Risco de eventos, gaps de preços e limites do Valor em Risco

Um gap pode levar a execução muito além da saída de proteção. Em uma posição ilustrativa com orçamento de 100 USD, uma distância cinco vezes maior que a planejada significa perda de preço de 500 USD antes de taxas separadas. Nesta lição, você calculará o cenário a partir de volume, valor do pip, preços e moeda da conta. Vai distingui-lo do quantil VaR, da perda esperada na cauda e dos resultados dos testes de estresse, registrando as premissas de cada cálculo. O stop define uma condição de ação; uma ordem comum não garante preço nem perda máxima. A volatilidade será parâmetro de um modelo, não substituto da consequência do gap. A dependência entre várias posições foi calculada em 9.9.

Modelo para EUR/USD de 0,40 lote e 10 USD/pip/lote. Os 35 pips estão além do stop, mas a perda integral de preço usa 60 pips desde a entrada. Os preços incluem spread; outros encargos são separados. O desenho de preços e distribuição é esquemático, sem medições históricas.
Principais pontos em 60 segundos
  • A saída de proteção define a perda pretendida; a perda real depende do preço de execução. Você escolhe o nível de acionamento, o mercado escolhe a execução — dentro de um gap, não há preço intermediário entre eles
  • A perda com gap é calculada separadamente — como volume × valor do pip × distância real até o preço de execução. A distância até a saída de proteção não entra nessa fórmula nem limita o resultado; também não existe tamanho de salto acima do qual se possa dizer que é impossível
  • VaR é um quantil da distribuição de perdas. No modelo, VaR(95%, 1 dia) é um valor que a perda não supera com probabilidade de pelo menos 95%. Um modelo paramétrico não garante que exatamente 95% das observações de uma amostra histórica fiquem abaixo de seu resultado.
  • Um teste de estresse responde a outra pergunta — qual será a perda se um conjunto especificado de mudanças de preços se repetir. Não fornece probabilidade, e o resultado depende inteiramente dos cenários escolhidos por você
  • Um evento agendado permite agir em relação ao horário anunciado. Para surpresas, continuam disponíveis regras permanentes: limites de exposição, cenário de gap aceitável, regras de manutenção das posições e eventuais proteções contratuais. Horário desconhecido não significa preparação impossível.

1. Risco de eventos: salto sem preços intermediários

Risco de eventos inclui mudanças súbitas de preços, volatilidade, liquidez ou condições de execução. O gap é uma trajetória possível: cotações disponíveis sucessivas pulam níveis intermediários. Após ser acionado, um stop comum tenta encerrar a posição conforme as regras do serviço; o preço depende das ofertas disponíveis e da execução. Tipos de ordens específicos são tratados na seção 2 do curso.

Duas execuções hipotéticas de compra de EUR/USD com 0,40 lote: 25 pips dão 105,60 USD líquidos; 125 pips dão 505,60 USD, ambas incluindo comissão de 5,60 USD.
Execuções assumidas de 1,0830 e 1,0730 para entrada em 1,0855. As velas são esquemáticas, sem escala histórica de cotações. Comissão de ida e volta: 14 USD/lote×0,40=5,60 USD. Um stop comum não garante preço; spread e saltos já incluídos nos preços não são acrescentados novamente.

Três motivos pelos quais esse cálculo geralmente nem chega à planilha:

  1. Um teste histórico calcula uma execução em um preço que talvez nunca tenha existido. O registro de candles fornece os extremos do intervalo e nada informa sobre a ordem e a disponibilidade de transações nele; um simulador geralmente supõe que todo nível alcançado pelo candle poderia ter sido negociado. Em um salto, isso é falso, e o erro sempre age na mesma direção — contra a validade do cálculo.
  2. Acionamento não é execução. O nível de acionamento foi escolhido por você; o preço de execução é imposto pelo mercado. São dois números distintos, e apenas o segundo determina o que sai da conta.
  3. Uma amostra sem evento não descreve a distribuição com evento. Cerca de uma dúzia de divulgações tranquilas seguidas não constitui cerca de uma dúzia de observações independentes do regime em que a liquidez acabou, mas cerca de uma dúzia de observações do regime em que não acabou. O número de operações não é o número de observações independentes.
Um modelo de distribuição e um cenário respondem a perguntas diferentes. Knight distinguiu risco mensurável de incerteza.13 Mesmo assim, saber o horário da divulgação não torna conhecida a distribuição da reação. VaR exige uma distribuição, mesmo estimada com incerteza; um cenário definido exige preços e volume, mas não lhes atribui probabilidade por si só. Os dois métodos podem ser úteis com conhecimento limitado, desde que se declare o alcance da conclusão.
Níveis esquemáticos: entrada 1,0855, stop 1,0830 e execução assumida 1,0795. Não há ofertas desenhadas no stop. A distância da entrada à execução é de 60 pips.
Modelo de uma escada de preços, sem medir livro de ordens nem mostrar captura de plataforma. Pular o nível não confirma, por si só, a ativação; isso depende da leitura apropriada definida pelo serviço. A execução assumida está 35 pips além do stop e 60 pips distante da entrada.

1.1. A janela de divulgação muda o custo de execução

Para os cálculos de risco, o calendário econômico tem uma consequência a calcular: a distribuição de preços e os custos de execução podem mudar na janela de divulgação — o spread dos dois lados, as distâncias mínimas das ordens pendentes e o slippage; uma posição aberta nesse momento tem distribuição de resultados diferente da mesma posição em hora tranquila.10 O que é divulgado, quando e como interpretar pertence à seção 6 do curso. Posicionamento extremo e interpretação dos relatórios de posições pertencem à seção 7 do curso. Modelos, políticas e comparações de execução pertencem às seções 11–13.

D deve ser uma distância claramente definida no cálculo de volume. Se for medida entre entrada real e o lado correto do preço de saída, o spread já está nos preços: V=R/[((D+G)w)+c]. Some S apenas se D vier de um preço de referência sem spread. A comissão de ida e volta c é por lote; o financiamento exige uma variante adicional de prazo de manutenção. Cálculo completo — 9.5.

O calendário, porém, nada diz sobre um evento que não aparece nele — tema do restante do artigo.

Calendário e linha do tempo antes, durante e depois da divulgação: decisão e volume, preço desconhecido e cálculo posterior da execução.
Consulte horário e fuso no calendário apropriado. O gráfico não apresenta agenda de NFP nem FOMC. Um evento agendado pode permitir tempo para decidir, mas sozinho não estabelece preço de execução, distribuição das perdas nem volume correto.
Risco de execução em duas dimensões: evento agendado ou não e liquidez disponível quando a ordem de proteção busca contraparte. SNB 2015 está na coluna “não anunciado”. A liquidez anterior ao anúncio não descreve as condições no salto seguinte; as células não atribuem parâmetros fixos de execução aos eventos. Descrições qualitativas; valores numéricos exigem instrumento, janela e intermediário.
Mapa de risco de execução: anúncio versus liquidez Quatro células ilustram o anúncio e a liquidez disponível. Só horário e anúncio não estabelecem o tamanho da perda. SNB 2015 é mudança de regime e ruptura abrupta do mercado. GBP 2016 e JPY 2019 ilustram eventos em períodos de pouca atividade. Nenhuma célula estabelece perda máxima. Desvio do preço de execução — anúncio versus liquidez AGENDADO (divulgações, decisões) NÃO ANUNCIADO (intervenções, choques) Mais ofertas (antes do evento) Menos ofertas (possível interrupção) PREPARAÇÃO Verifique exposição e cenário O custo de execução pode mudar SEM CONTAGEM REGRESSIVA A reação pode ser tardia Limites de exposição predefinidos SNB 2015 — mudança de regime CUSTO INCERTO O spread pode aumentar Verifique os termos da ordem SALTO GRANDE Gap sem preço intermediário Garantia depende do fornecedor libra 2016, iene 2019 Esquema: preparação não anunciado custo incerto salto
Um ícone de relatório COT é separado da próxima perda por um sinal de desigualdade. O relatório não substitui nocional, preço de execução, custos nem conversão.
O posicionamento pode fornecer o contexto analítico tratado na seção 7 do curso. Não é multiplicador nem direção certa do próximo movimento. As barras simbólicas não medem posições da CFTC; calcular a perda exige preço de execução, nocional e custos.

2. Gaps: três situações e três eventos descritos por níveis

O mercado cambial descentralizado não tem um registro consolidado de todos os negócios. Para quem mantém uma posição, gap significa principalmente salto nos preços disponíveis para execução em um local específico de negociação. A ausência de negócios em uma plataforma não prova que não havia ofertas em lugar algum. Para uma compra, confira o bid usado na venda; para uma venda, o ask usado na recompra, conforme as condições de acionamento da ordem.

2.1. Uma pausa nas negociações

Horários e pausas das cotações seguem a especificação de cada instrumento. A semana típica de cotações de FX de varejo tem pausa da sexta-feira ao domingo à noite, mas isso não estabelece um horário único para todos os serviços. Um feriado de uma moeda não fecha automaticamente o mercado inteiro. Eventos na pausa podem alterar os primeiros preços disponíveis; mesmo após reabrir, as posições não precisam saltar pelo mesmo valor.

A convenção para o tamanho de um evento. Informe o tamanho de um gap por níveis de preço com data e hora, não por um número de pips. O mesmo gap tem tamanhos diferentes em pips conforme a referência seja o último preço antes da pausa, o nível da sua ordem ou o piso cambial retirado. Pips sem referência explícita não constituem um dado — são a escolha de outra pessoa, copiada sem conferência.

2.2. Os três eventos de onde vêm os números deste curso

Os três eventos abaixo são descritos em um único lugar neste curso — aqui. As outras lições da seção usam esta tabela para suas magnitudes. Cada evento tem uma fonte primária, um horário e níveis de preços em vez de pips.

Evento e fonteData e horaReferênciaExtremoRecuperaçãoTamanho em pips — conforme a referência
Fim da taxa de câmbio mínima EUR/CHF pelo Banco Nacional Suíço515 de janeiro de 20151,20 CHF por EUR — piso de política cambial retiradoSegundo o SNB, a taxa interbancária caiu para cerca de 0,85 nos primeiros minutos.14À tarde, voltou para perto da paridade, em torno de 1,00; não é uma taxa de fechamento universal.1,20→0,85: cerca de 3.500 pips; 1,20→1,00: cerca de 2.000. A referência inicial é o antigo piso da política, não um preço de entrada especificado.
Queda de GBP/USD67 de outubro de 2016, a partir de cerca de 00:07:03 BST (horário de verão de Londres)Cerca de 1,2600 — ponto médio das melhores cotações da Reuters Matching1,1491 — mínimo negociado na Reuters Matching às 00:07:41 BST. O relatório descreve preços menores em outros locais e execuções canceladas ou alteradas.Negócios perto de 1,20–1,22 entre 00:08 e 00:09; a liquidez permaneceu comprometida por mais tempo.Os pontos selecionados diferem em 1.109 pips. Comparamos um ponto médio inicial com um mínimo negociado; não fingimos ser uma série uniforme de preços de execução.
Movimentos do iene e do dólar australiano73 de janeiro de 2019, cerca de 9:36 AEDTTaxas imediatamente anteriores aos movimentos em cada parO JPY ganhou cerca de 3% contra o USD em 30 segundos. AUD/USD começou a se mover cerca de 30 segundos depois e continuou por cerca de dois minutos; AUD/JPY caiu cerca de 7%.O movimento se reverteu parcialmente em minutos; os spreads voltaram ao normal em aproximadamente uma hora.Porcentagens e horizontes se referem a pares diferentes. Não recontamos todo o episódio como “7% em 30 segundos”.
O evento de 7 de outubro de 2016 não é a noite do referendo de 23 de junho de 2016. O relatório não identifica uma causa única: descreve a combinação de pouca liquidez naquele horário, fluxos ligados a opções, acionamento de ordens de proteção e uma divulgação desfavorável à libra.6 Atribuir o estudo ao Banco da Inglaterra é impreciso — ele foi publicado pelo Comitê de Mercados do Banco de Compensações Internacionais como Markets Committee Papers nº 9, em 13 de janeiro de 2017.
Não calcule a média das divergências entre plataformas. Nos dois episódios, os preços de plataformas distintas diferiram, e alguns negócios foram cancelados. A média daria um número que ninguém viu em conta alguma. Para calcular risco, use a magnitude que poderia valer para sua conta e registre a origem — não existe um único preço "verdadeiro" para o fundo do evento; há tantos preços quantos locais em que houve transações.
Três datas confirmadas por fontes primárias: decisão do SNB em 15 de janeiro de 2015, episódio da libra em 7 de outubro de 2016 e do iene em 3 de janeiro de 2019. Sem escala de tempo.
As datas foram verificadas no comunicado completo de uma página do SNB, no resumo do relatório do BIS e no Quadro B completo do RBA. Não se reconstrói gráfico de preços, profundidade de mercado nem execução de cliente. Mercados e horizontes diferentes não formam uma medição comparável de perdas.

