,0 | atendida (b = 0) | 1 − 0 = +1,0R | +4,0R → +5,0R |
| Exercício da seção 12, limiar de +1,0R | 2 (números 3, 8) | 1 (número 5) | 2,5 | 2,00 > 2,5 — não | 2 − 2,5 = −0,5R | +2,50R → +2,00R |
Encerramento parcial
Aqui o subconjunto é maior: entram todas as operações que atingiram o limiar q, independentemente de o preço ter voltado depois. Uma operação que teria terminado com perda sem a regra passa a render f × q + (1 − f) × (−1R) em vez de −1R, ou seja, ganha f × (q + 1). Uma operação que teria atingido o alvo rende f × q + (1 − f) × RR em vez de RR, ou seja, perde f × (RR − q).
ΔB = f × [ a × (q + 1) − b × (RR − q) ]
A regra melhora o total da série se e somente se a ÷ b > (RR − q) ÷ (q + 1)
A fração encerrada f se cancela na condição; ela determina a magnitude da mudança, enquanto o sinal é determinado pela própria condição. Fechar um terço em vez da metade não inverte a direção; apenas reduz o efeito proporcionalmente. Conferência:
| Série | a | b | q | RR | Lado direito da condição | Δ pela fórmula | Δ pela tabela |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Seção 6 | 3 (números 3, 5, 7) | 4 (números 1, 9, 10, 11) | 1,0 | 3,0 | (3 − 1)/(1 + 1) = 1,00; a/b = 0,75 — não | 0,5 × (6 − 8) = −1,0R | +4,0R → +3,0R |
| Exercício da seção 12 | 2 (números 3, 8) | 3 (números 1, 5, 7) | 1,0 | 2,5 | (2,5 − 1)/2 = 0,75; a/b = 0,67 — não | 0,5 × (4 − 4,5) = −0,25R | +2,50R → +2,25R |
O que se conclui
- A condição para mover a saída é mais exigente que a do encerramento parcial. Com
RR = 3, mover exige que, entre as operações que voltam ao nível de entrada, as perdas anuladas superem as trajetórias interrompidas até o alvo em mais de três para uma. Um encerramento parcial com a mesmaRRe limiar deq = 1exige apenas vantagem acima de um para um. Aqui comparamos as próprias condições; os números usados nelas diferem: na condição de mover,aebsão contados somente nas operações que voltaram ao nível de entrada após atingir o limiar; na condição do encerramento parcial, em todas as operações que atingiram o limiar. São dois subconjuntos diferentes da mesma amostra, determinados separadamente ao inserir seus dados. - Quanto maior a razão ganho/perda, mais difícil justificar o deslocamento. Com
RR = 1, basta haver mais perdas anuladas do que ganhos interrompidos. ComRR = 4, é preciso haver mais de quatro vezes esse número. Isso decorre da aritmética da própria condição e explica por que a mesma operação atua em sentidos opostos para duas pessoas diferentes. - Elevar o limiar atua nos dois sentidos ao mesmo tempo. Um limiar maior reduz
b, pois menos operações vencedoras conseguem recuar após cruzá-lo, mas também reduza, pois menos operações perdedoras chegam ao limiar. A direção depende de qual número cai mais rápido, uma propriedade da distribuição dos movimentos do seu instrumento. Na série da seção 6, elevar o limiar de 1,0R para 2,0R reduziubde 2 para 0 eade 3 para 1; o saldo foi positivo. - Com
q = RR, a regra é neutra. O lado direito da condição é zero, masatambém é zero: uma operação que tocou um limiar igual ao alvo tocou o próprio alvo e encerrou ali; nesse subconjunto, nenhuma termina com perda. Substituindo, temosΔB = f × [0 × (q + 1) − b × 0] = 0. Comqmaior queRR, a regra nunca é acionada, pois o alvo encerra a posição primeiro. - Quando
a = 0ebé positivo, as duas regras apenas retiram resultado. Se nos seus registros nenhuma operação que atinge o limiar termina com perda, toda intervenção nesse limiar reduz o total da série, sem exceção e independentemente do parâmetro. Quandoaebsão ambos zero, o subconjunto relevante não contém operação cujo resultado mude, e a regra não altera o resultado:Δ = 0.
O que este cálculo não diz
- Não diz qual variante é melhor. Diz quanto cada uma custa nesta série específica. Com outra distribuição do maior movimento favorável, a ordem dos resultados muda: no exercício da seção 12, a regra A produz resultado diferente do obtido aqui, embora siga as mesmas regras.
- Não estabelece vantagem. O total positivo decorre de entradas presumidas, sem medição por trás. A seção 8 avalia se suas regras têm vantagem; aqui, ela é um dado de entrada.