2.3. Eventos sem calendário

Uma intervenção ou decisão política inesperada não fornece janela de ação com contagem regressiva. Mesmo assim, você pode definir exposição máxima, cenários de gap permitidos e condições para manter posições nas pausas. A preparação não prevê data nem tamanho do choque real.

Cenário de pausa nas cotações com saída a 500 pips da entrada: 0,40 lote, 10 USD por pip por lote e comissão de 14 USD por lote dão perda líquida de 2.005,60 USD.
Ilustração de EUR/USD sem preços históricos de USD/TRY nem eixo de medição. Os 500 pips completos vão da entrada à execução assumida; a comissão cobre ida e volta. O mesmo gap não é contado duas vezes. Preços reais e condições do serviço podem produzir outro resultado.

3. Cálculo da perda com gap — dois cenários de salto

Perda de preço e perda líquida

A tabela abaixo, com V=0,40 lote e patrimônio antes do evento de 10.000 USD, mostra apenas diferenças de preços, com spread já incluído. Comissão de ida e volta de 14 USD/lote soma 5,60 USD. Para distâncias de 25, 50, 125, 500 e 3.500 pips, as perdas líquidas são 105,60 USD; 205,60; 505,60; 2.005,60 e 14.005,60, ou 1,056%; 2,056%; 5,056%; 20,056% e 140,056% do patrimônio inicial. O financiamento é explicitamente omitido. Não se soma slippage novamente a uma distância que já contém o preço real de execução.

Conhecidos volume e preço de execução, a perda por diferença de preços dispensa o stop planejado. Mesmo assim, o stop afeta indiretamente o resultado se sua distância definiu o volume com R fixo: stop mais curto aumenta V e a perda com o mesmo gap.

Sact = V × w × Dact

V — volume em lotes; w — valor do pip de um lote, em unidades de moeda da conta/(pip × lote); Dact — distância real entre execução e entrada, em pips. Valor bruto; a variante líquida exige somar comissão. Veja o que falta na fórmula: a distância D do cálculo de tamanho da posição não aparece. Depois que o nível é ultrapassado, deixa de influenciar o resultado.

Dados de entrada — valores ilustrativos; obtenha os seus na especificação do instrumento e nos documentos da conta. Capital atual de 10.000 USD, moeda da conta USD. Instrumento: EUR/USD; a moeda de cotação é a da conta, e a taxa de conversão Kconv = 1. Valor do pip w = 10 USD/(pip × lote). Risco por operação 1,00% do capital atual, ou R = 100 USD — porcentagem ilustrativa, cujo nível depende da taxa de acerto, da relação entre lucro e perda e do drawdown que você aceita (9.3). Distância até a saída de proteção D = 25 pips, incremento de volume de 0,01 lote.

V = R / (D × w) = 100 USD / (25 pips × 10 USD/(pip × lote)) = 0,40 lote

Verificação do volume nominal: 25×10×0,40=100 USD, ou 1% do patrimônio de 10.000 USD. D=25 pips mede da entrada real à saída planejada, incluindo spread. Com G=2 pips e comissão de ida e volta c=14 USD/lote ilustrativos: V=100/[(27×10)+14]=0,35211 lote. Arredondar para baixo ao incremento de 0,01 dá 0,35 lote; risco no cenário=27×10×0,35+14×0,35=99,40 USD, 0,994%. Mantemos 0,40 lote nominal abaixo para isolar o efeito do gap. Com 0,35 lote, as perdas de preço são 12,5% menores, e a comissão separada é 4,90 USD.

Cenário de execuçãoDistância real DactPerda: % do capital atual (valor)Múltiplo do risco planejado
Execução no nível da ordem — sem gap25 pips1,00% (100 USD)1,0×
Salto de duas vezes a distância50 pips2,00% (200 USD)2,0×
Salto de cinco vezes a distância125 pips5,00% (500 USD)5,0×
Salto de 500 pips — valor assumido500 pips20,00% (2.000 USD)20,0×
Distância do evento de 15 de janeiro de 2015 entre a referência e o mínimo intradiário14, aplicada a esta posição como exercícioaprox. 3.500 pips140,00% (14.000 USD)140×

A última linha transfere apenas a distância, sem reproduzir o evento: era EUR/CHF, cujo valor do pip usa USD/CHF na conversão e difere dos 10 USD/(pip × lote) assumidos aqui. O cálculo mostra apenas a escala do fenômeno.

A última linha exige explicação. Perda de 140% do patrimônio atual supera mecanicamente os recursos da conta: a posição fecha ao primeiro preço disponível, deixando diferença negativa entre valor da conta e perda no fechamento. O tratamento depende do contrato e do regime da conta, descritos na seção 13 do curso. Nenhuma linha é um “pior caso”; são cinco pontos escolhidos de uma distribuição cujo limite direito este cálculo desconhece.

3.1. Gap em uma pausa de negociação e gap intradiário — dois cálculos distintos

A fórmula anterior vale nos dois casos. A tabela compara uma pausa conhecida nas cotações com um episódio intradiário rápido e inesperado, como o movimento da GBP em 2016; não define todo gap intradiário. Uma divulgação agendada também pode gerar gap, oferecendo antes uma oportunidade de mudar a exposição. Reabertura e cotações disponíveis dependem do instrumento, mercado e serviço de execução.

CaracterísticaGap em uma pausa conhecida de negociaçãoEpisódio intradiário rápido e inesperado
O que você sabe antesa reabertura agendada do instrumento; não o tamanho do movimento nem um preço garantido de execuçãoneste exemplo, nem horário nem tamanho são conhecidos antes; isso não vale para toda divulgação agendada
Janela de decisão anterioro tempo antes da pausa prevista, enquanto ainda é possível mudar a exposiçãopode ser curta demais para reagir ao início do movimento; a política de risco é definida antes
Duração do salto em sido último preço antes da pausa a uma cotação disponível após reabrir; depois surgem novos preçosno episódio citado da GBP, cerca de 40 segundos do início ao mínimo especificado da Reuters6
O que muda o tamanhoo que ocorreu na pausa e a duração da própria pausaa densidade das ofertas naquele horário
Quantas posições atinge juntasposições cujos preços, avaliações ou execução mudaram na pausa; não precisam sofrer o mesmo gapdepende do evento e das relações; os efeitos podem abranger várias moedas e instrumentos
Se a recuperação de preço ajudao preço pode se recuperar depois; isso não desfaz a perda de uma posição já fechadaem posição ainda aberta, a recuperação muda a avaliação; em uma fechada, não desfaz a liquidação
O parâmetro sob seu controlevolume, concentração, tempo de manutenção e regra para manter exposição na pausavolume, concentração, tempo de manutenção e política de execução definida antes; durante o episódio, só o que tempo e mercado disponíveis permitirem

A linha sobre recuperação do preço exige um cálculo, pois parece contraintuitivo: o preço voltou em dois minutos, dando a impressão de que nada aconteceu. Vamos aplicar o evento de 7 de outubro de 2016 a uma posição calculada pelas regras do curso.

Dados (ilustrativos): capital atual de 10.000 USD, conta em USD; uma posição comprada em GBP/USD aberta a 1,2600, saída de proteção em 1,2560, isto é, D = 40 pips; w = 10 USD/(pip × lote), moeda de cotação igual à da conta; então Kconv = 1. Volume de 0,40 lote.

Risco planejado: 40 × 10 × 0,40 = 160 USD, ou 1,60% (160 USD) do capital atual
Execução a 1,1491: Dact = 1,2600 − 1,1491 = 1.109 pips
Perda real: 1.109 × 10 × 0,40 = 4.436 USD, ou 44,36% (4.436 USD) do capital atual

Múltiplo: 4.436 / 160 = 27,7× — exatamente 1.109 / 40. É a mesma conferência do exercício final: o múltiplo de superação do plano é a razão entre distância real e planejada, independentemente do volume e do valor do pip.

Recuperação do preço não desfaz a liquidação. O câmbio voltou a cerca de 1,20–1,22 em aproximadamente dois minutos.6 Na conta, isso nada muda: a posição fechou, saíram 4.436 USD do capital, e entrar a 1,21 é uma nova posição com novo risco — agora calculada sobre 5.564 USD. Na mesma fração de 1,60%, o risco da próxima operação é 89 USD em vez de 160, e o volume com distância de 40 pips cai de 0,40 para 0,22 lote. "O mercado recuperou" descreve o gráfico; a conta continua no estado deixado pelo fechamento. Ressalva: os valores acima supõem execução no mínimo; outro preço muda o resultado, não o mecanismo.

3.2. Distância que esgota o capital — e por que independe do valor do pip

A pergunta "qual salto esgota esta conta" tem solução em forma fechada, mais simples do que parece. Buscamos a distância na qual a perda iguala o capital: K = V × w × Dexh. Substituímos o volume calculado pelo tamanho da posição, V = (K × r) / (D × w):

Dexh = K / (V × w) = K / ( (K × r)/(D × w) × w ) = (K × D × w) / (K × r × w) = D / r

Capital, valor do pip e moeda da conta se cancelam. Resta a distância até a saída de proteção dividida pela fração de risco. Com risco de 1,00%, a distância que esgota o capital é cem vezes a distância de saída, em qualquer instrumento e tamanho de conta — no modelo nominal, com volume exatamente igual ao resultado da fórmula, sem arredondamento nem custos; incremento, volume mínimo e comissão mudam o resultado, como mostra a seção 8.3.

Risco por operação rDexh como múltiplo de Dpara D = 25 pipspara D = 40 pipspara D = 100 pips
0,25%400×10.000 pips16.000 pips40.000 pips
0,50%200×5.000 pips8.000 pips20.000 pips
1,00%100×2.500 pips4.000 pips10.000 pips
2,00%50×1.250 pips2.000 pips5.000 pips
5,00%20×500 pips800 pips2.000 pips

Compare agora a célula em negrito com a distância de 15 de janeiro de 2015: cerca de 3.500 pips da referência ao mínimo intradiário.14 Uma posição com risco de 1,00% e distância de 25 pips — exatamente a da seção anterior — esgota o patrimônio em 2.500 pips, abaixo da distância documentada no curso. Não é necessária premissa adicional: o volume decorre da regra já aplicada pelo leitor.

Risco r com D = 25 pipsVolumePerda com salto de 3.500 pips% do capital atual de 10.000 USD
0,25%0,10 lote3.500 USD35,00%
0,50%0,20 lote7.000 USD70,00%
1,00%0,40 lote14.000 USD140,00%
2,00%0,80 lote28.000 USD280,00%

A linha de 1,00% coincide com a última linha da tabela inicial desta seção — o mesmo número por outro caminho, conferência pertinente aqui. A conclusão não defende uma porcentagem específica. Demonstra que escolher o risco por operação também escolhe, sem decisão separada, a distância na qual a conta se esgota. Quem define 1,00% considerando apenas a duração da possível sequência de perdas (9.2) define, de passagem, Dexh em cem vezes a distância de saída, embora não tenha decidido isso separadamente. Ressalva no mesmo parágrafo: Dexh também não é um limite de possibilidade. É a distância em que a perda iguala o capital; saltos maiores são possíveis, e a diferença fica negativa.

3.3. O que a saída de proteção oferece e o que não oferece

OfereceNão oferece
Com ordem ativa e aceita e sistema funcionando: envio para fechamento ao cumprir a condição de acionamento, sem nova decisão durante a perdaGarantia de fechamento nesse nível
Possibilidade de calcular antecipadamente a perda pretendida e incluí-la no dimensionamento como RGarantia de perda real dentro da pretendida
Plano de nível de acionamento; o desvio da execução precisa ser estimado separadamenteSlippage pequeno só porque as cotações são contínuas; importam profundidade, volume, latência e política de execução
Decisão sobre o que invalida a intenção tomada antes da entrada (9.4)Existência de limite superior para o desvio — não há; cada número citado é um valor típico
A saída de proteção registra a intenção e deixa a execução ao mercado. Registra o nível em que você desiste da posição e elimina a necessidade de decidir no pior momento. O preço em que isso ocorre não faz parte do registro. Toda a diferença está na coluna Dact da tabela acima.

4. Slippage e saída de proteção garantida

Slippage é a diferença entre o preço de referência de uma ordem e o de execução. Pode ser desfavorável ou favorável; o cenário de perda trata do lado desfavorável. Gaps, pouca profundidade e tempo de execução podem ampliá-lo. A perda total usa a distância real da entrada à saída, mais taxas não incluídas nos preços. Uma execução não fornece parâmetro universal para outros instrumentos e horários.

O mecanismo tem quatro etapas; só a quarta aparece no extrato:

  1. Antes de uma divulgação esperada, as ofertas rareiam dos dois lados: cotar nessa janela dá prejuízo a quem publica o preço, então algumas ofertas desaparecem ou são afastadas.11
  2. Um preço exibido pode não ser vinculante até ser aceito — a política de execução do serviço explica como; comparações de serviços e modelos de execução pertencem às seções 11–13 do curso.
  3. Depois de acionada, a ordem de proteção exige liquidez imediata e aceita o preço disponível, pois a alternativa é não executar.
  4. Resultado: execução ao primeiro preço disponível, distante do nível da ordem por um valor desconhecido quando ela foi colocada.
O acionamento não estabelece o preço de execução. Uma ordem de execução imediata pode encontrar preço pior quando a liquidez desaparece. Também pode receber preço melhor; só o tipo de ordem não define o sinal de todo desvio. Um cenário de estresse assume preço adverso especificado e calcula seu efeito. Tipos de ordens pertencem à seção 2; comparações de serviços e políticas de execução pertencem às seções 11–13.
Três fases: ultrapassar o nível da ordem, leitura adequada de acionamento e execução. O acionamento segue os termos do serviço; não se pressupõe leitura de preço na ausência completa de cotações. Compra de 0,40 lote em EUR/USD: entrada 1,0855, saída de proteção 1,0830 (25 pips), execução 1,0795 — valores ilustrativos. Verbetes: pip, bid e ask
Três fases da execução de uma ordem de proteção Antes do evento, livro cheio: bid 1,0850, ask 1,0851, saída de proteção 1,0830. No evento, o nível do stop é pulado sem ofertas nem leitura adequada ali. Na primeira leitura apropriada, ocorre acionamento conforme os termos do serviço. Execução ilustrativa a 1,0795, 35 pips além do nível da ordem. Para compra de 0,40 lote desde 1,0855, a perda pretendida é 25 pips e 100 USD; a real, 60 pips e 240 USD. Do acionamento à execução — três fases (valores ilustrativos) ANTES (–5 min) Livro de ordens: cheio Spread: 1,0 pip Bid: 1,0850 | ask: 1,0851 Saída de proteção: 1,0830 INSTANTE (0 ms) Ofertas desaparecem dos dois lados Nível do stop pulado Sem ofertas nesse nível Sem leitura adequada EXECUÇÃO (+200 ms) Acionamento: leitura adequada Bid: 1,0795 Execução: 1,0795 Desvio: 35 pips Perda pretendida e real (capital atual de 10.000 USD, 0,40 lote de EUR/USD) Pretendida: 1,00% = 25 pips × 4 USD = 100 USD Real: 2,40% = 60 pips × 4 USD = 240 USD Garantia: liquidação especificada nos termos aceitos Taxas e condições da garantia seguem a especificação do serviço.

4.1. Saídas de proteção garantidas e dois limites da garantia

A saída garantida é compromisso contratual do fornecedor de executar em um nível especificado. Confira instrumentos elegíveis, distância mínima, regras de acionamento e cálculo da taxa. O prêmio não precisa ser somado ao spread nem cobrado só por colocar a ordem: a especificação verificada do serviço de exemplo o cobra separadamente apenas quando há acionamento.16 Isso ilustra condições, não recomenda um serviço.

Uma mudança na distância mínima pode restringir novas ordens ou alterações. Isso não estabelece que o fornecedor possa invalidar arbitrariamente uma garantia aceita. Qualquer direito assim deve decorrer do contrato específico. Leia as condições da conta antes de usar; compará-las pertence às seções 11–13.

O compromisso do fornecedor também depende de sua capacidade de cumprir obrigações. A informação do FSCS sobre a insolvência da Alpari (UK) após o episódio de 2015 documenta o problema dessa empresa;12 não prova falha de uma ordem garantida específica. Direitos dos clientes e proteção jurídica pertencem à seção 13.

Avalie o custo pelas regras de cobrança: prêmio pago só no acionamento não é custo certo de toda colocação. Compará-lo ao slippage esperado exige uma distribuição do slippage, não uma leitura média; isso também não esgota sua função contra grandes perdas. Informe antes se o custo numérico diz respeito à colocação, ao acionamento ou à manutenção.

Dois modelos: stop comum sem preço garantido e garantia aceita que cobre apenas suas condições contratuais. Verifique instrumento, preço, volume e prêmio.
O diagrama distingue conceitos sem descrever uma oferta atual de corretora. Confirme a garantia aceita, o volume coberto, o instrumento e a cobrança do prêmio no acordo aplicável. Mudanças nas condições de novas ordens não comprovam cancelamento de uma garantia aceita.
Um formulário com distância, volume e prêmio leva a um símbolo de rejeição. A ausência de aceitação não confirma nova proteção.
O ícone de rejeição não imita uma mensagem de plataforma específica. Verifique o status e a especificação atual antes de contar com a proteção. Um erro isolado não estabelece condições gerais de garantia nem as aplicáveis a ordens já aceitas.

5. A ficha do Valor em Risco (VaR)

Por que não somamos VaRs individuais

Modelo discreto, perda de um dia em USD: cada uma de duas posições independentes perde 100 USD com probabilidade de 4%, e zero nos demais casos. Cada VaR95 é 0, pois P(L≤0)=96%. Para a carteira, P(Lsum=0)=0,96²=92,16%, P(Lsum=100)=7,68%, P(Lsum=200)=0,16%, então VaR95 da carteira=100 USD>0+0. ES95 individual=(0,04×100)/0,05=80 USD. Os piores 5% da carteira consistem em 0,16% a 200 USD e 4,84% a 100 USD: ES95=(0,0016×200+0,0484×100)/0,05=103,20 USD≤160 USD. Isso ilustra definições, sem afirmar frequências reais de perdas em Forex.

Para a variável de perda L, usamos VaRα=inf{l:P(L≤l)≥α}. Informe nível de confiança, horizonte e método junto do resultado. É um limiar da distribuição, não perda máxima nem preço em que se pode fechar uma posição. VaR paramétrico refere-se ao modelo assumido; o histórico, à distribuição empírica e à convenção de quantil especificadas.

A fórmula (variante paramétrica):

VaRα=E×(zα σh−μh). Com média assumida μh=0, simplifica para E×zα σh.

α — nível de confiança; zα — quantil da distribuição normal, cerca de 1,645 para 95% e 2,326 para 99%; σh — desvio-padrão do retorno no horizonte h; E — exposição na moeda da conta.

Premissas desta ficha: exposição linear e inalterada E em USD, retornos simples normais em um dia, μ=0 e σ=0,55%, sem custos separados de liquidação. Modelo educacional: nenhuma série confirma σ. Outra distribuição, volatilidade ou dependência pode mudar VaR nas duas direções. Uma cauda distante mais pesada não implica automaticamente valor maior para todo quantil na mesma variância. A revisão das propriedades dos retornos é leitura complementar, sem calibrar esta posição.15

Campo da fichaValor do exemplo
Definiçãoquantil da distribuição de perdas: valor abaixo do qual fica determinada proporção das observações da janela escolhida1
Nível de confiança95% — sempre informado; Valor em Risco sem nível de confiança não é um número utilizável
Horizonte1 dia
Métodoparamétrico, supondo distribuição normal; na sua ficha, anote ao lado o resultado histórico, pois a diferença é informativa
Posição e exposição0,40 lote de EUR/USD = 40.000 EUR; a 1,0800 são 43.200 USD de exposição na moeda da conta
Parâmetro de volatilidadedesvio-padrão das variações diárias de 0,55% — valor ilustrativo; calcule o seu na janela registrada duas linhas abaixo
JanelaDesenho de medição: 250 retornos diários de 251 preços sincronizados. Sem intervalo real de datas — σ é ilustrativo.
Número de observações250 — campo tão obrigatório quanto o anterior. Enquanto ambos estiverem vazios, "Resultado" calcula um parâmetro assumido, não uma medição de uma série
Base de comparaçãocapital atual de 10.000 USD
Resultado3,91% (391 USD) para 95%; 5,53% (553 USD) para 99% — método paramétrico. O resultado histórico exige a série completa de retornos, ausente com σ ilustrativo; a seção 5.1 calcula os dois métodos em uma janela explícita de 20 observações: VaR normal de 378,42 USD, empírico de 380,16 USD e, separadamente, ES de 587,52 USD.

VaR(95%, 1d) = 1,645 × 0,0055 × 43.200 USD = 391 USD
VaR(99%, 1d) = 2,326 × 0,0055 × 43.200 USD = 553 USD

Verificação: o valor a 99% é maior em módulo que a 95%; se ocorrer o contrário, o erro está no quantil. Outra: 391 USD são 3,91% do capital atual, quase quatro vezes o risco planejado desta posição (1,00%). Não há contradição: o risco planejado mede a distância até a ordem de proteção, enquanto o Valor em Risco mede a dispersão da variação diária do câmbio nessa exposição. São grandezas distintas e não devem ser trocadas.

O que esse número não informa — lista para copiar no seu plano:

  1. O tamanho da perda nos 5% restantes dos dias. Em 5% dos dias, ele será superado. O VaR não diz em quanto: pode ser 500, 1.000 ou 5.000 USD.
  2. Se é possível fechar a posição ao preço do modelo — o cálculo supõe execução ao preço atual, excluindo a situação das seções 2 e 3.
  3. O tamanho da perda no dia de mudança do regime de volatilidade: o parâmetro vem do passado da janela, e a volatilidade se agrupa em sequências.
  4. Como o resultado muda se as posições mudarem durante o horizonte.
  5. Se 5% significa um dia a cada vinte, distribuído regularmente — não significa; dias extremos surgem em sequências.
  6. Algo sobre um evento ausente da janela de estimação.