- Não determina a incerteza da previsão. Doze cenários não são amostra aleatória de uma distribuição de mercado especificada. Não afirmamos que a diferença de 3R₀ seja significativa nem que esteja dentro de um intervalo de erro calculado. A seção 8 avalia vantagem e incerteza.
- Não cobre eventos em que o preço de execução difere do nível da ordem. As quatro apurações pressupõem execução no nível da ordem, com acréscimo de custo fixo. Um gap de preço salta qualquer uma dessas ordens e não é limitado pelo SL nominal; o cálculo de dois cenários com gap está em 9.10.
- Não presume independência entre resultados sucessivos. Ela não é necessária aqui: os totais e o drawdown são calculados em uma ordem específica. O efeito dessa ordem sobre o drawdown durante o percurso é mostrado em 9.2.

Dobrar custos: mesma variação monetária, sinais diferentes
Com custo de 0,10R₀ em vez de 0,05R₀, os totais líquidos são referência +2,8R₀, A1 −0,2R₀, B +1,8R₀ e A2 +3,8R₀. Cada variante perde exatamente 12×0,05=0,6R₀. A1 fica negativa sem ter custo absoluto maior. Comissões mínimas, slippage dependente da saída ou prazos de manutenção diferentes invalidam a hipótese de custo comum; calcule cada variante separadamente.
7. Aumentar e reduzir a exposição
Alterar a escala muda o volume durante uma posição. Várias saídas parciais podem diferir de uma única saída, mas só a quantidade de limiares não determina a direção: são necessários preços e frações. Quatro partes iguais em +0,5, +1, +1,5 e +3R₀ rendem 0,25×(0,5+1+1,5+3)=1,5R₀. O último quarto contribui com 0,75R₀, e o total é metade de uma posição inteira mantida até +3R₀. Outros limiares produzem outra soma.
Aumentar a exposição
Adicionar a uma posição lucrativa é uma operação separada e deve ser calculada assim. A condição é obrigatória e decorre da regra de dimensionamento de posições em 9.5: cada parcela tem seu próprio ponto de invalidação, distância de saída e risco que cabe no limite. Adicionar “porque está subindo”, sem um ponto de invalidação separado, é aumentar a exposição sem cálculo.
Exemplo de duas parcelas antes dos custos: patrimônio antes da primeira entrada de 10.000 USD, R₀ fixo de 100 USD. Primeira parcela EUR/USD de 0,20 lote, entrada em 1,0850, SL em 1,0800. Em 1,0920, seu ganho não realizado é 140 USD e o patrimônio é 10.140 USD. A segunda parcela de 0,20 lote em 1,0920, SL em 1,0870, tem perda nominal de 100 USD, ou 0,9862% do patrimônio atual, não exatamente 1%. Total de 0,40 lote, entrada média de 1,0885, 4 USD/pip. Pressupõem-se ordens separadas por parcela; isso não é automático em conta com compensação de posições (netting).
Em 1,0870, a segunda parcela encerra em −100 USD; a primeira continua aberta em +40 USD. O impacto total no patrimônio é −60 USD=−0,6R₀, mas o resultado realizado é −100 USD. Confira a avaliação agregada: (1,0870−1,0885)×10.000×4 USD=−60 USD. O resultado da primeira parcela ainda pode mudar; avaliar o ciclo completo exige seu encerramento final e os custos.
Mapa das parcelas — o que só aparece ao inserir os números
As três parcelas têm 50 pips até seus próprios SLs. A terceira entra mais alto, por isso perde mais no mesmo preço final em um salto sem execução nos níveis dos stops. O cálculo separa partes realizadas e não realizadas; a tabela mostra distâncias e níveis.
| Parcela | Preço de entrada | Volume | Saída de proteção da parcela | Risco da parcela | Exposição acumulada | Preço médio | Avaliação em 1,0900 | Avaliação em 1,0850 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 1,0850 | 0,20 lote | 1,0800 (50 pips) | 100 USD = 1,0% da base inicial | 0,20 lote | 1,0850 | +100 USD | 0 USD |
| 2 (após +70 pips) | 1,0920 | 0,20 lote | 1,0870 (50 pips) | 100 USD = 1,0% da base inicial | 0,40 lote | 1,0885 | −40 USD | −140 USD |
| 3 (após +150 pips) | 1,1000 | 0,20 lote | 1,0950 (50 pips) | 100 USD = 1,0% da base inicial | 0,60 lote | 1,0923 | −200 USD | −300 USD |
| Total: | −140 USD = −1,4R | −440 USD = −4,4R | ||||||
A tabela mostra o impacto no patrimônio antes dos custos após um único salto de perto da terceira entrada, 1,1000, até o preço do cabeçalho. Em 1,0900, só o SL da terceira parcela dispara: −200 USD realizados; a primeira tem +100 USD e a segunda −40 USD não realizados, total −140 USD. Em 1,0850, a segunda e a terceira disparam: −140−300=−440 USD realizados; a primeira continua aberta em zero, pois seu SL é 1,0800. A avaliação pela entrada média confirma os totais, mas não comprova o encerramento de todas as parcelas. As perdas nominais dos stops somam 300 USD independentemente da dependência, como cenário especificado, não como σ ou garantia.