VaRα é quantil de perda para nível α e horizonte informados, não perda máxima possível. Convenção de quantil e amostra discreta afetam a proporção estritamente abaixo do limiar. Um percentil de simulação também se refere a α e modelo escolhidos. Já o MDD histórico é o maior drawdown de uma trajetória observada, não um quantil de 95%. Nenhum desses números, sozinho, limita perdas futuras da conta.

A versão histórica da mesma medida. Em vez de assumir distribuição, use os retornos reais da janela, ordene-os e leia o percentil adequado. O método não assume normalidade; captura as caudas pesadas presentes na janela, e apenas elas. Portanto: uma amostra de 30 dias calmos pode omitir regimes relevantes ao horizonte futuro. O curso adota como convenção ilustrativa uma janela de 250 sessões — cerca de um ano de negociação — com pelo menos um episódio de estresse identificado. O número de sessões é uma escolha editorial sem dedução matemática. Mesmo assim, o resultado descreve apenas eventos presentes na janela.
Vinte perdas-modelo ordenadas: VaR95 empírico de 380,16 USD, ES95 da pior observação de 587,52 USD, VaR normal de cerca de 378,42 USD.
A amostra-modelo tem 20 retornos diários, média de −0,072% e s amostral≈0,488786%. Com exposição de 43.200 USD, a posição 19 define o quantil inverso de 95%; o pior resultado é toda a cauda de 5%. Nenhum deles é perda máxima nem garantia para o dia seguinte.

5.1. Três métodos — premissas e dois resultados calculados

Os três métodos podem dar valores diferentes no mesmo nível e horizonte, mas não precisam. Calculamos VaR normal e histórico na janela explícita abaixo; a simulação permanece descrição das premissas, sem resultado de amostragem aleatória.

Uma janela ilustrativa — vinte variações diárias consecutivas, em porcentagem, para copiar e conferir: +0,42; −0,31; +0,18; −0,55; +0,07; −0,12; +0,64; −0,88; +0,25; −0,04; +0,33; −0,47; +0,11; −0,21; +0,52; −1,36; +0,29; −0,09; +0,16; −0,38. A soma é −1,44; média −0,072%. A soma dos quadrados é 4,6430; variância amostral (4,6430 − 20 × 0,072²) / 19 = 4,53932 / 19 = 0,238912, e desvio-padrão 0,4888%. A posição é a da ficha: exposição de 43.200 USD, capital atual de 10.000 USD.

VaR normal com média estimada: 43.200×[1,644854×0,004887858−(−0,00072)]=378,42 USD, ou 3,784% do patrimônio de 10.000 USD.
VaR95 histórico: ordene 20 perdas L=−r; a posição ceil(0,95×20)=19 a partir da menor é 0,88%. Resultado=0,0088×43.200=380,16 USD, ou 3,802%.
ES95: a média dos piores 5% desta amostra cobre uma observação de 1,36%, resultando em 587,52 USD.

Os dois VaRs são próximos aqui: 378,42 USD e 380,16 USD. O pior resultado, 587,52 USD, é ES95 amostral e também pode ser adotado como convenção de leitura mais conservadora, descrita separadamente, mas não pode ser chamado de quantil empírico inverso padrão de 95% sem explicação. Outras interpolações podem produzir outro resultado.

Retirar −1,36% deixa N=19. Na mesma definição, ceil(0,95×19)=19; o VaR histórico continua em 380,16 USD; ES95 passa a igualar esse valor, pois as piores 0,95 observações têm o mesmo valor de 0,88%. Remover uma observação muda distribuição, N e ES, mas não necessariamente muda esse VaR. Poucas observações de cauda limitam a confiabilidade das duas medidas.

​ParamétricoHistóricoSimulação
O que pressupõea forma da distribuição, normalmente normal, e parâmetros constantes no horizonteque a distribuição futura é a da janela; não assume forma específicamodelo explícito de distribuição e dependência; os sorteios sucessivos não precisam ser independentes
O que exigeforma da distribuição, média μ e desvio-padrão σ no horizonte, nível α e exposição E; μ=0 também é premissa explícitasérie completa de retornos e convenção explícita de leitura do percentildescrição do procedimento de amostragem, número de repetições e semente do gerador
Onde falhaquando forma e parâmetros da distribuição não descrevem o horizonte futurocom poucas observações de cauda ou um regime ausentequando distribuição, dependência ou preços de execução assumidos omitem cenário relevante
Resultado na janela informada3,784% (378,42 USD), μ amostral3,802% (380,16 USD), quantil empírico inversoNão houve amostragem aqui. O resultado dependeria do modelo assumido explicitamente e do número de trajetórias.
O que informar com o resultadoα, horizonte, exposição, distribuição, μ, janela, número de observações e método de cálculo de σjanela, número de observações, convenção do percentildistribuição, número de repetições, forma de sorteio

Daí a conclusão retomada como erro separado na seção 10: VaR sem janela e método não é um número utilizável. Nesta amostra, os VaRs calculados diferem em 1,74 USD, cerca de 0,46% do VaR normal. ES=587,52 USD responde a outra pergunta e não entra no intervalo entre métodos de VaR. Não houve simulação nem resultado simulado. Comparar números entre contas, meses ou pessoas sem os métodos não faz sentido, pois o resultado depende de procedimentos escolhidos separadamente.

Horizonte de trajetória e incerteza da estimação são tarefas diferentes. Um conjunto de 100 resultados pode gerar trajetórias modeladas de 200 resultados para examinar um horizonte de 200 operações. Isso não cria dados reais novos sobre a distribuição. Já a reamostragem comum para avaliar a incerteza de uma estatística de N observações mantém N nos conjuntos reamostrados. Uma trajetória artificial mais longa não equivale a estimar parâmetros com maior precisão. Premissas do método — 9.2.

5.2. Escala temporal — uma raiz quadrada que assume independência

O Valor em Risco para horizonte maior costuma ser convertido pelo multiplicador √h:

VaR(95%, 5d) = 391 × √5 = 391 × 2,2361 = 874 USD, ou 8,74% (874 USD)
VaR(95%, 10d) = 391 × √10 = 391 × 3,1623 = 1.236 USD, ou 12,36% (1.236 USD)

Dias úteis, dias corridos e pausas de cotação são horizontes distintos. Cinco sessões consecutivas nem sempre incluem fim de semana, dependendo do início. O fim de semana, sozinho, não prova que √h seja uma estimativa inferior. O modelo deve cobrir o período real de manutenção da exposição e a distribuição das mudanças nas pausas; senão a direção do erro é desconhecida.

A variância da soma de h resultados é hσ²+2Σk=1…h−1(h−k)γk com variância constante σ², em que γk é a covariância na defasagem k. Com covariâncias zero, o desvio-padrão cresce por √h; independência é suficiente, não necessária. A escala do VaR normal também exige distribuição e média adequadas para a soma. Uma μ não zero é multiplicada por h, não por √h.

Para uma série cujos incrementos vizinhos se relacionam pelo coeficiente ρ na defasagem de um período — supondo variância igual em todos os incrementos e dependência zero em defasagens maiores que um —, a variância da soma de cinco períodos é σ²(5 + 8ρ) em vez de 5σ². O termo 8 é o dobro dos pares adjacentes: uma janela de cinco elementos tem quatro pares, e cada covariância entra duas vezes na expansão. Substituímos:

Dependência dos incrementos adjacentes ρVariância da soma de cinco períodosMultiplicador no lugar de √5 = 2,2361VaR(95%, 5 dias)
−0,203,40 σ²1,84397,21% (721 USD)
0 — premissa da fórmula da raiz quadrada5,00 σ²2,23618,74% (874 USD)
+0,206,60 σ²2,569010,04% (1.004 USD)

A distância entre as linhas extremas é 283 USD, ou 2,83% do capital atual — com mesma posição, janela, método e confiança. A única diferença é uma premissa que a fórmula da raiz nem explicita. Por isso, um horizonte maior que um período exige informar não só os dias, mas também se os incrementos foram considerados independentes e com qual fundamento.

Quando a escala simples exige um novo modelo. Uma pausa de cotações pode trazer outra distribuição de mudanças e impedir a liquidação. Mudar posições muda a exposição. Variância e covariância variáveis entre dias mudam a dispersão da soma. Um único σ constante pode não representar o horizonte. Nenhuma dessas características, sozinha, prova que todo resultado √h seja inferior; a direção depende do processo assumido.

5.3. Valor esperado na cauda e uma razão que não é constante

VaR não é subaditivo em geral: em certas distribuições, o VaR da carteira supera a soma dos VaRs dos componentes.2 Isso não impede usar VaR como limite, mas impede tratar a soma dos VaRs individuais como VaR da carteira automaticamente válido. ES, perda esperada na pior fração dos casos, é ESα=(1/(1−α))∫α¹VaRu du. Com esperança finita na cauda, é uma medida coerente de risco. Em distribuição contínua, equivale à média condicional da cauda; com massas pontuais, deve incluir a fração apropriada no limiar.3

Em modelo normal de média zero, ES95/VaR95≈1,254 e ES99/VaR99≈1,146. Na ficha, E=43.200 USD e σ=0,55% dão ES95≈490,10 USD. Essa razão depende da distribuição, do nível e da média; não cresce de modo monotônico com uma “cauda mais pesada” definida vagamente. Outras distribuições podem dar razões muito maiores, e ES finito pode não existir. Não usamos multiplicador de 1,5–2 como substituto de um modelo.

VaR normal e ES para o resultado no fim do dia, μ=0, E=43.200 USD, σ=0,55%. O eixo do diagrama mostra resultado, então perdas são negativas: VaR≈391 USD, ES≈490 USD. Outras distribuições exigem novos cálculos; a seta indica a diferença entre limiares, não um limite de perda possível. Curva e área sombreada são esquemáticas, não densidade normal calibrada.
O ponto de corte VaR e o valor esperado na cauda Distribuição do resultado diário com cauda esquerda marcada. VaR de 95% é o corte do quinto percentil, menos 391 USD. A perda esperada na cauda é a perda média além desse corte, menos 490 USD. No modelo normal a 95%, a razão é cerca de 1,25; ES/VaR depende da distribuição e da confiança. O ponto de corte e o valor esperado além dele — distribuição normal VaR(95%) −391 USD ES(95%) −490 USD perda média além do corte 5% dos dias além do corte 95% dos dias dentro do limite O corte não é o pior caso — além dele, o cálculo não limita a perda.

Em uma carteira normal e linear, a dependência afeta a variância e, portanto, VaR. Em outras distribuições, só a matriz de correlação não descreve a cauda conjunta. Sinais, períodos e cálculos para várias posições são tratados em 9.9. Sob estresse, a dependência pode aumentar, diminuir ou trocar de sinal; um cenário exige premissas explícitas.

6. A quantos desvios-padrão equivaleram os eventos da seção 2

Retornos simples e logarítmicos dão números diferentes

Para 1,20→0,85, o retorno simples é 0,85/1,20−1=−29,1667%; o logarítmico é ln(0,85/1,20)=−34,484%. São próximos em pequenas variações, mas não neste gap. Compare σ estimado de retornos logarítmicos com o movimento logarítmico; o resultado monetário usa preços e unidades da posição adequados. Misturar transformações pode mudar z e a conversão.

A tabela abaixo é uma análise de sensibilidade de um modelo normal hipotético. Os movimentos de preços se referem aos episódios descritos, mas os σ são assumidos, não medidos antes do evento. Portanto, os resultados não são frequências empíricas desses eventos nem teste que refute o modelo de forma independente.

Método. O número de desvios-padrão é z = |variação| / σ, em que σ é o desvio-padrão no mesmo horizonte da variação. A probabilidade que a distribuição normal atribui a superar tal valor é estimada pelo limite superior P(Z < −z) ≤ φ(z) / z, em que φ é a densidade normal padrão; para z pequeno, apresento o valor exato. A tabela informa o expoente decimal, pois os números não cabem na notação usual.

Premissas: média zero, retornos simples e σ diário hipotético. Os cálculos em segundos supõem ainda variância acumulada uniformemente em 86.400 segundos, com incrementos normais. É simplificação especialmente forte para a liquidez irregular do Forex. A tabela mostra implicações condicionais; não tratamos os resultados como probabilidades do evento real.

Evento e variação medidaAssumido σHorizonte de mediçãozExpoente da probabilidade (log₁₀)
EUR/CHF: 1,20 → 0,85, ou −29,17%140,10% ao dia1 dia292cerca de −18.500
o mesmo, com desvio assumido duas vezes e meia maior0,25% ao dia1 dia117cerca de −2.960
EUR/CHF: 1,20→cerca de 1,00 à tarde, variação de −16,67%0,25% ao dia — hipotético1 dia no modelo66,67cerca de −967,3 — limite superior da cauda normal
GBP/USD: 1,2600 → 1,1491, ou −8,80%60,60% ao dia1 dia14,7−48,3
o mesmo, medido no horizonte em que realmente ocorreu0,0129% — 0,60% escalado pela raiz quadrada40 segundos682cerca de −101.000
USD/JPY: −3,00%70,50% ao dia1 dia6,00−9,01
o mesmo, no horizonte real0,00932% — 0,50% escalado pela raiz quadrada30 segundos322cerca de −22.500
AUD/JPY: −7,00%70,70% ao dia1 dia10,0−23,1

Para GBP/USD, 1,2600→1,1491 é −8,8016%. Supondo σ=0,60% e μ=0, temos z=14,669. A cauda normal é então muito pequena. A interpretação depende de σ, do regime e do tipo de preço: o ponto inicial é uma taxa média entre compra e venda, e o final é uma mínima negociada, e não um fechamento diário. Não convertemos esse resultado em tempo de espera no mercado real.

A tabela mostra a distância do choque escolhido em relação à escala assumida. Uma avaliação do ajuste estatístico exigiria parâmetros reais anteriores ao evento, uma amostra representativa e um teste definido. Cont continua como leitura complementar sobre as propriedades dos retornos;15 um episódio com σ hipotético não demonstra um erro universal em todos os modelos normais.

A escolha de σ pode alterar radicalmente o quantil normal: para uma variação de −29,17%, σ=7,4% resulta em z≈3,94. Isso não justifica usar esse parâmetro antes do evento. No caso do SNB, há ainda a mudança do regime de política cambial; a variância anterior à retirada do piso não necessariamente descreve a distribuição posterior. O modelo deve explicitar essa mudança, em vez de ocultá-la com um multiplicador.

O VaR pode controlar um quantil estimado, mas, sozinho, não descreve as consequências de um gap nem a perda além de seu limiar. Dobrar o VaR cria uma nova regra de limite que precisa de justificativa; isso não o transforma automaticamente em cenário catastrófico. Calcule separadamente um salto definido, os custos de execução e a mudança de avaliação da exposição aberta.

Uma distribuição diferente ainda exige dados e premissas. Modelos com caudas mais pesadas ou variância variável podem descrever melhor determinadas séries, mas não fornecem automaticamente uma frequência confiável para uma mudança de regime. Com poucos episódios comparáveis, o parâmetro da cauda é incerto. Não apresentamos um intervalo sem dados. Além do quantil, calcule o cenário definido a partir de preços, volume, conversão cambial e custos separados. Isso calcula consequências, em vez de prever probabilidades.

7. Teste de estresse — uma pergunta diferente da do VaR

A mesma variação de preço, outra taxa de conversão da conta

Uma perda de 27.300 JPY convertida a USD/JPY=106,70 equivale a 255,86 USD. Em outro cenário coerente, a conversão a 100,00 custa 273 USD; a 115,00, 237,39 USD. Acrescente eventual margem de conversão do provedor conforme sua especificação. Na tabela do teste, registre primeiro o resultado na moeda de liquidação, depois a taxa e o horário da conversão. Um valor constante do pip em USD só pode ser uma aproximação explicitamente identificada.

O teste de estresse responde a uma pergunta diferente da do Valor em Risco e tem sua própria fragilidade — não é uma versão aprimorada dele.

Dimensão da comparaçãoValor em Risco (VaR)Teste de estresse
Pergunta respondidaQual é o limiar de perda abaixo do qual fica determinada proporção dos dias da janela escolhida?Qual será a perda se um conjunto definido de variações de preço se repetir?
Grandeza de entradauma distribuição estimada com dados históricosum cenário escolhido por você
Resultadoum número, com nível de confiança e horizonteum número por cenário, sem probabilidade
Pergunta não respondidaqual é a perda além do quantil e o que acontece quando não é possível fechar a posiçãoqual é a probabilidade do cenário e o que acontecerá em um cenário que você não escolheu
Principal fragilidadeo parâmetro vem de uma janela em que o evento pode não ter ocorridoo resultado depende inteiramente da seleção dos cenários

A última linha é a mais importante da tabela. Três posições vezes quatro cenários dão doze números escolhidos a dedo; esses doze números não cobrem o risco de cauda. Um teste de estresse informa o que ocorrerá em um mundo descrito por você; seu valor está em obrigar você a calcular a perda das posições mantidas hoje.

7.1. Um exemplo de cálculo

A carteira: capital atual de 10.000 USD; três posições compradas — EUR/USD de 0,20 lote, USD/JPY de 0,10 lote e AUD/JPY de 0,05 lote. Cada uma tem risco planejado de 1,00% (100 USD) do capital atual; portanto, as distâncias às saídas de proteção são de 50, 110 e 220 pips, respectivamente — para os pares com iene, o valor do pip é calculado à taxa de entrada de 110,00, ou seja, 9,09 USD/(pip × lote); esses números serão necessários ao fim do cálculo.

O cenário construído a partir da referência de 3 de janeiro de 20197 e de uma magnitude assumida: queda de 3% em USD/JPY, de 7% em AUD/JPY e de 150 pips em EUR/USD (esse último valor é assumido; não tenho uma medição para ele). Taxas iniciais ilustrativas: USD/JPY 110,00 e AUD/JPY 78,00.

  1. USD/JPY: 110,00→106,70, perda em JPY=330 pips×1.000 JPY/(pip×lote)×0,10=33.000 JPY. A conversão final ilustrativa a 106,70 JPY/USD resulta em 309,28 USD.
  2. AUD/JPY: 78,00→72,54, perda=546×1.000×0,05=27.300 JPY. À mesma taxa de 106,70 JPY/USD: 255,86 USD.
  3. EUR/USD: 150 pips a 10 USD/(pip × lote). Perda: 150 × 10 × 0,20 = 300 USD
  4. Total bruto: 865 USD, ou 8,65% do capital atual
  5. Variante com execução 10 pips pior em cada posição: USD/JPY termina em 106,60, resultando em 34.000/106,60=318,95 USD; AUD/JPY em 72,44, resultando em 27.800/106,60=260,79 USD; EUR/USD resulta em 160×10×0,20=320 USD. Total=899,74 USD, ou 9,00% do patrimônio inicial de 10.000 USD, antes de encargos separados. A conversão usa uma taxa final hipotética, sem margem cambial adicional.

Base: 8,9974%, arredondados para 9,00%, medidos em relação ao patrimônio de 10.000 USD anterior ao cenário, e não ao saldo posterior. A premissa a declarar: a variação completa de preço se realiza na posição, ou seja, a execução só ocorre depois do movimento — o caso do gap. Os três movimentos superam as distâncias anteriores às saídas (150 contra 50, 330 contra 110 e 546 contra 220 pips), portanto nenhuma saída é executada em seu nível. Se as três fossem executadas, a perda seria de cerca de 3,00% (aproximadamente 300 USD), usando os valores do pip na entrada previstos no plano. Os valores exatos em USD para as posições com JPY exigem taxas de conversão nas saídas. A diferença entre esse plano aproximado e 899,74 USD reflete os preços e a execução assumidos no estresse, incluindo diferenças de conversão. Simplificações explícitas: taxas de saída ilustrativas, valores do pip das perdas à taxa final (distâncias às saídas à taxa de entrada), omissão dos pontos de swap e das mudanças nos requisitos de margem durante o evento.

Um número separado, ausente deste cenário. A soma das perdas se as três saídas de proteção forem ativadas, incluindo slippage, é outro cálculo — o orçamento para saídas simultâneas abordado em 9.9. Para esta carteira, são cerca de 334 USD, ou aproximadamente 3,34% do capital, quando os valores do pip são convertidos à taxa de entrada. É um cenário definido; acrescentar gaps assumidos produz outro cenário, e não a perda máxima possível. O resultado exato exige preços de saída e taxas de conversão. Não substitua o desvio-padrão do resultado pelo valor do risco na saída de proteção, nem o contrário: são grandezas diferentes, e a fórmula da carteira aceita apenas a primeira.

Estresse hipotético de três compras: EUR/USD 300 USD, USD/JPY 309,28 USD, AUD/JPY 255,86 USD. Total de 865,14 USD; execução 10 pips pior em cada uma dá 899,74 USD.
Nocionais, preços e taxa de conversão são premissas do modelo, sem reconstruir a COVID nem preços de um cliente específico. Perdas de 33.000 JPY e 27.300 JPY são convertidas a 106,70 JPY/USD; a variante pior usa 106,60. A soma inclui a distância completa da entrada à saída e preços após o gap; encargos excluídos dos preços são separados.
Três episódios históricos e a pausa do fim de semana como classe separada. Os pontos do eixo representam datas. O SNB apresenta uma mínima interbancária próxima de 0,85 e retorno para perto de 1,00 à tarde, sem um preço de fechamento universal.
Linha do tempo de três eventos extremos com referências cambiais Linha do tempo linear de três eventos com níveis de preço: retirada do piso do EUR/CHF em 15 de janeiro de 2015, de 1,20 para uma mínima intradiária próxima de 0,85; queda rápida da libra em 7 de outubro de 2016 por volta de 00:07, horário de Londres, de cerca de 1,2600 para 1,1491; forte alta do iene em 3 de janeiro de 2019 por volta de 9:36, horário do leste da Austrália. Uma faixa separada abaixo representa a pausa do fim de semana como classe recorrente de gaps, sem data específica. EUR/CHF 1,20 → cerca de 0,85 perto de 1,00 à tarde 15.01.2015 GBP/USD 1,2600 → 1,1491 cerca de 40 segundos 7 out. 2016, 00:07 BST Iene iene +3% contra o USD AUD/JPY cai até −7% 3 jan. 2019, 9:36 AEDT Fora do eixo: pausa do fim de semana — classe recorrente, sem data Cenário: variação entre o último e o primeiro preço disponível; o stop não garante execução no limiar

8. O que fazer antes de um evento e o que isso não cobre

Os custos alteram o volume máximo mesmo em um gap

Ilustração: E₀=10.000 USD, L=500 USD=5% dessa base, EUR/USD, distância de execução assumida de 200 pips, w=10 USD/(pip×lote), c de ida e volta=14 USD/lote. O spread está nos preços. Vmax=500/(200×10+14)=0,24826 lote. Arredondar ao passo de 0,01 resulta em 0,24 lote. Perda líquida do cenário=0,24×2.014=483,36 USD, 4,8336%. O volume de 0,25 obtido em um cálculo sem comissão resultaria em 503,50 USD e ultrapassaria L. Uma distância maior de execução pode exceder ambos os orçamentos.