Nos mesmos preços finais, uma queda gradual até 1,0900 encerra a terceira parcela em 1,0950 com −100 USD; as parcelas abertas têm +100 e −40, total −40 USD. Uma queda gradual até 1,0850 já encerrou a segunda e a terceira em −100 USD cada; a primeira está em zero, total −200 USD. Um salto sem execução nos níveis produz −140 e −440 USD. As diferenças nos mesmos preços finais são −100 e −240 USD. A execução gradual dos três stops até 1,0800 produz −300 USD; executar todos em 1,0800 produz −100−240−400=−740 USD. Preços ilustrativos, antes dos custos.
| Característica | Reduzir a exposição | Aumentar a exposição |
|---|---|---|
| O que muda na distribuição | Depende da fração, do preço da saída parcial e da trajetória posterior; calcule a variância na série completa | Mais volume amplifica os movimentos posteriores nos dois sentidos; só o rótulo não determina o efeito na série |
| Proporção de operações perdedoras | Depende das trajetórias e da classificação líquida; uma saída parcial não garante redução | Depende dos resultados das novas parcelas, de seus custos e da convenção contábil do ciclo completo |
| Razão ganho/perda | Mudanças no ganho médio e na perda média podem elevar ou reduzir RR | Calcule as duas médias líquidas; uma operação bem-sucedida não determina a razão da amostra |
| Cenário de perda e dispersão dos resultados | Reduzir o volume muda o cenário dos resultados posteriores; inclua o stop restante, os custos e o resultado já realizado | Some as perdas do cenário especificado das parcelas em uma moeda. A dispersão dos resultados exige covariância; outra posição não necessariamente aumenta σ (9.9). |
| Condição de aplicação | Um limite obrigatório de drawdown ou um limite diário | Nova condição escrita para adicionar, com espaço disponível no limite agregado |
| Falha típica | Fragmentar o lucro em limiares demais | A última parcela entra perto do extremo e determina o resultado do conjunto |
−100 pips × 2 USD = −200 USD. Segunda: −50 pips × 2 USD = −100 USD. Total: −300 USD = −3R, em vez de −100 USD = −1R ao seguir a regra original. Este plano proíbe a operação: ela substitui a saída especificada por volume adicional e remoção do stop. Isso não define todos os casos de aumentar uma posição perdedora; mostra a consequência de alterar esta regra e este orçamento específicos.A plataforma mantém stops separados por parcela?
O exemplo de três stops pressupõe posições separadas ou outro mecanismo que execute fielmente as três condições. No netting do MT5, há uma posição por símbolo; adicionar volume pode substituir o SL anterior pelo SL da nova ordem, e um valor zero pode removê-lo. No modo hedging, posições separadas mantêm suas próprias condições3. Confira o stop efetivamente aceito após adicionar, não apenas três preços anotados no modelo. Se todo o volume tiver um só stop, recalcule o resultado agregado nesse preço; a tabela de três stops não descreve esse caso.
8. Encerrar por tempo
A posição continua ali. A ordem de proteção intocada, o alvo distante, o preço em faixa estreita há três dias. Encerrar por tempo é um tipo de saída completo e segue o mesmo princípio dos demais: condição e limiar escritos antes da entrada, com definição de “sem movimento” que permita decidir sem julgamento discricionário.
Quanto custa manter uma posição sem movimento
- Margem comprometida. A margem livre é o patrimônio atual menos a margem usada. Uma posição estagnada mantém essa exigência e limita o tamanho das posições seguintes. A seção 2 explica a mecânica da margem.
- Swap. O financiamento é lançado nos horários de ajuste especificados para o instrumento; alguns lançamentos podem incluir várias unidades, normalmente uma cobrança tripla. O cálculo está abaixo.
- Exposição a janelas de eventos. Uma posição mantida por mais tempo atravessa mais divulgações de dados e interrupções de cotação; cada uma é um evento separado em que a execução pode diferir do nível da ordem.