Um evento agendado permite uma contagem regressiva até a decisão; um inesperado não. Limites previamente definidos de volume, concentração e cenários de gap, além das regras de manutenção da posição, continuam válidos para ambos. Isso não elimina o risco de um evento maior que o cenário assumido.

8.1. Evento agendado — procedimento e custo

Os momentos deste procedimento — T-60, T-45, T-30, T-15 — são um modelo ilustrativo: as janelas reais dependem do instrumento, da volatilidade e das condições da conta; o que deve ser respeitado é a ordem das etapas.

  1. T-60: liste as posições expostas à moeda relacionada ao evento, incluindo a exposição indireta pelo outro lado do par.
  2. T-45 — três possibilidades, cada uma com seu custo. Fechar elimina a exposição direcional, mas também é uma execução a preço de mercado — com o spread daquela janela e seu próprio slippage. Não é gratuito nem representa “certeza”: troca-se um risco desconhecido de gap por um custo conhecido de saída. Reduzir reduz proporcionalmente todas as grandezas da seção 3 e não altera mais nada. Manter com saída de proteção garantida transfere o risco de gap ao emissor da garantia, dentro dos limites descritos na seção 4.1.
  3. T-30: execute a decisão. Se escolher a garantia, configure-a antes que a distância mínima aumente.
  4. T-15: verifique se as condições da conta mudaram desde T-60: spread, distância mínima das ordens, requisito de margem e tamanho de ordem permitido.
  5. De T-0 a T+5: siga o procedimento combinado previamente. Os custos e a liquidez podem ser piores que em uma sessão tranquila, mas nem toda execução necessariamente custa mais. O cálculo do cenário usa preços e tarifas explicitamente assumidos, em vez de um multiplicador universal para divulgações.
  6. T+15: registre o preço de execução, o desvio em relação ao nível da ordem e o horário. São os únicos dados com que você calculará seu próprio parâmetro G para a fórmula de dimensionamento da posição — os valores de outra pessoa descrevem a conta dela.

Um critério quantitativo, se quiser registrá-lo: compare V × w × Dassumido com o limite de perda adotado para um único evento. Observe que o critério depende de Dassumido, ou seja, de um número que você mesmo inseriu. O critério não mede o risco; registra sua decisão sobre a magnitude do salto que pretende suportar. Alterar esse número muda o resultado do critério, sem que nada no mercado mude com ele.

Para um cenário de 200 pips e limite de 500 USD, o volume contínuo é 0,24826 lote. 0,24 lote custa 483,36 USD; 0,25 custa 503,50 USD e excede o limite.
As duas barras compartilham uma escala linear de valores e o mesmo cenário de EUR/USD. w=10 USD/pip/lote, c de ida e volta=14 USD/lote, passo de 0,01. Arredondar para baixo exige novo cálculo; o limite do modelo não garante preço em um gap maior.

8.2. Uma pausa nas negociações

Para uma posição mantida durante uma pausa nas negociações, o cálculo é o mesmo da seção 3, com uma diferença: Dassumido precisa abranger toda a pausa, do fechamento à abertura. Bastam três perguntas: que salto assumo, qual seria a perda nesse salto com o volume atual e esse valor cabe no limite registrado no plano. Se não couber, você reduz o volume ou não mantém a posição; não há uma terceira possibilidade neste cálculo.

8.3. Evento sem aviso — parâmetro definido de antemão

Dimensionamento da posição calculado de trás para frente a partir de um salto assumido:

Vmax = L / (Dassumido × w)

L — limite de perda para um único evento na moeda da conta; Dassumido — magnitude do salto assumido. Para um capital atual de 10.000 USD, EUR/USD, w = 10 USD/(pip × lote), passo e volume mínimo de 0,01 lote (ambos ilustrativos, de uma especificação de exemplo) e limite definido em 5,00% (500 USD) — percentual ilustrativo escolhido para o exemplo, e não uma recomendação:

DassumidoVmax pela fórmulaArredondado para baixo ao passo de 0,01Perda nesse salto: % (valor)
200 pips0,250 lote0,25 lote5,00% (500 USD)
500 pips0,100 lote0,10 lote5,00% (500 USD)
1.000 pips0,050 lote0,05 lote5,00% (500 USD)
3.500 pips — distância entre 1,20 e cerca de 0,85 em 15 de janeiro de 2015140,0143 lote0,01 lote (mínimo)3,50% (350 USD)

0,0143 lote está acima do mínimo de 0,01 e entre dois passos. Arredondar para baixo resulta em 0,01 lote e perda de 350 USD nos 3.500 pips assumidos, dentro de L=500 USD. Com patrimônio de 5.000 USD e o mesmo L relativo de 5%=250 USD, o volume máximo é 0,00714 lote, abaixo do mínimo; 0,01 lote custaria 350 USD=7%. Nessa segunda variante, o instrumento não atende à condição.

8.4. Uma condição em vez de uma recomendação

A distinção feita no início desta seção pode ser escrita de forma verificável antes de abrir uma posição. Cada linha abaixo apresenta uma condição — algo que assume o valor “atendida” ou “não atendida” depois de substituir seus números.

PerguntaEvento com data e horaEvento sem aviso
O que se sabe de antemãoo momento; a magnitude e a direção, nãoum episódio rápido e inesperado não tem horário conhecido; você pode conhecer o tipo de exposição e a classe de risco
Janela de decisãode quinze minutos a vários diaspode ser curta demais para uma resposta eficaz; as ações e os limites de exposição são definidos de antemão
Condição verificávelV × w × Dassumido ≤ L, com Dassumido inserido para esse evento específicoV ≤ L / (Dassumido × w) a todo momento, com Dassumido definido uma vez e registrado no plano
Quando verificarem T-60 e novamente em T-15, pois as condições da conta podem ter mudado nesse intervalona entrada e periodicamente durante a manutenção, após mudanças na exposição ou nas condições
O que você controlavolume, momento de entrada e saída e decisão de transferir o risco de gapvolume, concentração, tempo de manutenção e política de execução definidos de antemão; ações posteriores dependem da disponibilidade do mercado
O que pode ser comprado e a que preçouma saída garantida, se oferecida e aceita; verifique o prêmio, a distância mínima e as condições aplicáveis, sem supor que sempre mudem na mesma direçãoa proteção aceita anteriormente pode funcionar conforme o contrato; durante um episódio rápido, não presuma que ainda haverá tempo para contratá-la
O que significa uma perda superior a LVerifique separadamente: volume ou custos incompatíveis com as premissas, ou salto real maior que o assumido. Exceder L, por si só, não prova dimensionamento incorreto da posição.
O que isso não cobremudança nas condições da conta durante o evento e salto maior que Dassumidosalto maior que Dassumido — e não existe um limite superior para ele

A última linha é comum às duas colunas; por isso, a tabela não encerra o assunto. A condição inserida é verificável apenas contra sua própria premissa. O que essa construção oferece é um ponto de partida para corrigir o plano: no momento da perda, sabe-se qual número era pequeno demais e quem o inseriu.

9. Depois do evento: o que calcular antes de voltar ao mercado

Materiais sobre risco de eventos costumam terminar no procedimento anterior ao evento. Porém, um salto muda não apenas o estado da conta, mas todos os números calculados antes a partir dele — alguns precisam ser recalculados antes da próxima posição. A seguir, cinco cálculos a fazer nesta ordem.

9.1. Primeiro passo: determinar o estado da posição

Há três estados possíveis; só o histórico da conta determina qual deles ocorreu — o gráfico não. (a) A ordem foi executada no nível: a conta termina no valor planejado. (b) Foi executada além dele: registre o preço de execução, o horário e a diferença em pips. (c) Não foi executada, embora o preço tenha cruzado o nível. O terceiro caso é real e tem as consequências mais caras: se não houve transação no intervalo e o preço voltou acima do nível, a ordem pode continuar ativa — você terá uma posição aberta que acredita estar fechada, com risco calculado a partir de dados desatualizados.

9.2. Segundo passo: calcular a diferença em relação ao plano

Em duas unidades ao mesmo tempo, porque cada uma informa algo diferente. Considere a posição da seção 3 — EUR/USD de 0,40 lote, D = 25 pips, risco planejado de 1,00% (100 USD) — e um salto de cinco vezes essa distância, ou seja, execução a 125 pips da entrada:

Perda real: 125 × 10 × 0,40 = 500 USD = 5,00% (500 USD) do capital atual
Excesso sobre o plano: 500 − 100 = 400 USD = 4,00% (400 USD)
Excesso em pips: 125 − 25 = 100 pips além da distância planejada

Um desvio de 100 pips registra uma execução específica. Ele não se transfere automaticamente para outro par, horário ou tamanho de posição. Defina um conjunto de observações comparáveis e sua função no cenário G: a mediana da execução comum não é um parâmetro de slippage extremo. O custo do evento continua sendo calculado diretamente pelo preço de execução.

9.3. Terceiro passo: recalcular a base antes de qualquer outra coisa

O capital atual caiu de 10.000 para 9.500 USD; a partir desse momento, todo limite percentual corresponde a outro valor:

O risco de 1,00% agora é de 95 USD, e não 100
Volume à mesma distância de 25 pips: 95 / (25 × 10) = 0,38 lote, e não 0,40

Atualize os limites vinculados ao patrimônio atual. Um limite fixo em USD não fica automaticamente desatualizado; sua proporção no patrimônio é que muda. Limites baseados no patrimônio do início do dia ou no pico têm suas próprias bases. Mantenha a coerência com a definição, em vez de converter toda regra em um percentual do patrimônio atual.

9.4. Quarto passo: não reestimar um parâmetro do modelo com um único evento — e entender por quê

É tentador acrescentar o evento à janela e calcular novamente o Valor em Risco, “desta vez com honestidade”. Vejamos o resultado. Uma janela de 250 sessões com desvio-padrão de 0,55% — a mesma janela ilustrativa com que o quadro da seção 5 calculou 391 USD; considerar a média zero e dividir pelo número de observações é a convenção simplificada deste cálculo (a seção 5.1 usa a variância amostral — com 251 observações, a diferença é desprezível). A soma dos quadrados é 250 × 0,55² = 75,625 (em percentual ao quadrado). Acrescentamos uma observação de −8,80%, ou seja, a variação da libra da seção 2, trazida aqui como exercício:

A nova amostra tem N=251 e média μ=−8,8/251=−0,0350598%. Soma dos quadrados=153,065 percentual². Variância populacional=153,065/251−μ²=0,6085915 percentual², portanto σ=0,780123%. VaR95 normal com essa média: 43.200×[1,644854×0,00780123−(−0,000350598)]=569,48 USD, 5,695% do patrimônio de 10.000 USD.

Uma observação contribui com 77,44/153,065=50,59% da soma dos quadrados não centralizada. O novo VaR sobe de cerca de 391 para 569 USD porque atualizamos tanto a média quanto a escala. Isso amplia a amostra para 251 dados, em vez de usar uma janela móvel de 250 pontos. O resultado após retirar esse episódio depende das demais observações; não necessariamente volta a exatamente 391 USD.

A implicação operacional é que a estimativa fica mais instável justamente no regime em que seria necessária. Calcule e registre o VaR pós-evento junto com a janela, o método e uma observação de que a janela contém um evento. Se usar um limite de VaR, registre método, horizonte, nível e resposta a uma estimativa alterada. Deslocar a janela remove uma observação antiga, mas não garante o retorno ao valor anterior. Complemente um limite baseado em VaR com um cenário separado de gap e uma regra para lidar com a incerteza dos parâmetros.