Exemplo ilustrativo: venda de 0,20 lote GBP/JPY; contrato de 100.000 GBP; pip de 0,01 JPY; conversão USD/JPY=100. O pip de um lote vale 1.000 JPY/100=10 USD, portanto 2 USD em 0,20 lote. Taxa de débito de −18 USD/lote por unidade resulta em −3,60 USD. Dez datas de lançamento, uma tripla, correspondem a 12 unidades e 43,20 USD=0,432R₀ com R₀=100 USD. Com D=30 e passo de 0,01, o volume de 0,33 lote tem perda nominal de 99 USD; o swap é 0,33×18=5,94 USD por unidade, total de 71,28 USD=0,7128R₀, ou 72% de 99 USD. Exatamente 1/3 de lote daria 72 USD, mas não é um passo permitido aqui. Taxa de conversão, taxa de financiamento e calendário constantes são hipóteses; o ajuste efetivo pode ser diferente.
Limiares de tempo por horizonte da posição
Todos os valores abaixo são ilustrativos. O limiar adequado vem da distribuição do tempo até a resolução nos seus registros: pegue as últimas dezenas de operações e separe as que percorreram pelo menos metade da distância até o alvo dentro da janela X das que não o fizeram e compare a expectativa dos dois grupos.
| Horizonte da posição | Limiar de tempo sem resolução | Definição de “sem movimento” | Ação após cruzar o limiar |
|---|---|---|---|
| Minutos a uma hora | 15–60 minutos | O preço não percorreu metade da distância planejada até o alvo | Encerrar a mercado |
| Uma sessão | 4–8 horas | Amplitude do movimento menor que 0,65R (aqui 0,5 × ATR(14)) | Encerrar antes do fim da sessão |
| Várias sessões | 3–5 dias | O preço não chegou a +1R | Encerrar ou reavaliar conforme regra escrita previamente |
| Semanas | 2–4 semanas | O preço não saiu da faixa em que estava na entrada | Reduzir a exposição à metade e manter o restante com saída móvel |
Saída por tempo: compare o resultado incremental a partir de agora
A posição está agora em −0,3R₀ líquido. Continuar mantendo tem resultado final esperado de −0,2R₀. Esse valor final negativo, sozinho, não justifica encerrar: comparado com fechar agora, manter acrescenta +0,1R₀. Se o financiamento adicional for 0,15R₀ e ainda não estiver incluído em −0,2R₀, a diferença passa a −0,05R₀, tornando a saída antecipada melhor neste modelo. Compare dois resultados a partir do mesmo estado atual, contando os custos uma vez, em vez de olhar o sinal de um grupo selecionado.
9. Horizonte da posição, momento da revisão e registro da regra
Uma regra de atualização da exposição precisa tanto de limiar quanto de horário de verificação. Sem isso, avaliar diariamente e a cada cotação implementa regras diferentes. A tabela organiza os momentos de avaliação por horizonte; a seção 8 descreve os estilos operacionais, e a seção 5 a seleção de períodos gráficos.
| Operação | Horizonte: minutos | Horizonte: uma sessão | Horizonte: várias sessões | Horizonte: semanas |
|---|---|---|---|---|
| Momento da revisão | Fechamento de uma barra no período de decisão | Somente no fechamento da barra | Fechamento da sessão | Fechamento da semana |
| Saída móvel | Distância fixa ou nenhuma; o alvo encerra a posição (aqui 30 pips = 0,6R) | Distância por volatilidade, multiplicador escrito (aqui 2 × ATR(14) = 2,6R) | A partir de extremos locais, margem escrita (a distância depende da localização do extremo; na trajetória da seção 4, 2,9R) | Chandelier Exit ou extremos semanais (aqui 3 × ATR(22) = 3,9R) |
| Mover para o nível de entrada | Não faz sentido quando a distância até o nível de entrada é comparável ao spread típico da janela; o custo do ciclo da seção 2 absorve todo o benefício | Após movimento ≥ 2,0R | Após novo extremo confirmado | Após movimento ≥ 2,6–3,9R |
| Encerramento parcial | Não, se o custo da segunda saída for desproporcional ao lucro da parcela; compare com K_t da seção 2 | Opcionalmente, metade em +1R | Metade em +1R | Dois limiares em vez de três ou mais |
| Aumentar a exposição | Não; a segunda parcela exige ponto de invalidação próprio e, nesse horizonte, sua distância cai para a ordem de grandeza do custo de execução | Raramente, com espaço no limite diário | Condicionalmente, com ponto de invalidação separado | Sim, com ponto de invalidação separado para cada parcela |
| Encerrar por tempo | 15–60 minutos | Antes do fechamento da sessão | 3–5 dias | 2–4 semanas |
Todos os limiares, parâmetros e intervalos de tempo desta tabela são valores ilustrativos, pontos de partida para medir nos seus registros; nenhum cálculo universal os determina e nenhum é recomendação. A conversão em múltiplos de volatilidade está na seção 2; a forma de testar cada número na sua amostra está na seção 6.
Regra de alteração da exposição — modelo para preencher
O modelo cobre apenas a gestão de uma posição já aberta, com seus próprios dados. A seção 15 cobre o plano operacional e o diário completos: lógica de entrada, seleção de instrumentos e apuração do período. Cada condição preenchida precisa ser decidida com dados especificados, sem introduzir nova interpretação depois que o preço se mover.
- Base de risco: patrimônio atual ______, medido em ______ (momento da medição). Risco por operação: ______% = ______ (moeda da conta).
- Momento da revisão: ______ (fechamento de barra no período ______). Fora desses momentos, não altero a posição.
- Mover para o nível de entrada: aciono quando o lucro em aberto ≥ ______ (em R); defino o nível ______ pips acima do preço de entrada para cobrir o custo do ciclo. Ressalva no campo: isso não elimina o risco da posição; custos, slippage e gaps permanecem.
- Encerramento parcial: encerro ______% do volume com lucro de ______ (em R); conduzo o restante conforme o item abaixo. Número de limiares: ______ (no máximo ______).
- Saída móvel: variante ______, parâmetro ______ (em R; conversão em múltiplos de ATR na seção 2), atualização ______ (momento). Condição de suspensão: ______ (por exemplo, divulgação de alta importância em janela inferior a 24 horas).
- Só adiciono exposição em ______, condição registrada antes da entrada. Cada parcela tem ponto de invalidação próprio e risco ≤ ______%; exposição agregada a uma ideia ≤ ______% do patrimônio. Ressalva: a perda total de todas as saídas declaradas nos preços de execução especificados é um valor de cenário convertido em uma moeda, não σ nem limite de perda por gap.
- Encerrar por tempo: limiar ______ (unidade de tempo); definição de ausência de movimento: ______ (em R ou pips).
- O que nunca faço: não amplio a saída de proteção inicial; só altero o parâmetro da saída móvel conforme condição escrita antes da entrada; não adiciono a posição perdedora; não movo o alvo durante a posição.
- Condição de revisão da regra: após ______ operações, comparo o resultado líquido das variantes com e sem intervenção, na mesma amostra, instrumento e período.
10. Sete erros que mudam o cálculo
Erro 1: mover para a entrada após movimento pequeno demais
Nesta sequência, o limiar de 0,65R₀ captura as mesmas cinco voltas que +1R₀: operações 3, 5, 7, 9 e 11. Assim, A economiza +3R₀ em três perdas e sacrifica −6R₀ em dois alvos. Isso decorre destas trajetórias. A razão 0,5×ATR/D=0,65, sozinha, não prova que o limiar esteja dentro dos recuos comuns de todo instrumento.
Erro 2: parâmetro de saída móvel menor que um recuo comum
Quinze pips contra ATR ilustrativo de 70 produzem razão de 0,2143. Essa conta não determina a frequência de acionamento do stop nem uma expectativa pior. O 2×ATR=2,6R₀ deste artigo é uma variante de comparação, não um ponto de partida padrão. Mantenha R₀ comum e custos completos em todas as comparações.
Erro 3: limiares demais de encerramento parcial
Quatro limiares de 25% acrescentam operações sem determinar o resultado. Uma operação que chega a +3R contribui 0,25×3R=0,75R com o último quarto; os quartos anteriores em +0,5, +1 e +1,5R contribuem 0,25×(0,5+1+1,5)=0,75R. O total de 1,5R é metade de 3R. Na mesma trajetória, metades em +1R₀ e +3R₀ dão 2R₀ brutos; metades em +0,5R₀ e +1R₀ dão apenas 0,75R₀. São necessários preços, frações, trajetória e custos, além de escolher duas ou quatro operações.
Erro 4: adicionar a uma posição perdedora
O cálculo está na seção 7: perda de 3R em vez de 1R em um só recuo, começando pela remoção da ordem de proteção. Às vezes isso é chamado de ajuste de escala, embora consista em abandonar a regra que determinou o tamanho da posição.
Erro 5: definir a regra após abrir a posição
Uma regra escrita após abrir é formulada conhecendo o resultado atual; descreve esse resultado, não o conjunto de regras. A consequência é mensurável: ela não pode ser aplicada retroativamente às operações anteriores, impedindo calcular as duas variantes da série da seção 6.
Erro 6: mover o alvo durante a posição
Mover o alvo de +2R₀ para +3R₀ com ganho em aberto de +1,8R₀ altera a regra de saída e a distribuição dos resultados, sem alterar a trajetória do preço. Em condições iguais, atingir o alvo mais distante exige cruzar o mais próximo; sua frequência não pode ser maior, embora possa ser igual. Uma comparação completa com custos determina se o pagamento maior compensa as saídas anteriores ignoradas. Sair parcialmente é outra regra, não a única resposta correta.