9.5. Quinto passo: a condição de retomada e uma armadilha própria desse número

A condição de retomada é registrada antes do evento; o procedimento de interrupção e seus gatilhos são tratados em 9.8 e devem ser definidos ali. Cabe a este artigo uma observação que o outro cálculo não cobre: um salto é um evento único, e não uma sequência de perdas. Se a condição de interrupção mencionar apenas o número de operações perdedoras consecutivas — por exemplo, “paro após cinco seguidas” —, um drawdown produzido por uma única operação passará completamente por ela. O cálculo da seção 3 mostra perdas de 2,00%, 5,00% e 20,00% do capital atual em uma única operação — se o capital anterior ao evento era o pico da curva patrimonial, elas também são drawdowns dessas magnitudes (a definição e a base do drawdown estão em 9.8); nenhuma acionará um limiar contado em sequências. As consequências para a construção da condição de interrupção são tratadas em 9.8.

Dados necessários para G. A medição exige preços comparáveis de gatilho e execução, tamanhos de posição e condições no momento da execução. A mediana descreve o centro da amostra, e não o slippage extremo. Um cenário pode usar, em vez disso, um choque explicitamente assumido; nesse caso, não deve ser chamado de medição da sua conta. Os padrões de registro pertencem à seção 15; as fontes de execução e a avaliação da qualidade, às seções 11–13.

10. Sete erros na aritmética do risco de eventos

Erro 1: tratar o nível de gatilho como preço de execução

O mais comum e mais caro. A planilha recebe a perda calculada pela distância D, e a conta termina nesse número. O registro correto tem duas linhas: a perda pretendida a partir de D e a perda real a partir de Dact, que você não conhece no momento do registro. A segunda linha não expressa pessimismo — ela descreve o valor que realmente sai da conta.

Erro 2: tratar uma magnitude histórica como limite

“O maior gap que já vi foi de 80 pips” é uma afirmação sobre sua amostra, não sobre a distribuição. Todo multiplicador de slippage e todo tamanho de salto citado em qualquer material — inclusive este artigo — é um valor típico ou assumido. A frase “sobreviverei até a um gap de X” encerra um assunto que não pode ser encerrado: em 15 de janeiro de 2015, a distância de 1,20 até cerca de 0,85 foi de aproximadamente 3.500 pips; não há fundamento para tratá-la como máximo.

Erro 3: aumentar o volume antes de um evento

O raciocínio “movimento maior, posição maior” ignora que, na janela do evento, toda a distribuição de resultados se alarga, inclusive a cauda esquerda, e o custo de execução sobe nos dois lados. A mesma visão direcional com o dobro do volume produz o dobro do valor esperado e, em um salto, o dobro da perda real, que não tem limite superior. Aumentar o volume nessa janela, portanto, amplia a cauda esquerda da distribuição e não demonstra nada sobre a vantagem.

Erro 4: manter uma posição durante uma pausa nas negociações sem calcular o salto

A questão não é ser proibido, mas que às vezes se decide sem fazer o cálculo da seção 8.2. Manter uma posição durante uma pausa significa assumir risco de gap sem remuneração por isso; se o valor foi calculado e cabe no limite, é uma decisão comum. Se não foi calculado, decide-se sem saber quanto está em jogo.

Erro 5: usar o Valor em Risco como limiar de decisão

Um limite como “reduzir a posição quando o VaR ultrapassar X% do patrimônio” pode controlar um quantil estimado se forem informados modelo, horizonte e base. Interpretá-lo como garantia de não ultrapassar X%, ou usá-lo no lugar de todos os cenários de gap, seria um erro.

O controle pode incluir VaR, ES e um orçamento de perda separado para um cenário de gap. Cada limite responde a uma pergunta diferente; defina a prioridade quando as decisões divergirem. Resultados baseados em amostra desatualizada exigem novo cálculo ou um cenário adicional explícito.

Erro 6: tratar uma garantia como incondicional

Uma saída garantida é um compromisso de liquidação especificada no acordo aceito. Distinga mudanças nas condições de ordens novas ou alteradas das regras de uma garantia já aceita. Seu custo e a capacidade do provedor de cumprir a obrigação são limitações separadas; não implicam um direito arbitrário de invalidar a garantia.

Erro 7: citar um Valor em Risco sem janela nem método

“Meu VaR é 3%” não informa nada até se saber de qual janela ele vem, quantas observações a compõem e qual dos três métodos o calculou.

Para os 20 retornos apresentados, o VaR normal com a média deles é de 378,42 USD; o quantil empírico inverso é de 380,16 USD. O ES95 é de 587,52 USD. Definições e convenções não são intercambiáveis. O registro inclui nível, horizonte, método, média, escala e janela com N; no método histórico, também se informa a regra de seleção do quantil.

Acrescenta-se −8,8% a 250 retornos com média zero e volatilidade populacional de 0,55%. Com 251 resultados, a média é de aproximadamente −0,03506% e a volatilidade, de 0,780123%.
Os parâmetros são recalculados a partir da contagem, soma e soma dos quadrados, sem fingir a produção de uma simulação ou série de mercado específica. Com exposição de 43.200 USD, o VaR95 normal de um dia é de cerca de 569,48 USD. A nova observação não comprova estabilidade do modelo novo nem perda máxima.

11. Ficha de controle

Um evento pode afetar uma ou várias posições em horizontes diferentes. Seu custo esperado pode ser calculado se o modelo especificar probabilidades e distribuição de perdas; a média sozinha não basta para controlar uma grande perda. A ficha abaixo combina a descrição de um quantil com o cálculo de um cenário definido.

Ficha de controle antes de um evento agendado

Ficha de controle antes de um evento agendado. Não cobre eventos sem aviso — em um episódio rápido, a base são regras definidas de antemão: tamanho e concentração da exposição, tempo de manutenção, cenário de perda e eventual garantia de execução (seção 4.1)
Ficha de controle antes de um evento agendado Quatro blocos de tempo, quatorze pontos. Uma semana antes: listar divulgações importantes (1); VaR com nível de confiança, horizonte, método, janela e número de observações (2); perda no salto assumido contra o limite, inclusive antes de uma pausa nas negociações (3); dimensionamento para um salto sem tempo de reação (4). De sessenta a quinze minutos antes: rever a exposição à moeda do evento (5); escolher fechar, reduzir ou usar saída de proteção garantida, incluindo seu custo (6); executar a decisão e contratar eventual garantia antecipadamente (7); verificar spread, garantia, volume e requisito de margem (8). Na divulgação: a decisão anterior passa à execução (9); após ativação, a ordem de proteção busca um preço disponível (10); o custo de saída pode diferir de uma sessão tranquila (11). Quinze minutos depois: verificar a normalização do spread (12); recalcular VaR e tamanho da posição (13); registrar preço de execução, desvio e horário (14). A ficha cobre apenas eventos agendados; episódios rápidos e inesperados dependem de regras prévias de tamanho, concentração, tempo de manutenção, cenário de perda e eventual garantia de execução. Os horários são um modelo ilustrativo. Ficha de controle — T-semana / T-60 / T-0 / T+15 linha do tempo em relação à divulgação do evento T-semana / manhã PREPARAÇÃO 1. Calendário — marcar as divulgações de maior importância (seção 6) 2. Valor em Risco: nível de confiança, horizonte, método, janela, observações 3. Perda no salto assumido comparada ao limite; também antes de uma pausa 4. Dimensionar a posição para um salto sem tempo de reação T-60 → T-15 DECISÃO E EXECUÇÃO 5. T-60: exposição à moeda do evento? 6. T-45: escolher fechar / reduzir ou contratar garantia 7. T-30: executar a decisão. contratar a garantia cedo 8. T-15: verificar — spread, garantia, volume, requisito de margem T-0 → T+5 DIVULGAÇÃO 9. Decisão tomada antes; seguir o procedimento combinado. 10. A ordem de proteção, ao ser ativada, busca o preço disponível 11. O custo de saída pode diferir de uma sessão tranquila T+15 → T+30 REVISÃO 12. O spread voltou ao normal? 13. Recalcular o Valor em Risco e o tamanho da posição 14. Preço de execução, desvio e hora: registre — cálculo da perda (registros próprios) Só eventos agendados. Episódio rápido: regras prévias de exposição, tempo de manutenção, cenários de perda e condições de execução. Os horários são um modelo ilustrativo.

O gráfico distribui a ficha em quatorze pontos no tempo e mostra quando cada um ocorre. A lista abaixo condensa a mesma ficha em oito etapas verificáveis e é a versão de trabalho — use o gráfico para agendar ações e a lista antes do evento.

  1. Liste os eventos agendados da próxima semana e marque os que envolvem moedas de suas posições abertas. Interpretação das divulgações — seção 6 do curso.
  2. Calcule o VaR e registre nível de confiança, horizonte, janela, método e número de observações. Trate o resultado como descrição de um dia comum. Se a janela não contiver estresse comparável, sinalize sua representatividade limitada. Isso, por si só, não revela a direção do erro para todo quantil.
  3. Calcule a perda em um salto assumido para cada posição aberta: V × w × Dassumido. É esse número que você compara com o limite.
  4. Verifique se a posição mínima cabe no limite com seu Dassumido — se não couber, a questão é ajustar o instrumento ao tamanho da conta.
  5. Escolha uma das três possibilidades da seção 8.1 e registre quanto custa a escolhida — inclusive o custo de fechar, se essa foi sua escolha.
  6. Verifique as condições da conta quinze minutos antes: spread, distância mínima das ordens, requisito de margem e tamanho de ordem permitido.
  7. Registre o preço de execução e o desvio em relação ao nível da ordem depois do evento — desses registros você obtém seu próprio G para a fórmula de dimensionamento; os demais cálculos posteriores ao evento estão reunidos na seção 9.
  8. Para eventos sem aviso, aplique as condições definidas antes — volume, concentração, cenário e eventual garantia aceita. A contagem regressiva para uma divulgação não funciona nesse caso.

A ficha não transforma o risco de eventos em grandeza controlada. Transforma-o em grandeza calculada — de valor conhecido nas premissas que você mesmo listou e sem limite além delas.

No próximo artigo (9.11) encerramos a seção: todos os parâmetros calculados nos textos 9.2–9.10 entram em um documento aberto antes de operar.

12. Exercício de autoavaliação

Dados diferentes dos usados no texto. Calcule no papel e depois compare com a solução.

Dados. Capital atual 25.000 PLN, moeda da conta PLN. Instrumento: GBP/USD. Valor do pip na moeda de cotação: 10 USD/(pip × lote). Taxa de conversão Kconv = 4,00 PLN/USD — valor ilustrativo adotado para o exercício, sem lado da cotação nem data; no seu cálculo, informe lado, fonte e dia da taxa. Risco por operação 1,20% do capital atual. Distância à saída de proteção D = 40 pips. Passo de volume de 0,01 lote. Desvio-padrão das variações diárias da taxa: 0,60% (valor ilustrativo). Taxa GBP/USD na entrada: 1,2500.

Tarefa. (a) Calcule o volume e o risco planejado após o arredondamento. (b) Calcule a perda com execução a 150 pips e a 400 pips da entrada — ambas as distâncias assumidas. (c) Informe quanto cada uma excede o risco planejado. (d) Calcule o VaR(95%, 1 dia) pelo método paramétrico e compare-o com as duas perdas de (b). (e) Liste três coisas que o resultado de (d) não informa sobre essa situação. (f) Repita (a)–(c) com seus números: capital, instrumento, w, D e seu próprio Dassumido — e registre, ao lado de cada valor, de onde ele veio: especificação do instrumento, documentos da conta ou decisão própria.

Solução comentada

(a) Volume e risco planejado. Valor do pip na moeda da conta: w = 10 USD/(pip × lote) × 4,00 PLN/USD = 40 PLN/(pip × lote). Risco: R = 25.000 × 0,0120 = 300 PLN. Volume: V = 300 / (40 × 40) = 0,1875 lote, arredondando para baixo ao passo 0,18 lote. Risco recalculado após o arredondamento: 40 × 40 × 0,18 = 288 PLN, ou 1,152% (288 PLN) do capital atual — e não 1,20%, pois arredondar para baixo reduz o volume.