Erro 7: escolher parâmetro sem considerar a janela de tempo
Um stop a 20 pips pode disparar quando o lado relevante da cotação realmente chega ao nível. “O spread aumentou várias vezes” não comprova movimento de 20 pips. Comissão e slippage após o disparo não acionam stops. Uma regra pode especificar parâmetros por janela, suspender atualizações ou manter a versão anterior. Avaliar o disparo exige Bid/Ask e horário; avaliar a execução exige também os preços efetivos. Registros de slippage, sozinhos, não bastam.
11. Fluxograma de decisão
A sequência abaixo não classifica as operações. Primeiro verifique eventos e restrições do plano, depois o parâmetro de saída. Uma divulgação próxima exige a regra já registrada; não invalida automaticamente todo parâmetro ATR. Os dados do período anterior podem não descrever a amplitude do evento futuro. Identifique a janela de 24 horas do exemplo como hipótese do autor.
- Todas as regras foram escritas antes da entrada? Se não, a posição segue até o fim com saída de proteção e alvo iniciais, sem intervenção. Uma regra definida agora descreve o resultado atual e não se aplica às operações anteriores.
- Nas próximas 24 horas há divulgação importante ou pausa de fim de semana? Aplique a regra de evento assumida previamente: encerrar, manter o stop, suspender atualizações ou alterar explicitamente o parâmetro. Cada opção exige cálculo de custos e cenário de execução adequados. A presença de uma divulgação não torna toda atualização um erro.
- Formou-se novo extremo confirmado na direção da posição? Se sim, a saída vai abaixo desse extremo com a margem registrada; normalmente fica acima da entrada e realiza parte do lucro.
- O lucro em aberto atingiu o limiar para mover à entrada? Se sim e a resposta anterior foi não, mova para o nível de entrada acrescido do custo do ciclo. Caso contrário, a saída permanece no ponto de invalidação.
- O plano previa encerramento parcial e o preço chegou ao limiar registrado? As duas respostas precisam ser sim. Um só sim não satisfaz a condição.
- A variante de saída móvel e seu parâmetro estão escritos para este horizonte? Se sim, a ordem se move nos momentos de revisão registrados, e só neles. Se não, a posição segue até o alvo original.
- Passou o limiar de tempo sem resolução? Se sim, encerre a mercado ou execute a ação escrita na regra desse horizonte.
- Apareceu a condição registrada para adicionar e o risco agregado cabe no limite? Duas respostas sim: adicione, com ponto de invalidação próprio. Uma resposta não: mantenha a posição inalterada.
Role o diagrama horizontalmente ou abra-o em tamanho completo.
Após algumas dezenas de operações encerradas, a comparação se torna mecânica: apure a mesma amostra uma vez com intervenção e outra sem ela e compare total líquido, expectativa por operação e drawdown máximo, como na tabela da seção 6. Compare com o critério registrado: total maior é benefício; drawdown menor é queda mais rasa. Com o mesmo N, total e média trazem a mesma informação. O número que você calcula decide.
12. Exercício de autoavaliação
- patrimônio atual: 25.000 PLN;
- perda nominal de preço por operação: R₀ fixo=250 PLN; custos informados separadamente;
- saída de proteção em −1R, alvo em +2,5R;
- custo completo de um ciclo (spread contado uma vez na diferença de preço, comissão, slippage): 0,04R, proporcional ao volume;
- regra A: com lucro em aberto de +1R, a saída se move para a entrada;
- regra B: com lucro em aberto de +1R, encerra-se metade do volume; a outra metade segue até o alvo ou a saída de proteção inicial.
- maior movimento favorável de 2,5R; preço não voltou à entrada; alvo atingido;
- maior movimento favorável de 0,3R; saída de proteção;
- trajetória do lucro em aberto: +0,5R → +1,4R → +0,2R → 0,0R → −1,0R (saída de proteção);
- maior movimento favorável de 0,7R; saída de proteção;
- trajetória do lucro em aberto: +1,2R → +0,3R → 0,0R → −0,4R → +2,5R (alvo);
- maior movimento favorável de 0,2R; saída de proteção;
- maior movimento favorável de 2,5R; preço não voltou à entrada; alvo atingido;
- trajetória do lucro em aberto: +1,1R → +1,8R → +0,6R → 0,0R → −1,0R (saída de proteção).
Tarefa. Primeiro complete os dados: para as operações 3, 5 e 8, leia na trajetória o maior movimento favorável antes da primeira volta à entrada e determine se essa volta ocorreu. Só então calcule, na ordem: (1) o valor de R em PLN; (2) o resultado das oito operações nas três variantes: sem intervenção, regra A e regra B; (3) total bruto e líquido da série em R e PLN em cada variante; (4) expectativa líquida por operação, em R; (5) proporção de vencedoras e perdedoras, ganho médio, perda média e razão ganho/perda em cada variante, todos líquidos, após custo do ciclo conforme a definição da seção 1, contando resultado bruto zero como perda; (6) drawdown máximo bruto e líquido das três sequências após cada encerramento, em R e PLN; (7) responda em uma frase qual variante escolheria se a restrição obrigatória fosse um limite escrito de drawdown de 2,5R, e por quê.
Anote seus resultados antes de ler a solução. Depois repita todo o cálculo nos seus registros. Comece pelo que provavelmente falta: para as últimas cinquenta operações encerradas, anote o maior movimento favorável antes da primeira volta à entrada e se essa volta ocorreu. Sem essas duas colunas não é possível calcular nenhuma variante. A escolha do parâmetro vem depois.
Solução comentada
1. Valor do risco. R = 25.000 PLN × 0,01 = 250 PLN. Custo do ciclo: 0,04 × 250 PLN = 10 PLN.
2. Resultados de cada operação. Colunas faltantes: operação 3, maior movimento favorável antes da volta +1,4R, volta à entrada sim; operação 5, +1,2R, volta sim; operação 8, +1,8R, volta sim. Na operação 5, a trajetória chega depois a +2,5R, mas só após voltar à entrada: na regra A a posição já está encerrada e na B já trabalha com metade do volume; esse valor não entra no limiar de ativação. A regra A atua nas operações que atingiram +1R: 1, 3, 5, 7 e 8. As operações 1 e 7 não voltaram à entrada e terminam no alvo sem alteração. As operações 3, 5 e 8 voltaram e encerram na entrada; a 5 perde sua trajetória até o alvo. A regra B atua nas mesmas cinco, mas encerra metade em vez do todo.
| Nº | Maior movimento favorável antes da volta à entrada | Sem intervenção | Regra A | Regra B |
|---|---|---|---|---|
| 1 | 2,5R | +2,50R | +2,50R | +1,75R |
| 2 | 0,3R | −1,00R | −1,00R | −1,00R |
| 3 | 1,4R | −1,00R | 0 | 0 |
| 4 | 0,7R | −1,00R | −1,00R | −1,00R |
| 5 | 1,2R | +2,50R | 0 | +1,75R |
| 6 | 0,2R | −1,00R | −1,00R | −1,00R |
| 7 | 2,5R | +2,50R | +2,50R | +1,75R |
| 8 | 1,8R | −1,00R | 0 | 0 |
| Total bruto: | +2,50R | +2,00R | +2,25R | |
Substituições na regra B: uma operação que termina no alvo rende 0,5 × 1R + 0,5 × 2,5R = +1,75R; uma operação que atingiu a saída de proteção após +1R rende 0,5 × 1R + 0,5 × (−1R) = 0.
3–5. Totais da série, expectativa e parâmetros da distribuição. Custo total: 8 × 0,04R = 0,32R = 80 PLN em todas as variantes, pois o custo é proporcional ao volume; dividir a posição na regra B não o aumenta.
| Grandeza | Sem intervenção | Regra A | Regra B |
|---|---|---|---|
| Total bruto | +2,50R = +625,00 PLN | +2,00R = +500,00 PLN | +2,25R = +562,50 PLN |
| Custo (8 × 10 PLN) | −0,32R = −80,00 PLN | −0,32R = −80,00 PLN | −0,32R = −80,00 PLN |
| Total líquido | +2,18R = +545,00 PLN | +1,68R = +420,00 PLN | +1,93R = +482,50 PLN |
| Expectativa líquida por operação | +0,2725R = +68,13 PLN | +0,2100R = +52,50 PLN | +0,2413R = +60,31 PLN |
| Operações vencedoras, líquidas | 3 de 8 = 37,5% | 2 de 8 = 25,0% | 3 de 8 = 37,5% |
| Operações perdedoras, líquidas | 5 de 8 = 62,5% | 6 de 8 = 75,0% | 5 de 8 = 62,5% |
| das quais saídas com resultado bruto zero (líquido −0,04R) | 0 | 3 | 2 |
| Ganho médio / perda média, líquidos | 2,46R / 1,04R | 2,46R / 0,54R | 1,71R / 0,64R |
| Razão ganho/perda, líquida | 2,37 | 4,56 | 2,67 |
| Ganho médio / perda média, brutos | 2,50R / 1,00R | 2,50R / 1,00R | 1,75R / 1,00R |
| Razão ganho/perda, bruta (para comparação) | 2,50 | 2,50 | 1,75 |
| Drawdown máximo bruto | 3,00R = 750 PLN | 3,00R = 750 PLN | 2,00R = 500 PLN |
| Drawdown máximo líquido após os encerramentos | 3,12R₀ = PLN 780 | 3,20R₀ = PLN 800 | 2,12R₀ = PLN 530 |
As linhas brutas excluem saídas em zero, pois antes dos custos elas não são ganho nem perda; as linhas líquidas as contam como perdas, conforme a seção 1. Por isso as duas razões se comportam de modo diferente e só podem ser comparadas dentro da mesma convenção.