(b) Perda em um salto. Fórmula: Sact = V × w × Dact.
A 150 pips: 0,18 × 40 × 150 = 1.080 PLN, ou 4,32% (1.080 PLN) do capital atual.
A 400 pips: 0,18 × 40 × 400 = 2.880 PLN, ou 11,52% (2.880 PLN) do capital atual.

(c) Excesso sobre o risco planejado. 1.080 / 288 = 3,75× (excesso de 792 PLN); 2.880 / 288 = 10,0× (excesso de 2.592 PLN). Verificação: os dois múltiplos são iguais à razão entre Dact e D — 150/40 = 3,75 e 400/40 = 10,0. Se o resultado não passar nessa verificação, o erro está no volume ou no valor do pip.

(d) Valor em Risco. Exposição: 0,18 lote × 100.000 GBP = 18.000 GBP; à taxa de 1,2500, são 22.500 USD; à taxa de conversão de 4,00 PLN/USD, são 90.000 PLN. Registro de quatro elementos: método paramétrico, nível de confiança de 95%, horizonte de 1 dia, janela — a ser preenchida por você junto com o número de observações, pois o exercício informa apenas o desvio-padrão e não há uma série para calculá-lo. Enquanto esse campo estiver vazio, o número abaixo continua sendo um cálculo com parâmetro assumido, e não uma medição:
VaR = 1,645 × 0,0060 × 90.000 = 888 PLN, ou 3,55% (888 PLN) do capital atual.
Comparação: a perda em um salto de 150 pips é 1,22 × VaR; a 400 pips, 3,24 × VaR. As duas ultrapassam o corte, e o cálculo do Valor em Risco não informa absolutamente nada sobre quanto podem ultrapassá-lo.
Premissas: média zero, retornos diários simples normais, nenhum custo separado de liquidação, desvio constante no horizonte, conjunto de posições inalterado e janela representativa do futuro. O desvio de 0,60% é ilustrativo — calcule o seu em uma janela identificada junto com o número de observações.

(e) O que esse resultado não informa (quaisquer três itens da lista): qual é a perda nos 5% dos dias em que o corte é ultrapassado; se é possível fechar a posição ao preço do modelo no momento da ultrapassagem — e, no salto de (b), não é; qual é a perda quando o regime de volatilidade muda, já que o parâmetro vem de uma janela anterior; como o resultado muda se você acrescentar uma segunda posição no horizonte; como os dias sucessivos dependem uns dos outros; se o modelo assumido atribui probabilidade adequada a um evento não observado na amostra.

(f) Esta parte não tem solução-modelo — o resultado depende dos seus dados, e essa é a intenção. A verificação é a mesma de (c): o múltiplo pelo qual o plano é excedido deve ser igual à razão entre Dact e D. Registre o Dassumido escolhido junto com sua justificativa, pois todo o resultado depende desse único número.

Uma variante adicional da solução após custos

Para a mesma ilustração, C=25.000 PLN, R=300 PLN, D=40 pips entre preços reais, w=40 PLN/(pip×lote), G=2 pips, c de ida e volta=28 PLN/lote: V=300/[(42×40)+28]=0,175644 lote. O passo de 0,01 resulta em 0,17 lote, e a verificação=0,17×1.708=290,36 PLN=1,16144% do patrimônio atual. Para uma distância real de 150 pips, a perda líquida=0,17×150×40+0,17×28=1.024,76 PLN; para 400 pips, 2.724,76 PLN. A conversão permanece hipoteticamente em 4,00 PLN/USD; essa não é a taxa real na data especificada. G não é acrescentado novamente à distância real de execução.

Conclusão a registrar no plano: O VaR e a perda em gap respondem a perguntas diferentes e podem diferir por múltiplos na mesma posição. O primeiro descreve um quantil da distribuição assumida. A segunda descreve a consequência de preços de execução definidos. Ambas as restrições podem afetar o volume permitido, sem garantir a perda máxima.

FAQ — Perguntas frequentes

O que o VaR não informa?
Não informa a perda máxima nem sua magnitude além do quantil, não garante preço de liquidação nem atribui probabilidades a cenários omitidos pelo modelo. Seu significado depende de nível, horizonte, método e premissas. Um limite de VaR pode controlar um quantil, mas não promete que um limite de perda não será ultrapassado.
Por que o VaR de 95% com 20 resultados não é a maior perda?
Para a distribuição empírica inversa, escolhemos a 19ª perda, da menor para a maior: 0,88%. Com exposição de 43.200 USD, isso resulta em 380,16 USD. A maior perda, de 1,36%, dá ES95=587,52 USD, pois os piores 5% da amostra correspondem a uma observação. Outra convenção de quantil precisa ser identificada.
A perda esperada na cauda é sempre de 1,5 a 2 vezes o VaR?
Não. Em um modelo normal com média zero, a razão é de aproximadamente 1,254 a 95% e 1,146 a 99%. Outras distribuições e médias produzem outros valores. Um modelo discreto inclui a massa de probabilidade adequada no limiar; algumas caudas não têm média finita.
Um gap necessariamente ultrapassa o limite de saída?
Depende da distância e do preço de execução. Para a mesma posição, 150 pips custam mais que os 25 planejados; um stop comum não garante preço. Calcule o cenário pela distância real, volume, moeda do resultado e custos separados. G não é acrescentado novamente se a distância já incluir a piora da execução.
O que muda com uma saída garantida?
Há um compromisso de liquidação especificada nas condições contratuais. A tarifa pode ser separada e cobrada apenas na ativação, como na especificação citada. Mudanças nas condições de novas ordens não estabelecem direito de cancelar uma garantia aceita. Detalhes contratuais e de proteção do cliente pertencem às seções 11–13.
Posso limitar o volume para um evento sem aviso?
Sim, antecipadamente, em um cenário assumido. Em uma conta de 10.000 USD, limite de 500 USD e distância de 3.500 pips com w=10 USD/(pip×lote) dão Vmax≈0,0143 lote antes de encargos. O passo de 0,01 resulta em 0,01 lote e 350 USD. Com base de 5.000 USD e limite de 5%=250 USD, o mínimo de 0,01 já não cabe. Um choque maior pode ultrapassar ambos os cenários.

A obra de Taleb The Black Swan oferece leitura complementar sobre incerteza.4 O Ministério das Finanças do Japão publica confirmações oficiais de operações cambiais; seu índice de publicações não anuncia a próxima operação.8 Os dados do BIS de abril de 2025 descrevem a concentração do volume negociado por localização das mesas de vendas. Não mostram a liquidez de uma oferta individual nem a distribuição por horário; nenhuma das duas pode ser inferida apenas pelas participações geográficas.9

Fontes e referências

  1. Jorion P., Value at Risk, 3ª ed., McGraw-Hill, 2006. Bibliografia central; definições operacionais e exemplos são derivados explicitamente no texto. Página da editora.
  2. Artzner P., Delbaen F., Eber J.-M., Heath D., “Coherent Measures of Risk”, Mathematical Finance 9(3), 1999. Axiomas das medidas coerentes; a falha de subaditividade do VaR também é demonstrada por um exemplo original completo no texto.
  3. Acerbi C., Tasche D., “On the coherence of Expected Shortfall”, versão dos autores, publicada em Journal of Banking & Finance 26(7), 2002. Definição pela cauda dos quantis e distinção em relação a uma média condicional simples em distribuições com massas pontuais.
  4. Taleb N.N., The Black Swan: Second Edition, Random House Trade Paperbacks, 2010; página da editora. Bibliografia complementar sobre incerteza, e não fonte dos parâmetros numéricos do modelo.
  5. Banco Nacional Suíço, “Discontinuation of the minimum exchange rate”, 15 de janeiro de 2015. Confirma a decisão e o antigo piso de 1,20 CHF por EUR, e não a mínima de mercado nem o horário da divulgação.
  6. Comitê de Mercados, “The sterling ‘flash event’ of 7 October 2016”, BIS, 13 de janeiro de 2017. Mínima negociada de 1,1491 na Reuters Matching às 00:07:41 BST, início e trajetória do evento; preços de plataformas diferentes não formam uma única série.
  7. Banco de Reserva da Austrália, “The Recent Japanese Yen Flash Event”, fevereiro de 2019, Quadro B. 3 de janeiro de 2019: movimentos separados de USD/JPY, AUD/USD e AUD/JPY, além do alargamento do spread.
  8. Ministry of Finance Japan, “Foreign Exchange Intervention Operations”. Índice oficial de confirmações posteriores; não anuncia o horário da próxima intervenção. Um relatório trimestral não lido não é usado como fonte de um valor.
  9. BIS, Volume de câmbio OTC em abril de 2025, publicação de setembro de 2025. Os resultados principais e geográficos tratam da concentração do volume negociado por localização das mesas de vendas, sem distribuição por horário. Os padrões de sessão são discutidos separadamente na fonte 11.
  10. Breedon F., Vitale P., “An empirical study of portfolio-balance and information effects of order flow on exchange rates”, Journal of International Money and Finance 29(3), 2010. O link aponta para a versão dos autores de outubro de 2005, hospedada pelo Banco do Canadá. Leitura sobre fluxo de ordens, sem garantir custos maiores em toda divulgação.
  11. King M.R., Osler C.L., Rime D., “Foreign exchange market structure, players and evolution”, Norges Bank Working Paper 10/2011. Estrutura do mercado cambial e padrões de sessão, e não especificação de um serviço de varejo particular.
  12. Financial Services Compensation Scheme, informações sobre a Alpari (UK) Limited. A insolvência de uma empresa não comprova falha na execução de uma ordem garantida específica.
  13. Knight F.H., Risk, Uncertainty and Profit, 1921; texto do livro na Library of Economics and Liberty. Distinção histórica entre risco mensurável e incerteza; não calibra nenhum cenário cambial.
  14. Banco Nacional Suíço, Quarterly Bulletin 1/2015, p. 25. EUR/CHF interbancário em torno de 0,85 nos primeiros minutos após a decisão, retornando para perto da paridade à tarde. Tipo de preço e horário fazem parte dessa informação; não se apresenta uma taxa de fechamento comum impossível de verificar.
  15. Cont R., “Empirical properties of asset returns: stylized facts and statistical issues”, Quantitative Finance 1(2), 2001, pp. 223–236. Leitura complementar (introdução de uma cópia abreviada lida, sem as seções empíricas substantivas); não fornece o σ hipotético de nossas tabelas nem um multiplicador universal de cauda.
  16. IG, “What is a guaranteed stop?”, consultado em 5 de outubro de 2026. Exemplo específico de prêmio cobrado na ativação e de distâncias para ordens novas e alteradas. Essas condições não são generalizadas a todos os provedores nem constituem recomendação.

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Jarosław Wasiński

Editor-chefe, ForexMechanics.com • Analista macro e FX

Analista independente e profissional com mais de 20 anos de experiência nos mercados financeiros. Atua no Forex desde 2007, com foco em análise fundamentalista, estrutura do mercado OTC e gestão disciplinada do risco de capital.

  • Criador e editor-chefe do MyBank.pl, oferecendo educação financeira confiável desde 2004.
  • Autor de centenas de comentários de mercado aprofundados, análises estruturais e materiais educacionais para traders e investidores.
  • Defensor da transparência do mercado, promovendo uma educação baseada em dados concretos e relatórios institucionais (BIS, ESMA, CFTC).

Todo o conteúdo tem caráter exclusivamente educacional e informativo – não constitui recomendação de investimento. Lembre-se: operar com alavancagem (Forex/CFD) envolve alto risco de perda rápida de capital.