Conferência da fórmula na referência. E_R=0,375×2,50−0,625=0,9375−0,6250=+0,3125R brutos; descontar o custo de 0,04R dá +0,2725R, igual à tabela. Total da sequência: 8×0,3125R=2,50R, também confere.
6. Trajetórias e drawdown. Total acumulado sem intervenção: 2,50 → 1,50 → 0,50 → −0,50 → 2,00 → 1,00 → 3,50 → 2,50. Pico de +2,50R após a primeira operação, fundo de −0,50R após a quarta: 3,00R. Regra A: 2,50 → 1,50 → 1,50 → 0,50 → 0,50 → −0,50 → 2,00 → 2,00. Mesmo pico, fundo de −0,50R após a sexta operação: 3,00R. Regra B: 1,75 → 0,75 → 0,75 → −0,25 → 1,50 → 0,50 → 2,25 → 2,25. Pico de +1,75R, fundo de −0,25R: 2,00R.
7. Escolha com limite de 2,5R₀. As sequências completas de encerramentos têm drawdown líquido de 3,12R₀ na referência, 3,20R₀ em A e 2,12R₀ em B. Só B cabe no critério e completa a sequência, apesar do total líquido menor que o da referência. Se a interrupção for executada, compare as sequências truncadas separadamente: a referência para após a quarta operação em −0,66R₀, A após a sexta em −0,74R₀ e B termina em +1,93R₀. Isso difere dos totais completos da tabela. O drawdown dentro das operações é desconhecido; só se mede o patrimônio após cada encerramento.
a = 2, b = 1 e RR = 2,5, ou seja, Δ = 2 − 2,5 = −0,5R; para a regra B, a = 2, b = 3, q = 1, f = 0,5, ou seja, Δ = 0,5 × (4 − 4,5) = −0,25R. A única forma de conhecer esses números é calculá-los na própria amostra, exatamente como neste exercício.p × RR − (1 − p)) dá o mesmo número na referência — confere. A razão bruta só cai no encerramento parcial, pois só ele reduz o ganho médio — confere. A razão líquida tem outro comportamento, também uma conferência: em A ela sobe para 4,56, pois três saídas brutas em zero viram pequenas perdas de 0,04R e reduzem a perda média para 0,54R. Se alguma conferência falhar, o erro está na base, nas unidades ou na casa decimal.O cálculo da seção 6 e este exercício respondem à mesma pergunta em duas amostras e dão duas respostas diferentes. Não há contradição; os dois números são resultados. No próximo artigo medimos drawdown por duas definições, estabelecemos quando ele ainda cabe nos parâmetros assumidos e quando sinaliza falha, e registramos o procedimento de interrupção com a condição de retomada.
Perguntas e respostas
Quando devo mover a saída de proteção para a entrada?
Encerrar metade da posição em +1R₀ melhora o resultado?
Por que uma razão retorno/risco alta não basta?
Posso adicionar a uma posição perdedora?
Qual parâmetro de saída móvel devo escolher?
Como medir o efeito da intervenção na mesma sequência?
Fontes e bibliografia
- TradingView, Chandelier Exit — candidato a partir da máxima ou mínima do período e ATR; documentação da implementação, não evidência de desempenho. Escopo de verificação: cálculo, entradas e variabilidade do candidato; sem estudo de resultados.
- MetaQuotes, Ajuda MT5: Trailing Stop — atualizações da plataforma e manutenção do último SL após desligar. Escopo de verificação: trailing stop e limites operacionais; sem testar serviço específico.
- MetaQuotes, Ajuda MT5: Netting e Hedging — uma posição no netting versus posições separadas no hedging, herança e substituição do SL após adicionar. Escopo de verificação: sistema de contabilização de posições e herança de SL/TP; não é contrato de corretora.
- StockCharts ChartSchool, Chandelier Exit — fórmula e parâmetros 22/3 como convenção da documentação. Escopo de verificação: introdução, cálculo e descrição dos parâmetros; sem medição de stop ótimo.
- TradingView, Chandelier Exit — a distância do candidato muda com volatilidade e extremos da janela; diferencie o indicador de um stop que nunca é afrouxado. Escopo de verificação: cálculo e entradas; uma imagem de configurações não é prova de valores padrão.
- ESMA, Decisão (UE) 2018/796 — faixa histórica de 74–89% no aviso padrão, não porcentagem atual de todo o mercado. Escopo de verificação: considerandos sobre estudos e Anexo II. Essa decisão histórica não é a base atual da intervenção nacional.